Solenidade de assinatura do contrato de financiamento da Petrobras com BNDES ocorrido ontem (30/7) na sede da Companhia, no Rio de Janeiro.
O vídeo mostra trechos das falas: do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, do coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP),João Antônio de Moraes, do presidente do BNDES, Luciano Coutinho; do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.
Em matéria publicada hoje (31/7), O Estado de S. Paulo traz opiniões de especialistas de instituições financeiras internacionais sobre a imagem da Petrobras no exterior. Analistas enxergam a CPI como uma disputa política interna entre governo e oposição, sem forças para estremecer a atual visão favorável do setor no Brasil.
“A Petrobras é vista como líder na exploração de águas profundas e uma das contratantes mais duras do mercado. A maior parte dos prestadores de serviço diz que é muito difícil ganhar dinheiro trabalhando para a Petrobras. Isso é um grande elogio, na minha visão”, observa o analista do Banco UBS Pactual Gustavo Gattas.
A Petrobras assinou ontem (30/7) contrato de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, no valor de, aproximadamente, R$ 25 bilhões. Os recursos serão aplicados em projetos do Plano de Negócios da Companhia para os próximos cinco anos, incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Casa Civil, Dilma Roussef.
Na ocasião, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, destacou o crescimento da empresa. “Nós passamos do 37º para o 8º lugar num ranking que reúne as 300 maiores empresas mundiais. O valor de mercado da Petrobras cresceu, nos últimos seis meses, mais do que todas as outras companhias de petróleo do mundo. Neste período nós investimos mais de R$ 16 bilhões, cerca de R$ 170 milhões por dia, que representam pagamento de impostos e geração de emprego e renda.” Segundo Gabrielli, o empréstimo de R$ 25 bilhões, somado aos outros já obtidos, dará à Companhia uma relativa tranqüilidade nos próximos anos.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, chamou atenção para a representatividade da Petrobras no Produto Interno Bruto (PIB) do País. “No início da década o investimento desta empresa correspondia a 1% do PIB brasileiro. Hoje, é o dobro (2,3%) e, com o impulso dos investimentos de US$ 174,4 bilhões nos próximos cinco anos, a Petrobras chegará a 3% do PIB.”
Créditos internacionais
Com este financiamento a Petrobras garante as necessidades de captação para os dois primeiros anos do seu Plano de Negócios 2009 – 2013, divulgado em janeiro do corrente ano. Esta operação vem se somar ao financiamento bilateral de US$ 10 bilhões por 10 anos, assinado em maio com o China Development Bank (CDB).
Outra linha de crédito no valor de US$ 2 bilhões foi assinada em abril com o Banco de Crédito a Exportação e Importação dos Estados Unidos (U.S. EximBank), com prazo de pagamento de 10 anos. Também em 2009 a Petrobras realizou duas operações no mercado de capitais internacional de US$ 2,75 bilhões em Global Notes, seguindo a estratégia de refinanciar os empréstimos-pontes captados no início deste ano no valor total de US$ 6,5 bilhões com um grupo de bancos.
Destino do financiamento
Além da Petrobras, os recursos do financiamento do BNDES também serão destinados a duas de suas subsidiárias, a Transportadora Associada de Gás S/A – TAG e a Refinaria de Pernambuco (Abreu e Lima). A efetivação da operação de financiamento será através do recebimento de títulos públicos federais pelas três empresas.
O prazo do financiamento é de 19 anos e 8 meses, com pagamento de juros semestrais nos meses de setembro e março. A amortização do principal também será semestral, ocorrendo o primeiro pagamento em setembro de 2016 e o último em março de 2029.
Os recursos serão recebidos pela Petrobras na forma de Títulos do Tesouro Nacional e o financiamento será expresso em reais, e indexado as variações cambiais do dólar norte-americano. O custo do financiamento está em linha com o mercado de capitais internacional para o mesmo prazo.
Plano desafiador
Com investimentos totais de US$ 174,4 bilhões o Plano de Negócios da Petrobras é robusto, desafiador e, talvez, o de maior volume de recursos do setor petróleo hoje no mundo. São cerca de US$ 35 bilhões por ano. A maior parte dos investimentos – cerca de US$ 150 bilhões – para as centenas de projetos do plano, será de geração própria de caixa da Petrobras (considerando os preços de referência do petróleo).
Do total a ser investido nos cinco anos, US$ 157,3 bilhões serão para projetos a serem realizados no País, com efeito multiplicador para toda a cadeia produtiva interna. Com a execução do Plano, e os seus impactos na cadeia produtiva dos investimentos e dos gastos operacionais, estima-se adicionar à economia nacional cerca de US$ 309 bilhões, o que representa 10% do PIB brasileiro.
