Entrevista José Sérgio Gabrielli – O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2009 / 19:19 Entrevistas Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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jornais2Entrevista concedida pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, ao jornal O Estado de São Paulo, em 26 de junho de 2009.

Entrevistador: Essa semana vai (ser instalada a CPI)?

José Sergio Gabrielli: Não sei. Eu acho que o Congresso vai decidir o que fazer. Imagino que a dinâmica interna parlamentar vai determinar o que os congressistas vão decidir. Eu não tenho a menor opinião hoje nesse momento, sobre se vai instalar ou não vai instalar.

Entrevistador: Você ainda tem dúvida se vai instalar ou não?

José Sergio Gabrielli: Eu não sou senador. Eu sou presidente da Petrobras.

Entrevistador: Mas olha só, você percorreu os gabinetes lá do Senado antes da criação da CPI para tentar convencer os senadores de que não havia necessidade, que vocês poderiam prestar os esclarecimentos. Eu me lembro disso.

José Sergio Gabrielli: Nós continuamos com a mesma opinião.

Entrevistador: Qual foi a sua sensação das conversas que você teve com os parlamentares?

José Sergio Gabrielli: Os parlamentares concluíram que precisavam instalar a CPI, porque leram o pedido de instalação e ele foi lida no Senado. Portanto, do ponto de vista do ritual e do processual legislativo, ela está lida e ela vai ser instalada.

Entrevistador: Eu sei, mas na conversa que você teve você sentia realmente que havia uma disposição?

José Sergio Gabrielli: Eu conversei com os senadores e alguns senadores achavam que não havia necessidade. Os senadores da oposição acharam que tinha que ter uma CPI. A nossa argumentação, muito explícita desde aquele momento, é que os temas que estão nos requerimentos estão sob investigação de órgãos competentes para fazer a investigação: a Polícia Federal, o Ministério Público, o TCU, a Receita Federal, os diversos órgãos de fiscalização da Companhia, e que, portanto, a investigação que a CPI poderia trazer, do ponto de vista legal, que é uma comissão de investigação de fatos determinados, ela provavelmente contribuiria muito pouco. O que poderia trazer problema é a criação de um clima nacional de denúncia para buscar denúncia para criar a possibilidade de investigar coisas que vão aparecer. Então, isso na língua portuguesa antiga chama-se “coscuvilhice”. E isso é que é o problema, porque a CPI, legalmente, tem que ser criada para fato determinado. E nós continuamos achando a mesma coisa. Evidentemente que nós não temos competência legal de dizer sim ou não à CPI. Nós temos que obedecer. Uma vez criada a CPI, nós temos que atender os requisitos da CPI. Ponto. Não tem alternativa para nós.

Entrevistador: Agora, nesse sentido, estão surgindo hoje umas reportagens sobre a história de remuneração dos diretores.

José Sergio Gabrielli: Pois é, esse um exemplo, infelizmente até o Estadão entrou nessa matéria muito ridícula, porque ela é uma matéria que não tem fato novo nenhum, porque inclusive a divulgação disso é da nossa própria assembléia geral, que é pública. A informação refere-se à remuneração dos dirigentes da Companhia de forma bastante truncada, envolve um claro indício de crime de quebra de sigilo fiscal, porque, aparentemente, o repórter que fez a matéria para o Correio Braziliense obteve de forma fraudulenta informações fiscais que são protegidas pelo sigilo fiscal. Dessa maneira, portanto, de um lado ela é evidência de um crime. De outro lado, do ponto de vista dos valores, são bastante modestos comparados com empresas do mesmo tamanho. Se você compara, por exemplo, com a Petrobras… todos os dirigentes da Petrobras receberam R$ 7 milhões em 2007…

Entrevistador: R$ 7 milhões?

José Sergio Gabrielli: No ano de 2007, você teve R$ 7 milhões e 108 mil da autorização de pagamento para diretores e conselho da Petrobras.

Entrevistador: Ah, tá. Isso todo mundo junto.

José Sergio Gabrielli: Todo mundo junto. R$ 7 milhões 108 mil para todo mundo junto (diretores e conselheiros). O Itaú teve R$ 244 milhões, o Bradesco R$ 170 milhões, o Unibanco R$ 153 milhões, a Gerdau R$ 59 milhões, Vale R$ 43 milhões, Sadia R$ 16 milhões, Perdigão R$ 14 milhões, Aracruz R$ 9 milhões, CSN R$ 9,5 milhões. Portanto, a Petrobras é a menor de todas. Então, do ponto de vista da comparação com empresas brasileiras, ela é a menor de todas. Se você comparar com as empresas internacionais, então, a Petrobras teve US$ 485 mil, a Exxon teve US$ 13,7 milhões, a BP US$ 4,2 milhões, Eni US$ 3,7 milhões, Total US$ 1,9 milhões.

Entrevistador: Mas o que eu vi ali, daquele questionamento, não é tanto pelo valor, mas pelo reajuste.

