22 de junho de 2009 / 20:00
A Petrobras decidiu transferir e adaptar para a área social as tecnologias de gestão desenvolvidas em seu negócio. Dessa combinação ousada, surgiu uma Sistemática de Investimentos Sociais, que é considerada inovadora e pioneira no mundo empresarial. Trata-se de um documento que define metodologia, critérios e indicadores padronizados para a análise, seleção, aprovação, acompanhamento e avaliação dos projetos sociais apoiados em todo o Brasil. Inspirada nas melhores práticas de gerenciamento de projetos, como as do Project Management Institute (PMI), essa sistemática está totalmente alinhada ao Plano Estratégico, ao Plano de Negócios e à Disciplina de Capital da Petrobras.
Os indicadores desenvolvidos foram revisados pelo consultor internacional Flavio Comim, pós-doutor em economia e professor da Universidade de Cambridge, responsável pela divulgação do IDH no Brasil, a convite do PNUD, e revisor dos Relatórios Regionais sobre as Metas do Milênio no Brasil para a ONU.
A implantação gradual dessa sistemática permite que, além de comunicar para a sociedade seus resultados na produção de energia, a Petrobras possa medir e divulgar também sua contribuição para efetivar os direitos humanos, promover o crescimento econômico justo e distributivo, fomentar o desenvolvimento local e fortalecer a democracia. Para uma primeira rodada de cálculo dos indicadores, a Petrobras contou com o apoio da Accenture, empresa de consultoria independente especializada em gestão, que contatou diretamente as instituições pesquisadas. Cerca de 340 projetos sociais apoiados pelo órgão corporativo de comunicação da Companhia entre novembro de 2007 e novembro de 2008 foram analisados. Essa amostra não representa a totalidade da carteira de projetos, já que a mesma será divulgada no Balanço Social da Companhia ainda este mês, mas já antecipa os bons resultados que vem sendo alcançados. Conheça abaixo alguns indicadores:
- Participantes diretos: 520.194 pessoas
- Participantes indiretos: 1.820.679 pessoas
- 6.865 empregos diretos gerados nas organizações sociais;
- No caso dos projetos de geração de renda:
- 39% contam com planos de negócio estruturados;
- 80% incorporaram tecnologia para aprimoramento do processo produtivo;
- No caso dos projetos de educação para a qualificação profissional:
- 60% dos cursos possuem certificação profissional;
- 34% dos cursos contam com certificação profissional nacionalmente reconhecida;
- No caso dos projetos de garantia dos direitos da criança e do adolescente:
- 96% das crianças estão concluindo o período total de atendimento;
A Petrobras já treinou cerca de 300 profissionais da sua força de trabalho para a implantação da Sistemática de Investimentos Sociais e irá iniciar, em breve, a capacitação dos técnicos das instituições parceiras.
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/ 12:04
Com pouco mais de 2 semanas de existência, nosso blog já ultrapassa a marca de meio milhão de acessos. Criado para dar mais transparência às iniciativas da Petrobras, o Fatos e Dados inaugura a entrada da companhia em um universo de comunicação mais democrático e participativo.
A Petrobras considera positivo que o modelo seja seguido por outras empresas, pois entende que a informação é um direito fundamental.
O blog inovou ao publicar perguntas encaminhadas por veículos à companhia, juntamente com as respostas na íntegra repassadas aos jornalistas. A atitude mudou o patamar da relação entre as fontes e os veículos de informação tradicionais, tornando-a mais equilibrada.
Desde que entramos no ar, foram 76 posts, cerca de 6 mil comentários publicados e mais de 3,2 mil seguidores do perfil blogpetrobras no Twitter. A Companhia também possui o Canal Fatos e Dados no YouTube.
Bem-vindos a uma nova era de energia e comunicação!
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/ 12:03
A Petrobras já respondeu ao jornal Folha de S.Paulo em 13/06/2009 perguntas relativas a indícios de irregularidades em contratos e pagamentos efetuados pela gerência de Comunicação do Abastecimento.
No entanto, em matéria publicada na edição de hoje, 22/06, o jornal mantém versões que não se sustentam em fatos e dados. Por conta disso, a Companhia enviou a seguinte carta para a Folha de S.Paulo:
A Petrobras reitera que o ex-funcionário, Geovane de Morais, foi demitido por justa causa devido às evidências de quebra de confiança e de desrespeito aos procedimentos da Companhia e não por “suspeita de desvio de recursos” como informado pela Folha de São Paulo, em 22/6, na matéria “Petrobras tira gerente que gastou R$151 mi”. A demissão aconteceu fruto de mecanismos internos de controle, e não por denúncias. O ex-empregado, de carreira, não é ligado ao PT baiano ou ao sindicato dos petroleiros e químicos da Bahia, ao contrário do que insiste a Folha. O Ministério Público e a CGU já foram informados do caso. Essa informaçào já foi repassada a Folha e está expressa na íntegra da resposta: “as irregularidades serão encaminhadas ao Ministério Público e à CGU, que foram informados do caso pela Petrobras, das medidas internas adotadas e da análise sobre indícios de irregularidades, que deverá ser concluída em 180 dias”. A Folha não informou quando a matéria seria publicada, como combinado, para que as perguntas e respostas entrassem no blog Fatos e Dados.
Leia a seguir as perguntas da Folha de S.Paulo, as respostas da Petrobras e a íntegra da matéria.

1) A empresa informou que “ao longo de 2008 já era esperada a extrapolação da previsão orçamentária da gerência [de Comunicação do Abastecimento] em razão do incremento de atividades da área com novos empreendimentos”. Essa “extrapolação” foi autorizada previamente ao Sr. Geovane de Morais? Foi autorizado a ele o gasto de R$ 151 milhões? Por quem?
Como já informado, já era esperada a extrapolação da previsão orçamentária da gerência em razão do incremento de atividades da área com novos empreendimentos, como o Comperj e a Refinaria de Pernambuco, entre outros. A análise em curso nesse momento indicará se os serviços contratados foram devidamente realizados.
2) A empresa informou que a demissão do Sr. Geovane de Morais se deveu ao “desrespeito às normas internas de contratação constatado em pagamentos” feitos por ele. A Petrobras poderia ser mais específica quanto ao “desrespeito”, poderia dar exemplos?
Os desrespeitos identificados foram: liberação de pagamentos acima do limite previsto para sua gerência; realização de pagamentos seqüenciais de serviços de uma mesma empresa, ao invés de celebração de um contrato; e extrapolação da previsão orçamentária de 2008.
3) Os R$ 151 milhões autorizados pelo Sr. Geovane de Morais já foram efetivamente desembolsados pela Petrobras? É possível a empresa reaver esse dinheiro (se não todo, em parte) em caso de comprovação de irregularidade? De que forma?
Sim, foram desembolsados. Até o momento não foi identificado nenhum caso de pagamento sem entrega do serviço, apenas indícios. Caso a análise em curso identifique irregularidades, a Petrobras adotará as medidas judiciais cabíveis. Paralelamente as irregularidades serão encaminhadas ao Ministério Público e à Controladoria Geral da União (CGU), que já foram informados do caso pela Petrobras, das medidas internas adotadas e da análise sobre indícios de irregularidades, que deverá ser concluída dentro de 180 dias.

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