Este efeito macroeconômico do plano produzirá, também, demanda de postos de trabalho estimada em um milhão, dos quais 170 mil nos projetos da Petrobras no País, 73 mil na cadeia produtiva dos investimentos e 66 mil na cadeia de gastos operacionais.
Mais de 500 projetos no Brasil
Nos próximos cinco anos serão implantados mais de 500 projetos de grande e médio porte em todas as atividades da Petrobras, com destaque para o aumento da produção de petróleo e gás natural, construção de plataformas, sondas e demais equipamentos complementares da cadeia de produção de petróleo, aumento do parque de refino e melhora da qualidade dos combustíveis, petroquímica e biocombustíveis, navios-tanque, barcos de apoio, dutos para petróleo, combustíveis e gás natural.
O plano prevê crescimento anual de 7,5% da produção total de petróleo e gás natural (Brasil e exterior) em barris de óleo equivalente, chegando a 2013 com 3,655 milhões de barris/dia e a 5,729 milhões de barris/dia em 2020, dos quais 1,815 milhões de barris diários das áreas do pré-sal.
Com a ampliação das refinarias existentes e a construção de cinco novas unidades, a carga de petróleo processada pela Petrobras no Brasil passará dos atuais 1,8 milhão de barris por dia para 2,270 milhões em 2013 e 3,012 milhões de barris diários em 2020. A oferta de gás natural, que hoje é de cerca de 58 milhões de metros cúbicos/dia, chegará a 135 milhões de metros cúbicos diários em 2013, volume necessário para atendimento do aumento da demanda nacional.
Do total de US$ 174,4 bilhões, US$ 15,9 bilhões serão investidos em atividades da Companhia no exterior, dos quais 79% no segmento de exploração e produção o que deverá elevar o volume de petróleo e gás extraídos no exterior dos atuais 224 mil barris para 341 mil barris de óleo equivalente diários em 2013. Para 2020, a previsão é de chegar a um volume de 632 barris de petróleo e gás equivalentes por dia.
Para ler o Plano de Negócios 2009-2013 da Petrobras, clique aqui.
Alguns blogs e sites repercutiram hoje (30/7), a matéria “Central única dos altos salários”, do Correio Braziliense publicada há uma semana. A matéria requenta o preconceito e discriminação sobre alguns gerentes ex-sindicalistas, e acrescenta a falsa informação de que ainda seriam remunerados com salários incompatíveis aos dos demais 4.910 gerentes da Petrobras. As matérias e posts se referiram a “um grupo de pelo menos 20”, cerca de 0,5% do universo de gerentes da Companhia.
A remuneração de todos os gerentes da Petrobras, de um mesmo nível hierárquico (gerentes setoriais, gerentes, gerentes gerais ou gerentes executivos), se equivale, tenham eles exercido atividade sindical ou não. Essa remuneração, por sua vez, tem relação com a de todos os empregados, a partir de um Plano de Classificação e Avaliação de Cargos (PCAC) e Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
É importante ressaltar que todos os gerentes da Petrobras aos quais esses blogs e sites se referem são funcionários de carreira e concursados. Todos têm mais de 20 anos de trabalhos prestados e, portanto, conhecem profundamente as atividades da Companhia. Possuem também qualificações compatíveis as de todos os seus pares na Petrobras para exercerem as atuais funções.
Em relação à matéria “Ações da Petrobras caem com a notícia dos poços secos no pré-sal”, postada nesta agência, dia 30/07, que repercute matéria do jornal Valor Econômico, publicada em 28/07, a Petrobras volta a esclarecer que “na região do pré-sal da Bacia de Santos, a taxa de sucesso é de 100%”, em 11 poços perfurados. Portanto, a Companhia não “vendeu a ideia” de 100% de sucesso na área do pré-sal, como afirma a fonte da matéria.
A nota da Petrobras informa ainda que “até o final de 2008 foram perfurados 30 poços na região do pré-sal, que se estende da Bacia de Campos até a Bacia de Santos e se obteve uma taxa de sucesso de 87%”, percentual considerado altíssimo por especialistas do mercado. Vale lembrar que apesar do recuo de 2,2% das ações da Companhia (dia 28/07), a Petrobras está entre as 10 companhias que mais se valorizaram no mercado acionário mundial no primeiro semestre de 2009. Nesta semana foi anunciado que a Companhia saltou de 37º para 8º no ranking da Ernst & Young, que reúne as 300 maiores empresas globais. O valor de mercado da Petrobras subiu de US$ 95,9 bilhões para US$ 164,8 bilhões.
Nesta quinta-feira (30/7) os jornais da imprensa nacional e internacional trazem inúmeros sinais da importância geopolítica do pré-sal e dos interesses que cercam este tema. Veja abaixo alguns destaques selecionados pelo Fatos e Dados: ..