José Sergio Gabrielli: Eu vou chegar lá. Primeiro o valor, o valor é pequeno. Como é que se chega a esse valor? O valor dos salários dos dirigentes da Petrobras, dos diretores da Petrobras, é o teto da remuneração da carreira da Petrobras. Nós ganhamos em torno de 10% acima do maior gerente, o presidente ganha em torno de 15% acima do maior gerente, e os diretores 10% acima do maior gerente. Portanto, se você tem um salário que é baixo, para diretores e presidente, no que se refere à indústria, você achata toda a cadeia de salários da Companhia. Então, todo salário da Companhia é atrelado ao teto da Companhia, que é dado pelos diretores e pelo presidente. Consequentemente, você tem um achatamento. O que acontece com isso? Você torna mais vulnerável os profissionais da Companhia às atrações de mercado. Como é que nós evitamos isso? Como é que nós deixamos de perder talentos? Nós temos a política de retenção de talentos. Essa política de retenção de talentos envolve uma carreira profissional de longo prazo, envolve treinamento, envolve condições de trabalho adequadas, envolve um compromisso, uma transferência de valores, de compromisso das pessoas, uma avaliação de condições de satisfação dos trabalhadores, e a história da Companhia. Os valores da Companhia, que faz com que ela seja uma Companhia em que as pessoas gostam de trabalhar. Mesmo ganhando menos, elas ficam na Companhia. Então esse é um problema. E um terceiro elemento importante é o reajuste. O reajuste dos salários dos diretores da Petrobras acompanhou o reajuste dos acordos coletivos dos trabalhadores, porque se ele é teto, acompanha os acordos coletivos.

Entrevistador: Então essa desvinculação com a inflação…

José Sergio Gabrielli: Essa desvinculação… Não tem nada a ver com a inflação. O reajuste dos trabalhadores da Petrobras não é relacionado com a inflação. Os trabalhadores da Petrobras tiveram um aumento real, sim, tiveram um aumento real nesses últimos anos. Não tem um aumento relativo à inflação. Então, houve um aumento real dos trabalhadores que ganharam inclusive, do ponto de vista da remuneração, em termos percentuais, mais do que os diretores. O reajuste dos empregados foi, se não me engano, de 62% e dos diretores, de 55%. Do ponto de vista do reajuste, não tem nada anormal e, particularmente, a partir de 2008, por decisão da assembléia, o salário dos diretores está congelado. O salário dos empregados vai depender do acordo coletivo. Mas o salário dos diretores está congelado.

Entrevistador: Eu me lembro… falamos da crise…

José Sergio Gabrielli: Exatamente. Então nós estamos com os nossos salários congelados, a partir de 2008 para 2009. Os trabalhadores não têm congelamento, que vai depender da negociação do acordo coletivo, e até 2007 nós acompanhamos o aumento dos trabalhadores. Portanto, do ponto de vista do aumento, não tem nada que motive um escândalo. Do ponto de vista do valor, é muito abaixo do que o mercado paga. Aliás, é sistemático, os gerentes da Petrobras, os maiores gerentes, o pessoal mais experiente da Petrobras ganha menos do que a média de mercado. Isso dá uma boa pauta, vou sugerir a vocês fazerem, qualquer empresa que acompanha o mercado, faça um estudo sobre isso. Existem estudos publicados mostrando a distribuição dos salários de pessoal equivalente a uma empresa como a Petrobras e, portanto é exclusivamente “coscuvilhice”. É tentativa de criar fofoca muitas vezes repetida para virar verdade.

Entrevistador: Vocês não divulgam o valor absoluto de cada…

José Sergio Gabrielli: Individuais não.

Entrevistador: Agora, não seria mais conveniente divulgar pelo menos o valor pago aos conselheiros? Porque tem muita gente ali que é indicada…

José Sergio Gabrielli:Eu vou pedir o salário total da diretoria do Estadão…. Total e individual. Por que tem que sempre individualizar o salário dessa gente?

Entrevistador: Mas eu digo dos conselheiros que são pessoas…

José Sergio Gabrielli: Os conselheiros recebem 10% do que os diretores recebem. A maior remuneração da Petrobras foi R$ 59 (mil). Faça a conta. Ele ganha 10%, nem de tudo, não é de R$ 59 (mil). Conselheiro não ganha PLR (participação nos lucros e resultados), conselheiro não tem 13º, conselheiro não tem férias. Então, com certeza, é relativamente muito pequeno para o tamanho da Petrobras, com o volume de decisões que se toma numa companhia dessas. Certo? São mais de 1.500 pautas por ano que a diretoria decide.

Entrevistador: Gabrielli, tem uma data para instalação da CPI ou eu estou enganada? Não era dia 30, dia 30 agora?

José Sergio Gabrielli: Não, não tem data. A data é uma decisão de acordo com os membros do Congresso.

Entrevistador: Mas o que estava circulando é que seria essa semana. Não é isso?

José Sergio Gabrielli: Isso daí é um problema de acordos parlamentares que existem ou deixam de existir. A Petrobras está acompanhando isso de longe.

