É preciso cuidado com os incentivos

1 de julho de 2009 / 15:08 Opinião Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Artigo enviado por Luiz Carlos Barreto, PRODUTOR DE CINEMA

CinemaO economista Jim O´Neill, do grupo Goldman Sachs, criou em 2001 o termo BRIC para designar os 4 principais países emergentes do mundo (Brasil, Russia, Índia e China) e, desde então, muito se tem falado sobre as atividades destes países – ainda mais agora, com a tão propalada crise econômica global. O Brasil figura entre os países que poderão se tornar a maior força na economia mundial e, da mesma forma em que, do ponto de vista da economia global, somos classificados como um país em desenvolvimento, o mesmo pode ser dito sobre nossa política de incentivo cultural. O Brasil ainda tem longa jornada rumo a um sistema ideal de promoção e preservação das manifestações artísticas e culturais.

Neste momento, a democratização do acesso à cultura e sua melhor distribuição regional são o estopim para a discussão sobre mudanças no modelo vigente de financiamento à cultura. Mas independentemente do que for definido, a discussão em si já é democrática. Desta forma, ainda que imperfeita, é inegável a grande contribuição dada pela Lei de Incentivo à Cultura para que o cenário do investimento cultural no Brasil fosse alterado: hoje o investimento das empresas privadas e estatais já supera o próprio orçamento do Ministério da Cultura.

A união de esforços dos agentes privados e públicos se faz fundamental para preservar a diversidade das expressões artísticas e culturais nacionais. Sob esta ótica, não há como deixar de mencionar a importância das empresas estatais, dentre elas a Petrobras, reconhecidamente a maior investidora cultural do país. Empresa com atuação global e grande credibilidade no mercado internacional de capitais, tem recebido críticas descabidas aqui no Brasil pelos critérios adotados de seleção de patrocínios culturais.

A Petrobras é uma gigante em seu setor de atuação. E também no segmento cultural. Os patrocínios e apoios culturais que vem concedendo através do seu Programa Petrobrás Cultural são, muitas vezes, decisivos para que projetos sejam viabilizados e difundidos, inclusive no exterior.

É inquestionável que a Cultura é o grande elemento transformador do ser humano, dando-lhe poder para transformar sonhos em realidades. O Brasil tem um enorme potencial de produção cultural e não podemos perder de vista que este processo só poderá manter-se em desenvolvimento com o apoio do Estado associado ao da iniciativa privada.

Não podemos deixar de encarar a Petrobras como um patrimônio nacional e sua fundamental importância para a execução de uma política de produção cultural efetiva e consequente. Por tudo isso que representa, é responsabilidade de todos nós, brasileiros, preservá-la. Protegê-la das manobras políticas com objetivos duvidosos. A Petrobras, nesses mais de 50 anos de vida, já faz parte da realidade concreta e do imaginário brasileiros. Com seus erros e acertos, a Petrobras já conquistou seu espaço de Empresa Cidadã acima de qualquer suspeita.

Artigo também publicado no Jornal do Brasil de segunda-feira (29/6)

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