Interesses localizados

7 de junho de 2009 / 12:15 Opinião Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Artigo enviado pelo autor para publicação no Blog da Petrobras – Fatos e Dados

CÂNDIDO GRZYBOWSKI

Diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase)

O Brasil vive um momento histórico sem precedentes: estabilidade econômica; redução da desigualdade econômica e social; amadurecimento político; fortalecimento das instituições públicas e crescente credibilidade e liderança internacional. Esse processo decorre da ação de vários governos, Órgâos públicos e privados,  e da sociedade civil.

Ainda que, historicamente, os orçamentos do Estado para Cultura e Educação sejam menores do que para outras pastas, políticos defendem a filosofia de que Educação e Cultura favorecem o desenvolvimento do país. Não é de hoje que a Cultura tem deixado de ser tratada exclusivamente no âmbito das políticas públicas e é inegável que a Iniciativa privada tem papel determinante para a concretização e manutenção de inúmeros projetos louváveis. Mesmo sendo percebido como “obrigação social”, o engajamento da iniciativa privada representa o fôlego necessário para que a Cultura do país não seja desmobilizada. E até mesmo ganhe destaque internacional.

Maior e mais importante companhia da América Latina, a Petrobras se tornou modelo mundial de agente estratégico para o desenvolvimento sociocultural. Essa conquista se deu através de atuação democrática, realizada com transparência, através de editais públicos, com projetos avaliados por comissões externas à empresa e representativas da sociedade civil, ou através do apoio direto a grupos artísticos e sociais reconhecidos por sua obra, seriedade e história.

A adoção de estratégia voltada ao conjunto do país, considerando sua pluralidade, permitiu que a Petrobras se tornasse a grande patrocinadora do campo social e cultural no Brasil. E deu acesso e visibilidade a iniciativas que, sem ela, continuariam marginais.

No campo social não foi diferente. Ela foi fundamental para romper com a secular tradição assistencialista e protagonizou a construção de novo paradigma de desenvolvimento social: agir sobre as estruturas geradoras da desigualdade. Assim, vem apoiando ações que vão do campo da educação à comunicação; do desenvolvimento territorial e econômico de organizações locais ao fortalecimento das lutas pela garantia dos direitos humanos.

Diante do exposto, em que interesses localizados colocam em dúvida a idoneidade e seriedade da empresa — e, por conseguinte, de seus parceiros, cabe lembrar a todos os brasileiros que a Petrobras é um patrimônio do Brasil, que ela está acima de motivações e ambições particulares e, por isso, é responsabilidade de todos nós preservá-la e resguardá-la.

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