Entrevistador: Você acha que esses novos temas podem entrar na investigação?

José Sergio Gabrielli: Do ponto de vista legal, da nossa avaliação, não, porque são temas que não estão sendo pedidos na CPI. São temas que estão sendo criados. Há uma sistemática clara, se vocês observarem a imprensa, nos últimos meses, ela tem, no fim de semana, uma matéria bombástica de acusação contra a Petrobras. Na segunda-feira, uma suíte que reproduz essa matéria na boca de alguns parlamentares de oposição, pedindo para entrar na CPI. Isso é sistemático. Você pega toda semana, ou é O Globo, ou é o Estadão, ou é a Folha de S. Paulo, ou é uma revista, é sistemático. Nos últimos 6, 7, 8 meses.

Entrevistador: E você falou a respeito dessa última matéria que indicava um crime fiscal?

José Sergio Gabrielli: Nessa tem um crime fiscal. A empresa vai tomar providências, nosso jurídico está avaliando tomar providências do ponto de vista do que fazer. É evidente que como o crime de sigilo fiscal é um crime de ação pública, talvez nós tenhamos que representar ao Ministério Público. Nós estamos decidindo ainda o que fazer, mas já há um crime fiscal ali, assumido pelo repórter,…

Entrevistador: Mas contra o repórter?

José Sergio Gabrielli: É contra o repórter e contra o jornal.

Entrevistador: Não contra a fonte que passou…?

José Sergio Gabrielli: A fonte ele não revela. Nós não podemos. A matéria é assinada. A suíte que foi feita hoje pelo sr. Amauri Ribeiro Júnior repete esse crime, ele assume que houve uma quebra de sigilo fiscal, porque ele tem documentos enviados à Receita Federal. Está explícito, assinado, a matéria é assinada por ele. Ele está assumindo um crime. Não pode ficar impune uma coisa dessas.

Entrevistador: Por falar em quebra de sigilo, agora também, com toda essa questão levantada em toda essa cobertura de CPI, é a quebra de sigilo telefônico…

José Sergio Gabrielli: Esse é outro elemento…

Entrevistador: do Santarosa…

José Sergio Gabrielli: Esse é outro elemento absurdo do que está acontecendo, é outro tipo de situação absurda do que está acontecendo. Você tem uma investigação que ocorre em 2006. Essa investigação de 2006 para cá, ela continua em nível de sigilo jurídico, sigilo judicial, segredo de justiça. Nós não fomos intimados, quer dizer, nós e o Santarosa, diretamente, não fomos nunca intimados para falar. Nunca foi consultado, nunca houve nada diretamente em relação a ele. O jornal O Globo publica uma matéria cujo lead é uma imprecisão absoluta em termos do texto, se a quebra do sigilo refere-se ao período de 2006, ou se foi pedido em 2006… Não fica claro isso. Os nossos advogados procuram investigar lá, em Cuiabá, onde está esse pedido. Procuram identificar o processo. Não conseguem identificar. E O Globo continua publicando matéria sobre algo que ninguém consegue identificar. Só tem uma fonte, que é a fonte muito exclusiva do Globo, que é algo estranhíssimo.

Entrevistador: É um procurador, não é?

José Sergio Gabrielli: Não sei se é um procurador. Porque o procurador, se ele divulgou isso, ele quebrou o sigilo fiscal. Se ele fez isso, ele quebrou o segredo de justiça. Não acredito que ele deve ter feito. Se ele fez, ele quebrou o segredo de justiça.

Entrevistador: O que já invalidaria o processo.

José Sergio Gabrielli: O que já invalidaria o processo. Então, consequentemente, algo estranho, algo muito estranho, que está acontecendo.

Entrevistador: Mas preocupa…

José Sergio Gabrielli: Que não é algo estranho no sentido de quem está interpretando que isso é apenas a criação de factóides. Coscuvilhices, mexericos.

Entrevistador: Mas preocupa a quebra de sigilo telefônico de Santarosa?

José Sergio Gabrielli: Não, a quebra de sigilo telefônico é uma decisão judicial que ocorre, e que pode ser feito. O problema não é a quebra do sigilo telefônico, se tem uma investigação, o problema não é esse. O ponto é: onde é que O Globo conseguiu a informação de que houve esse pedido? Quem passou essa informação para O Globo? Por que a essa informação só tem acesso O Globo? Por que essa informação é imediatamente reproduzida por alguns senadores de oposição? Será que tem algum esquema de criação de fatos? Artificiais? Não há dúvida.

Entrevistador: E o que você atribui esse fato?

José Sergio Gabrielli: Atribuo a uma ideia de tentar viabilizar uma CPI que vai buscar o que investigar. Que não tem foco, que não sabe o que fazer.

Entrevistador: Por isso que você acha que a CPI pode não ser instalada?

José Sergio Gabrielli: Não, eu não posso dizer que a CPI não vai ser instalada.

Entrevistador: Mas você já teve alguma indicação?