A agência de notícias Bloomberg divulga que a BG irá retomar os testes no poço Corcovado-1 quando o equipamento necessário chegar. O presidente-executivo da BG Group, Frank Chapman, negou a reportagem do jornal Valor, na qual o períodico afirma que o poço Corcovado-1 está seco. Disse Chapman “suponho que as pessoas que publicaram esta informação não têm acesso à informação de confiança”. .
O jornal especializado Upstream destaca que uma reportagem (da imprensa brasileira) e o declínio no preço internacional do petróleo fizeram recuar as ações da Petrobras mais de 2% durante o pregão de ontem (29/7) da Bolsa de Valores de São Paulo, informou o Dow Jones Newswire. .
O jornal do Brasil publica que a empresa norueguesa StatoilHydro aposta no potencial de petróleo abaixo da camada de sal nos blocos já adquiridos pela companhia, em consórcio, nas bacias do Jequitinonha e de Campos. .
O consultor David Zylbersztajn, no Estado de S.Paulo, ao falar dos desafios da atual fase de exploração do pré-sal, destaca o financeiro, pois “(…) se confirmados os volumes de reservas, as necessidades de capitais será de um volume monumental, podendo alcançar a U$ 1 trilhão (…)”.
A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinam hoje, dia 30/07, às 17 horas, contrato de financiamento no valor de aproximadamente R$ 25 bilhões. A solenidade contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Os recursos se destinam ao financiamento de projetos do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2009–2013, incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. O Plano de Negócios da Petrobras prevê investimentos totais de US$ 174,4 bilhões nos próximos cinco anos.
Para informações sobre o PAC clique aqui
Para ler o Plano de Negócios 2009-2013 da Petrobras, clique aqui.
Conforme contato telefônico anterior, gostaria de fazer os seguintes questionamentos sobre um decreto do governo da Bahia, publicado em junho deste ano. O texto antecipava a cobrança do ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da Petrobras.
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- Quando o governo publicou o decreto Nº 11.584, em 12 de junho de 2009, a Petrobras informou que só definiria as medidas a serem adotadas após análise do setor jurídico. A que conclusão o setor jurídico chegou? A medida era ilegal?
O Jurídico da Petrobras concluiu que a empresa deveria continuar recolhendo o ICMS como sempre fez, de acordo com a legislação que vigorava antes da publicação do Decreto 11.584/09.
- A Petrobras entrou com alguma medida judicial para evitar o pagamento antecipado do tributo?
Não.
- A Petrobras vai recorrer do pagamento antecipado do ICMS, mesmo com a revogação do decreto hoje no “Diário Oficial”?
A Petrobras não efetuou pagamento antecipado do ICMS. Portanto, não há motivo para apresentar qualquer tipo de recurso.
- Houve pressão por parte da Petrobras para que a medida fosse revogada?
Não. Em nenhum momento a Petrobras interferiu neste processo.
- O governo da Bahia informou que a Petrobras nem chegou a pagar o ICMS atencipado e deve ser acionada administrativamente pelo governo por descumprir a lei. O que a Petrobras tem a dizer sobre isso?
A Petrobras não recebeu, até o momento, nenhum comunicado da Secretaria de Fazenda da Bahia.
Em relação à matéria divulgada no Jornal Valor Econômico nesta terça-feira (28/7) sob o título “No pré-sal, 32% dos poços abertos são pouco viáveis”, a Petrobras esclarece que na região do pré-sal da Bacia de Santos, a taxa de sucesso é de 100%. .
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O mapa (área azul) com a área do pré-sal, que se estende pelas Bacias de Santos e Campos, não corresponde a um único campo de petróleo. Além da existência da rocha reservatório, a descoberta de um campo petrolífero decorre da identificação e ocorrência simultânea de uma série de fatores geológicos, os quais definem o posicionamento dos poços exploratórios em determinada bacia sedimentar. .
Clique aqui para ler o comunicado divulgado hoje ao mercado de capitais
De acordo com pesquisa feita pela consultoria Ernest & Young, a Petrobras é a oitava maior empresa global por valor de mercado. Quem traz a notícia é a edição de hoje (28/7) do jornal O Estado de São Paulo.
A matéria aponta que o valor de mercado da Petrobras passou de US$ 95,895 bilhões para US$ 164, 818 bilhões, avançando do 37º lugar para a oitava posição no ranking. A Petrobras é a única empresa brasileira entre as dez maiores.
Para ler a matéria “Grupos brasileiros crescem em ranking dos maiores do mundo – Para consultoria, números mostram que empresas do País estão se recuperando mais rápido”, do Estadão, clique aqui.