Respostas da Petrobras – Jornal O Globo

5 de junho de 2009 / 20:55 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O Jornal O Globo encaminhou as seguintes perguntas, em 05/06/2009, para a assessoria de imprensa da Petrobras:

1- Quanto a empresa já investiu no programa de fabricação de biodiesel a partir da mamona, somando pesquisa, instalações, logística, compras e apoio à produção?

2- Dessa quantia, quanto foi investido na compra de mamona para a fabricação de biodiesel? (em R$ e toneladas)

3- Quanto foi investido em compra e distribuição de sementes? (em R$ e números)

4- O que tem sido feito com a mamona comprada pela Petrobras, já que as usinas ainda não produzem biodiesel com essa matéria-prima?

5- Segundo relatos de dirigentes de cooperativas no Ceará e na Bahia, parte da produção colhida com incentivos do programa de biodiesel tem sido repassada para a indústria ricinoquímica. Está havendo desvio de finalidade nesses investimentos?

6- Quanto foi repassado em convênios com cooperativas, sindicatos e federações de pequenos agricultores envolvidas no plantio da mamona? Quais as entidades beneficiadas, e a quantia repassada a cada uma?

7- Ainda sobre as parcerias, qual é o critério usado na escolha dessas entidades?

8- A Petrobras considera que a mamona ainda é aproveitável na produção de biodiesel, ou acredita que seu óleo não é adequado para o processo, conforme parecer da ANP? Há previsão de novos investimentos na mamona?

9-  Qual a porcentagem de matéria-prima usada nas usinas?

A seguir, leia as respostas enviadas pela Petrobras ao jornal:

A Petrobras continuará investindo na mamona por conta de sua rusticidade (capacidade de se adaptar ao semiarido brasileiro), percentual (42% de óleo no grão) e qualidade do óleo e valor de sua torta (farelo, um subproduto da mamona) como fertilizante. Além disso, o seu manejo é amplamente conhecido pela Agricultura Familiar.

O óleo de mamona é adequado a produção de biodiesel em misturas de até 30% com outros óleos garantindo uma ótima qualidade do produto. O uso de 30% de óleo de mamona na produção de biodiesel também atende integralmente à especificação da ANP. A adição de 30% do óleo de mamona a outros óleos melhora, inclusive, algumas propriedades importantes, como o índice de iodo e de congelamento à frio, possibilitando assim atender a especificação de biodiesel da União Européia.

A Petrobras vem investindo em pesquisas para biodiesel desde 2006 quando iniciou testes de tecnologias próprias nas duas unidades experimentais de biodiesel em Guamaré (RN). Foram investidos R$ 16,4 milhões, de 2008 até hoje, no desenvolvimento de pesquisas nesta área, inclusive, pesquisas com mamona.

A produção comercial de biodiesel iniciou no ano passado. Foram investidos R$ 295 milhões na construção de três usinas de biodiesel – Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG) – que estão em plena operação.

As usinas de biodiesel foram projetadas com ampla flexibilidade para operar com uma grande diversidade de oleaginosas. A opção sobre essa variedade de oleaginosas é uma questão que depende de preço e disponibilidade da matéria-prima nos momentos de compra.

A Petrobras comprou, no ano passado, 1.506 toneladas de mamona da agricultura familiar. A empresa vem investindo no desenvolvimento regional de matéria-prima e aportou R$ 4,9 milhões na compra de sementes para distribuir aos agricultores familiares contratados para a safra 2008/2009. Foram adquiridas 667 toneladas de sementes, sendo 571 toneladas de sementes de mamona e 136 toneladas de sementes de girassol.

Foram firmados seis convênios com instituições de representação de agricultores familiares para desenvolver projetos de responsabilidade social com o objetivo de gerar oportunidades de trabalho e renda para pequenos produtores da região do semiarido, bem como inserir este segmento na cadeia produtiva do Biodiesel. As parcelas pagas para os seis convênios totalizam cerca de R$ 10 milhões ao longo de 2 (dois) anos.

As propostas foram selecionadas por seguir todos os critérios e as diretrizes de Responsabilidade Social definidas no Programa Social da Companhia.

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