José Sergio Gabrielli: Eu não posso dizer. A CPI está lá para ser instalada. Se vai ser instalada ou não, é de âmbito interno do Parlamento.

Entrevistador: Você já teve alguma indicação de que pode não ocorrer?

José Sergio Gabrielli: Não posso, não tenho essa indicação, eu sou parte externa ao processo. Eu sou investigado enquanto presidente da Petrobras.

Entrevistador: A gente pode voltar um pouquinho à parte do Santarosa?

José Sergio Gabrielli: Pode.

Entrevistador: É uma parte assim que parece que há uma maior vulnerabilidade para ter problemas.

José Sergio Gabrielli: Não, não há vulnerabilidade.

Entrevistador:…Organizações não governamentais… Primeiro me explica uma coisa, por que a área dele, a gerência. Como é que eu chamo? Não é diretoria.

José Sergio Gabrielli: Gerência Executiva de Comunicação Institucional.

Entrevistador: A Gerência Executiva dele está formada por integrantes do PT…

José Sergio Gabrielli: Não, não é verdade. Não é verdade.

Entrevistador: É verdade, os cinco gerentes, os gerentes, os sub-gerentes, eu não sei como a gente pode explicar. Os gerentes regionais dele são todos ligados ao PT e ao movimento sindical.

José Sergio Gabrielli: A Petrobras tem 3 mil e tantos gerentes.

Entrevistador: Estou falando dos gerentes regionais da área dele.

José Sergio Gabrielli: Quatro gerentes regionais.

Entrevistador: Mas tem mais um.

José Sergio Gabrielli: A imprensa é subordinada ao Santarosa. A responsabilidade social é subordinada ao Santarosa. O patrocínio esportivo é subordinado ao Santarosa. O patrocínio cultural é subordinado ao Santarosa. Propaganda e publicidade é subordinada ao Santarosa. O planejamento de gestão da área publicitária é subordinado ao Santarosa. Então não é verdade o que vocês estão fazendo. Vocês estão pegando gerentes regionais que têm histórias sindicais absolutamente legítimas, profissionais de longo tempo da Companhia.

Entrevistador: Na área de Comunicação?

José Sergio Gabrielli: Na área de responsabilidade social tem. Na área de articulação com a comunidade. Na área de vinculação institucional com o poder público, na área de relação com a comunicação interna. Inclusive por terem sido sindicalistas eles têm essas relações. Por terem sido sindicalistas, é positivo. Não é negativo terem sido sindicalistas, não é uma coisa ruim ter sido sindicalista, isso é uma coisa positiva. Então, portanto, não se pode ter uma conotação negativa porque nós temos sindicalistas na Companhia. Primeiro, nós não temos só sindicalistas, segundo que ter sindicalistas não é uma coisa ruim, é bom.

Entrevistador: Não é disso que a gente está falando. A gente está falando da coincidência, da cúpula dessa área…

José Sergio Gabrielli: Não é verdade…

Entrevistador:…estar ligada ao PT.

José Sergio Gabrielli: Isso não é verdade… Isso factualmente não é verdade.

Entrevistador: Então esses cargos todos são escolhidos pelo próprio Santarosa?

José Sergio Gabrielli: Sim, é evidente que ele tem que escolher as pessoas em quem ele confia. Qual é o problema? Não é verdade que o critério de composição das gerências de Comunicação Institucional seja critério partidário e sindical, não é verdade, os números mostram isso. A Comunicação Institucional não trata apenas de jornalismo, ela envolve toda responsabilidade social da Companhia, o que significa os milhares de projetos que temos com as comunidades que se relacionam conosco. Temos quatro linhas de atuação para responsabilidade social. A primeira linha é a geração de oportunidades de emprego e renda, em que temos vários projetos. Nós temos uma linha que é criança e adolescente: combate ao trabalho infantil, combate à exploração sexual da criança e do adolescente. Nós temos a linha que é de montagem de redes sociais, de relacionamentos sociais. Nós temos um programa que é reconhecido como um benchmark mundial de patrocínio à responsabilidade social, que é o Programa Petrobras de Desenvolvimento e Cidadania. Nós desenvolvemos tecnologias de avaliação de projetos sociais que são benchmark mundiais. Nós somos reconhecidos pelo Pacto Global, pelo Global Report Initiative e por várias instituições internacionais como excelência na gestão de responsabilidade social. O nosso relatório de responsabilidade social que, por sinal, vai ser divulgado o do último ano segunda-feira (29/6), é padrão internacional de relatórios de responsabilidade social. Então, nós temos orgulho da nossa responsabilidade social, e não vergonha.

Entrevistador: Mas a vaga não deveria ser preenchida por alguém que estivesse galgando os degraus…

José Sergio Gabrielli: E é. A responsabilidade social envolve milhares de projetos. Milhares de projetos. Portanto precisa ter controle, sucessão…

Entrevistador: Então o que eu quis dizer, Gabrielli, daqueles projetos todos que apareceram, que estão falando de coisas que são publicadas, infundadas. E aquelas obras que receberam dinheiro da Petrobras? Se foi lá procurar a ONG e não tinha ONG nenhuma.

