Respostas da Petrobras – Jornal Folha de São Paulo

5 de junho de 2009 / 21:00 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Nos dias 04 e 05/06/2009, o Jornal Folha de São Paulo entrou em contato com a assessoria de imprensa da Petrobras. Veja a seguir as perguntas  do jornal e respostas da companhia:

1- O comitê que examina a evolução do custo de transporte do projeto gasoduto Urucu-Manaus é formado por oito pessoas, entre elas, tres representantes da Petrobras. Pergunto: o relatório de março de 2009, ao qual a folha teve acesso, foi endossado pela Petrobras? Ela confirma os numeros sobre o aumento do custo do projeto? Há no relatório uma tabela com o quadro demonstrativo de orçamento de investimento, segundo o qual o custo do empreendimento era estimado em R$ 2,487 bilhões em junho de 2006, passou para US$ 3,551 em março de 2008 e subiu para R$4,581 bilhões em março deste ano.
Resposta: O contrato de fornecimento de gás estabelece a criação do Comitê de Revisão da Parcela de Transporte, composto por 8 membros, sendo 3 da Petrobras, 3 da Manaus Energia e 2 da Cigás. A evolução dos custos do empreendimento é apresentada no âmbito do comitê que, até o momento, não emitiu nenhum relatório.

2-Qual a razão do encarecimento de 84% no custo total do projeto entre 2006 e 2009?
Resposta: O acréscimo nos custos de implantação do gasoduto Urucu-Manaus decorreram da adoção de metodologia inédita no Brasil de transporte de tubos que incluiu o uso de aeronaves especiais vindas do exterior, por causa das condições adversas de trabalho na Amazônia, tipo de solo, clima, acesso, entre outros problemas. Com essa nova metodologia foi possível trabalhar tanto na época de cheia quanto de vazante na construção de alguns segmentos do gasoduto. Contribuíram também para a elevação do investimento o aumento de custos no fornecimento de bens e serviços utilizados na construção do gasoduto decorrentes do aquecimento do mercado durante o período.

3-Por causa do encarecimento do projeto, o preço do gás na ponta final também aumentou, uma vez que o custo do transporte é o principal componente do preço final. Qual era o preço previsto para a entrega do gas quando da assinatura dos contratos, em 2006, e quanto está agora?
Resposta: Segundo o contrato, firmado entre a Petrobras e a Cigás, a tarifa de transporte será fixada ao final da construção do gasoduto quando todos os custos de implantação serão confirmados. Assim, somente após a conclusão da obra e entrada em operação será determinado o preço de entrega do gás.

4-Como o gás será usado para substituir o consumo de diesel nas termoelétricas, qual será o efeito desse aumento na tarifa de energia?
Resposta: Esta pergunta deve ser respondida pela Amazonas Energia e pela própria ANEEL.

5-Soube, pela Aneel, que a Petrobras entrou com um pedido, em maio, para que o custo do projeto seja coberto pela conta CCC. Na carta a Aneel, qual foi o valor total do investimento informado pela Petrobras? Quanto poderá ser coberto pela CCC?

Resposta: Em cumprimento à clausula estabelecida no contrato com a CIGÁS, a PETROBRAS solicitou em Maio deste ano à ANEEL a transferência dos benefícios da Conta de Consumo de Combustíveis Fosseis (CCC) para o investimento estimado no projeto do gasoduto, cabendo à ANEEL avaliar e definir o valor a ser coberto pela CCC e sua respectiva divulgação.

6-As obras de implantação do gasoduto estão sendo executada por três consórcios. O trecho B1 (entre Coari e Anamã) foi contratado com o consórcio Consag (Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia) ao preço de R$ 667 milhões. Segundo o relatório citado, o custo estava em R$ 1,231 bilhão em março ultimo e há previsão para mais um aditivo de R$ 200 milhões. As alegações para o aumento, citadas no relatório, são de que a obra exigiu soluções mais complexas do que as previstas, as chuvas, o alagamento do terreno, etc. Pergunto: a Petrobras desconhecia as condições do terreno ao de contratar o consórcio? Qual a razão de tal encarecimento? Confirma a possibilidade de mais um aditivo?
Resposta: As razões estão descritas na pergunta 1. Não faltou planejamento. No momento não há previsão de aditivo contratual .

7-Fui informada de que o projeto Urucu-Porto Velho, que teria um escopo parecido, foi orçado em US$ 750 milhões. Me foi dito que não haveria justificativa para uma disparidade tão grande de preços entre os dois projetos. Como a Petrobras é acionista do projeto Urucu-Porto Velho e  executa o Urucu-Manaus poderia me explicar o motivo dessza disparidade?
Resposta: Este não é um projeto aprovado para implantação. Desconhecemos a origem desse orçamento no âmbito da Petrobras.

8-A inauguração do sistema Urucu-Manaus estava prevista para outubro do ano passado, segundo releases divulgados pela própria Petrobras; depois foi postergado para outubro deste ano e, me foi dito que a inauguração comercial estaria sendo adiada por mais um ano. A empresa confirma? Qual o estágio atual da obra? Qual a razão dos atrasos?
Resposta: O término das obras de construção do gasoduto está previsto para o final do mês de Setembro deste ano, com a chegada do gás natural em Manaus ocorrendo no início do mês de Outubro. A partir desta data, o suprimento de gás estará plenamente disponível e se dará conforme estabelecido no contrato.

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