Licitações não se aplicam a patrocínios

17 de junho de 2009 / 16:44 Meio Ambiente e Sociedade Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Museu da Lingua Portuguesa2

Conheça o exemplo do Museu da Língua Portuguesa

A Petrobras patrocina o projeto do Museu da Língua Portuguesa, concebido pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado de São Paulo em conjunto com a Fundação Roberto Marinho.  O patrocínio da Companhia, que utilizou a Lei Rouanet, foi de 6 milhões de reais, o maior entre as diversas empresas públicas e privadas que apoiaram a iniciativa.

O museu foi inaugurado em março de 2006 com a presença do então Ministro da Cultura, Gilberto Gil, do prefeito de São Paulo, José Serra, e também do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, entre outras autoridades. O espaço fica na Estação da Luz onde, no passado, imigrantes desembarcavam em São Paulo. A área passou por amplo processo de revitalização, a partir de 2002, quando a Prefeitura Municipal da cidade solicitou financiamento do BID.

O Museu da Língua Portuguesa é considerado um dos mais queridos de São Paulo. Por ele, passam cerca de 50 mil visitantes por mês, mais de um milhão e meio desde sua inauguração. É mais um dos projetos, entre tantos, que a Petrobras tem orgulho de patrocinar.

Além da Petrobras, também são patrocinadores ou apoiadores a IBM, Instituto Vivo, Eletropaulo, Votorantim, Correios, TV Globo, BNDES, Fundação Calouste Gulbekian, Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo e Ministério da Cultura.

Patrocínios: projetos e seleção pública

Democratizar o acesso, dar transparência a escolha, apoiar bons projetos

Diretriz de seu planejamento estratégico, aprovado pelo Conselho de Administração da Empresa, e alinhado ao seu Plano de Negócios, os investimentos da Petrobras em responsabilidade social, através de projetos de cidadania e desenvolvimento social, em projetos culturais, de preservação ambiental e incentivos ao esporte, não são e nem poderiam ser objeto de licitação, um equívoco constantemente cometido por veículos de comunicação.

O patrocínio é um pacto bilateral onde a Petrobras, ou qualquer outra empresa, contabiliza retorno financeiro, ainda que indireto (mídia, divulgação de imagem, relacionamento, promoção de cidadania, entre outros), pelo uso de sua marca, nas contrapartidas exigidas de seus patrocinados.  É também onde a Petrobras investe em valores: promoção da educação, defesa do meio ambiente, valorização da cultura nacional e da inclusão social.

A empresa faz isso de duas formas: apoiando bons projetos tecnicamente fundamentados e, também, através de seleção pública, nos casos de projetos sociais, ambientais e culturais. Este processo de seleção pública, ampliado e qualificado pela participação da sociedade civil a partir de 2003, é intensivamente divulgado e recebe dezenas de milhares de proposições, de todas as regiões do país.

Da escolha dos projetos que serão patrocinados participam técnicos da área de comunicação, representantes de cada uma das diretorias da empresa, representantes do poder público federal, estadual e municipal e inúmeros representantes da sociedade civil e da Imprensa. Democratiza-se, assim, o processo decisório, a inscrição e o apoio de projetos culturais, ambientais e sociais que, necessariamente, devem contemplar todos os Estados do país.

Já participaram destas seleções, por exemplo, o professor e músico José Miguel Wisnik e o sociólogo Hermano Vianna, além dos jornalistas Marcos Sá Correa, diretor do site O Eco, e Josemar Gimenez, diretor de redação dos jornais Correio Brasiliense e O Estado de Minas.

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