José Sergio Gabrielli: Não é verdade! Esse fato aí é outro, pegaram uma foto! Eu vou pedir para mandar para você a foto verdadeira. Vamos pegar a foto. Esse caso particular dessa ONG aqui do Rio de Janeiro é uma outra fabricação falsa! Pode-se evidenciar isso claramente. A gente não tinha o blog antes para desfazer. Hoje a gente já tem, que é para fazer esse tipo de combate. É exatamente mostrar o seguinte: o repórter pegou uma foto de um lugar que não era onde está funcionando o projeto e publicou como se fosse!

Entrevistador: Não foi o Estadão, o Estadão não é feito aqui no Rio.

José Sergio Gabrielli: Não, foi O Globo! O Globo!

Entrevistador: É, mas o Estadão também foi procurar o projeto…

José Sergio Gabrielli: O Ifas que é o caso do Estadão, é um processo que nós tomamos iniciativa de processar. Nós tomamos a iniciativa. Porque, evidentemente, se eu tenho milhares de projetos, nem todos vão performar…

Entrevistador: Antes ou depois?

José Sergio Gabrielli: Antes! Antes dos jornais, nós tomamos a iniciativa! Antes dos jornais!

Entrevistador: Agora, uma coisa que eu não entendo é quando você fala assim: a Petrobras tem 240 mil contratos. Não podemos dizer que todos são corretos. Como a Petrobras não pode dizer que todos os 240…

José Sergio Gabrielli: Não posso. Porque em 240 mil contratos, você tem que garantir que todos os 240 mil contratos devem ter seguido uma sistemática. Agora, por isso você tem a sistemática, você tem a auditoria, você tem corregedoria, você tem avaliação posterior, você tem segurança empresarial, você tem avaliação externa, você tem investigações particulares de evidência. Porque isso significa que é um sistema muito grande, que você tem que fazer com que o sistema esteja funcionando. Agora, nada é perfeito. Você tem que, encontrando as imperfeições, corrigir as imperfeições. Você precisa corrigir as imperfeições.

Entrevistador: Se são 240 mil e são muitos…

José Sergio Gabrielli: Quanto a gente gasta em sistemas? Quanto a gente gasta em auditorias? Quanto a gente gasta em controle da informação interna? Quanto a gente gasta em contabilidade? Quanto a gente gasta em avaliação direta do projeto? Quanto a gente gasta em supervisão de atividades? Quanto a gente gasta em treinamento? Isso são milhões e milhões e milhões de dólares.

Entrevistador: Como é que a Petrobras está se preparando para essa semana se a CPI for instalada? Qual a estratégia da empresa?

José Sergio Gabrielli: A Petrobras está pronta para responder todos os temas do requerimento. Todos os temas do requerimento. Nós não temos problema nenhum. Se quiser eu posso passar um por um deles para você ver.

Entrevistador: Quantas pessoas estão envolvidas especificamente da Petrobras?

José Sergio Gabrielli: Especificamente da Petrobras, em tempo integral, eu acho que nós devemos ter umas 20, 30 pessoas só, mas a empresa está toda mobilizada. Por acaso eu pedi, antes de vocês chegarem, pedi quantas pautas… a imprensa tem nos dado um trabalho bastante razoável. De 19 de maio a 29 de maio, nós tivemos 53 pedidos de pauta. De 1° de junho a 26 de junho, 108 pedidos de pauta. Certo? 108 pedidos de pauta. Perguntas, nós tivemos 121 perguntas de 19 de maio, e 146 agora. Cada pergunta dessas, você mobiliza 30, 40, 50 pessoas. A pergunta vai até a ponta.

Entrevistador: Vai pegar também a demanda que teve quando vocês anunciaram o pré-sal. Isso acontece…

José Sergio Gabrielli: Tudo bem, eu não estou me queixando. Eu estou dizendo, eu estou dando a dimensão da mobilização que tem internamente. Você tem que pegar o gerente e parar. Isso aqui é só para a imprensa. Aí eu pego todo o meu setor de orçamento, todos os engenheiros de orçamento para responder ao TCU. Porque tem que responder. Então para de fazer os orçamentos para os projetos e vai fazer respostas ao TCU.

Entrevistador: Nesse caso já?

José Sergio Gabrielli: Porque quando intensifica a questão, você tem que responder. Você tem que botar o pessoal para trabalhar. Eu tenho hoje dificuldade de constituir comissões de licitação. Porque o cara não ganha mais para fazer parte da comissão de licitação, só sabe que pode ter um problema com o TCU. Então, ele vai se recusar a participar da comissão de licitação.

Entrevistador: Por quê? E você acha que o TCU tem alguma coisa dirigida?

José Sergio Gabrielli: Não, não é nada dirigido. É porque há compreensões diferentes sobre o que é um processo licitatório da Petrobras. Isso é uma grande diferença entre a (lei) 8.666 e (o decreto) 2.745. Por que que essa diferença? Porque a Lei 9.478, que é a lei do petróleo, que é a lei que acabou com o monopólio estatal do petróleo da Petrobras. A Petrobras, pela lei 2004, era a executora do monopólio estatal da União. O monopólio estatal da União continua em vigor porque é constitucional. Porém, a Lei 9.478 acabou com a lei 2004. Então, ao acabar com essa lei 2004, essa nova 9.478, que é uma lei assinada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, essa lei dizia o seguinte: a Petrobras tem que competir, em condições iguais às de outras empresas. Então, se ela tem que competir em condições iguais às de outras empresas, ela não pode seguir as mesmas normas do setor público. Porque o setor público não compete com as outras empresas. Então, a lei diz, no artigo 65, que tem um decreto que vai dizer quais são as regras para licitação da Petrobras. Esse decreto é o decreto 2.745. Esse decreto foi assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 98. E esse decreto, portanto, é o que a lei manda que seja aplicado à Petrobras. Esse decreto, a AGU – Advocacia Geral da União – disse que a Petrobras tem que cumprir. E o TCU acha que nós não temos que cumprir esse decreto, tem que cumprir a 8.666. Toda vez que a gente recorreu a STF, o STF ainda não decidiu nenhuma decisão sobre o mérito, mas todas as decisões liminares do STF são de que cumpra o 2.745. Então esse é um conflito que envolve grande parte do nosso problema com o TCU. E é um problema que nós não temos como resolver.

Entrevistador: Por que não chegou ao mérito?

José Sergio Gabrielli: Bom, isso é pergunta para o STF. Eu não vou me posicionar sobre o STF. O STF tem o seu ritmo.

Entrevistador: Tem um bocado de liminares, imagino…

José Sergio Gabrielli: Temos várias liminares, várias liminares.

Entrevistador: Agora você tem que fazer uma mobilização toda pela CPI, pelo TCU, isso de alguma forma está impactando já o andamento de negócios, renovações de contratos? Eu ouvi dizer que houve uma empresa falando que não tem conseguido renovar o contrato com a empresa.

José Sergio Gabrielli: Nós estamos diminuindo o ritmo, eu diria. Nesse momento, já começou a impactar ritmo de algumas coisas porque tem gente que não pode, por exemplo, fechar orçamento porque está tratando de outras coisas. Não é ainda significativo.

Entrevistador: Como é que a gente dimensiona isso?

José Sergio Gabrielli: Não tem como dimensionar claramente, mas, se eu tenho, por exemplo, um setor de orçamentos, que trabalha fazendo orçamentos e tem prazos para fazer orçamentos. Orçamento interno, nosso, que é fundamental para que nós possamos fazer licitação, porque nós temos que comparar o preço que vem de fora com o nosso orçamento. Então, se eu levaria um tempo para fazer orçamento, devo levar agora um tempo ‘x’ mais alguma coisa porque os nossos técnicos também estão voltados para responder problemas internos, o tempo aumenta. Então isso tem um impacto. Esse tipo de impacto é possível. Se eu tenho dificuldade para constituir comissões de licitação, isso passa também a ter um impacto. Porque eu levaria um tempo para fazer uma comissão de licitação e agora eu vou levar um outro tempo ou treinar pessoas novas, etc., para fazer comissões de licitação. E quando a gente fala nisso, a gente está falando em milhares de coisas, não são uma ou duas. São milhares! Milhares, literalmente milhares!

Entrevistador: E você acha que, se isso continuar, durante quanto tempo que vai realmente prejudicar o andamento?

José Sergio Gabrielli: Não é possível prever. É uma pergunta impossível de responder porque você não sabe a profundidade. O que tem acontecido nesses dois últimos fins de semana são coisas escandalosas. Quer dizer, o que aconteceu na imprensa sobre esses elementos dos salários, da quebra do sigilo fiscal dos salários dos diretores, e o que aconteceu sobre a quebra do segredo de justiça do Santarosa… Vale tudo! Você pode criar, recriar, realimentar, redefinir e tentar fazer escândalo. Felizmente, as pessoas começam a perceber que tem um monte de escândalo que não tem fundamento, tem muita espuma e não tem realidade.

Entrevistador: A Petrobras está preparada para um vale-tudo também?

José Sergio Gabrielli: Nós estamos preparados para um vale-tudo. Ainda não atacamos ninguém… Não atacamos ninguém ainda, só temos nos defendido.

Entrevistador: O que é um vale-tudo para você? Você falou em 20, 30 pessoas envolvidas nessa história, exclusivamente, 24 horas, com CPI, daqui, não é?

José Sergio Gabrielli: Não. Todo o país.

Entrevistador: Mas da Petrobras.

José Sergio Gabrielli: É.

Entrevistador: Vocês também contrataram outra consultoria de gerenciamento de crise?

José Sergio Gabrielli: Não, o gerenciamento de crise nós estamos fazendo. Agora, temos outras companhias que estão dando apoio de assessoria de imprensa. A CDN que vocês falaram tanto.

Entrevistador: CDN e teve mais, não é?

José Sergio Gabrielli: Toda empresa, em uma situação de crise, se fortalece nas relações com os públicos. Isso é padrão. Nós precisamos ter apoio porque é uma crise. Nós estamos tratando isso. Nós temos uma sistemática.

Nós temos um procedimento. Essa é uma empresa que tem procedimentos escritos, tem regras. Ela não pode ser diferente, porque, dado o tamanho dela, tem que ter tudo isso. E há procedimentos para crise. Há um comitê de crise permanente. E esse comitê de crise se amplia ou muda sua composição em função do tipo de crise. Mas tem pessoas que permanentemente, diariamente, fora da CPI, tratam de crise. Crise como um acidente aéreo que envolve nosso pessoal. Nós tratamos como uma crise. Um derramamento em um determinado momento. A gente trata isso como uma crise. O roubo de laptops, tratamos isso como uma crise. Uma greve dos trabalhadores da Petrobras, tratamos como uma crise. Um evento em que aconteça alguma coisa especial, nós tratamos como uma crise. Então isso é um procedimento. Esse procedimento foi acionado nessa crise. Só que essa crise é um pouco maior. Então, esse comitê de crise geralmente reproduz a estrutura que está relacionada com a crise. Como essa atinge todo mundo, tem gente de todas as áreas. Essas pessoas passam a se dedicar exclusivamente, naquele momento agudo da crise, a tratar do problema. E é assim que a gente funciona. Não é só nesta crise. É um procedimento padrão que nós temos em qualquer crise. E evidentemente que, dado o tamanho dessa Companhia e dado o tamanho dessa crise em particular, porque ela é ampla, geral, irrestrita e ilimitada, porque não se sabe de onde vem. Uma semana é mamona, outra semana é festa de São João. Na outra semana, é salário dos diretores. Na outra semana é caso dos aloprados. Ninguém sabe para onde vai.

Entrevistador: Houve algumas operações da Polícia Federal.

José Sergio Gabrielli: Não, eu vou falar exatamente dos cinco temas da CPI. Vamos ver o caso das águas profundas. O que foi o caso das águas profundas? O caso das águas profundas é uma ação do Ministério Público e da Polícia Federal com ampla participação da Petrobras desde o seu início. A Petrobras colaborou inteiramente com o processo desde o seu primeiro momento. Tanto que nós, internamente, levamos um tempo, em comum acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público, para não tomar nenhuma providência para não afetar as investigações. Demitimos dois funcionários, suspendemos três. Então, isso está no âmbito da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, em pleno andamento. O que a CPI vai contribuir para isso? Não sei. O segundo tema.

Entrevistador: Castelo de Areia.

José Sergio Gabrielli: O segundo tema, Castelo de Areia, é uma investigação que chega a uma empresa que participa de um consórcio da refinaria Abreu e Lima. Esse é um processo em que se identifica uma diferença de interpretação do que é custo unitário, como se mede custo de terraplanagem, se o custo de terraplanagem de uma refinaria pode ser usado como custo de terraplanagem de uma estrada. Como é que se medem excessos de profundidade e água. Presença de água. Solo expansível. Isso são discussões técnicas que estão em pleno andamento entre a Petrobras e o TCU. O terceiro tema da CPI é sobre um eventual aumento de custos de plataformas com o TCU. O que é isso? Ao nosso entendimento, interpretamos que isso se refere a ajustes cambiais realizados quando houve uma variação substantiva do câmbio brasileiro em 2004/2005.

Entrevistador: Não é ter um aditivo?

José Sergio Gabrielli: Não é ter um aditivo, é referente a variações, revisões de condições econômicas em função da variação cambial, isso está em discussão com os técnicos do TCU desde 2007. Não tem nada novo. Isso é uma discussão que está lá desde 2007. O tema é extremamente excitante, mobilizador e emocionante, que é o tema do regime de caixa e regime de competência para como fazer o pagamento de imposto de renda sobre variações cambiais no exterior. É um tema que eu, pessoalmente, como economista, acho maravilhoso. Para fazer uma CPI para isso, eu acho uma coisa exótica, porém está lá como requerimento da CPI. No máximo seria uma discussão entre a Petrobras e a Receita Federal. E sequer isso existe, porque não fomos ainda intimados, porque a Receita Federal não pode nos intimar, porque a declaração que nós vamos fazer é em junho. As pessoas físicas fizeram a declaração de Imposto de Renda em março. As pessoas jurídicas vão fazer em junho. Portanto, só depois de junho que pode ter uma discussão com a Receita Federal. No entanto, a CPI está aí colocada como um tema, “manobra contábil”, “manobra fiscal”, que para nós é absolutamente ridículo esse tipo de acusação porque nós temos absolutamente certeza de que fizemos tudo absolutamente dentro das condições legais e das condições regimentais.

Entrevistador: E retornar ao sistema antigo?

José Sergio Gabrielli: Retornar ao sistema antigo, não. O que aconteceu? Nós usamos um crédito que nós tínhamos porque pagamos a mais. Nós não pagamos a menos, nós pagamos a mais. E usamos o que pagamos a mais para deixar de pagar durante três meses o que pagamos a mais. E como foi usado isso, esgotou-se o crédito e volta a se pagar. Não porque mudou de procedimento, mas porque o crédito acabou. Normal. Você, quando desconta seu Imposto de Renda, ou você paga seu imposto de renda ou você recebe devolução. Por que se recebe devolução? Porque você pagou durante o ano. Você tem um crédito. No Brasil, o imposto se paga de duas maneiras: ou com crédito fiscal que você já tem, ou com dinheiro que você vai pagar. Isso é regra brasileira.

Entrevistador: Mas não tem aquela história de você tem que decidir para o ano inteiro?

José Sergio Gabrielli: A regra é que você só pode fazer a mesma forma o ano inteiro. Se você altera, você tem que recalcular tudo, foi o que nós fizemos. Você tem que recalcular tudo até que você apresente a declaração do ano. Para pagar de uma forma só. Você não pode pagar durante um período de uma forma e durante outro período de outra. No ano, você tem que pagar de uma forma só. Por isso leva o crédito, exatamente por isso leva o crédito. Senão não tem nenhum crédito.

Entrevistador: Não há aí também uma rixazinha da Receita com a Petrobras?

José Sergio Gabrielli: Não, a Receita, não poderia nem comentar sobre a Petrobras, porque seria também quebra de sigilo fiscal. A Petrobras é um contribuinte como outro qualquer. O tratamento que a Receita tem que dar à Petrobras é igual ao tratamento que ela dá às pessoas físicas e pessoas jurídicas em geral. Não pode ser diferente. O ponto final é uma coisa sobre festas juninas, ONGs e patrocínios. Eu acho que envolve um conjunto de preconceitos contra os nordestinos, que é escandaloso. A festa junina é uma festa que é mais importante, talvez para muitos do Nordeste, do que o carnaval.

Entrevistador: Então vamos falar do carnaval.

José Sergio Gabrielli: Nós fizemos o carnaval também. Nossa presença no carnaval foi, em muitos momentos, criticada e estamos presentes. Estamos presentes não só na festa, mas na estrutura social, do apoio social das escolas de samba do Rio de Janeiro, das escolas de samba de São Paulo. Participamos de festas étnicas e de outras origens étnicas brasileiras. O mosaico da cultura brasileira, ser brasileiro, a relação da Petrobras com a brasilidade é uma coisa que é orgulho da Petrobras, não é uma vergonha. O critério para apoiar festa de São João é onde tem festa de São João tradicional. O fato de um jornal, a Folha de São Paulo, publicar: ‘Ah, mas vocês fizeram a festa para Sergipe e Bahia. E em Sergipe e Bahia, todos os dois governadores são governadores do PT.’ Só que o jornal esqueceu que nós começamos em 2005. E os dois governadores eram do PFL, do Democratas. Por que é na Bahia e em Sergipe? Porque, primeiro, tem festa de São João. Segundo, nesses dois estados há a maior presença a Petrobras no Nordeste.

Entrevistador: Não há, então, uma escolha de prefeituras, uma escolha partidária?

José Sergio Gabrielli: É uma escolha de onde tem festa de São João. Neste caso, não sei o número exato, tem 11 prefeituras do PT. Mas não é porque as cidades têm São João que é prefeitura do PT. Coincidiu. Outras são do DEM, do PSDB, do PMDB, dos outros partidos. É só fazer a conta. São fatos. Entra no blog que está lá. O número está lá. É livre acesso.

Entrevistador: Falando no blog, você diz que a Petrobras está pronta para comprar uma briga…

José Sergio Gabrielli: Não, não queremos comprar briga nenhuma. Nós estamos nos defendendo apenas.

Entrevistador: Por enquanto.

José Sergio Gabrielli: Nós estamos nos defendendo. Vamos nos defender. Agora, o ataque faz parte da defesa também. Nós não temos ataque nenhum ainda.

Entrevistador: E quando começa?

José Sergio Gabrielli: Bom, não vamos nem queremos começar ataque nenhum. Não tem muito por quê. Nós estamos nos defendendo.

Entrevistador: O blog já foi um ataque…

José Sergio Gabrielli: O blog é defesa. Blog é difusão de informação da Petrobras. É difusão de fatos e dados. É combate a distorções, é combate a interpretações equivocadas.

Entrevistador: Vocês vão manter o blog depois da CPI?

José Sergio Gabrielli: Vamos manter o blog. Comecei uma nova seção que é “perguntas à imprensa”. Vamos começar cobrir matéria da imprensa também.

Entrevistador: Cobrir matérias como?

José Sergio Gabrielli: É um veículo de comunicação.

Entrevistador: É um blog com conteúdo jornalístico.

José Sergio Gabrielli: Com conteúdo jornalístico. É claro.

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