Transparência em alta – carta à revista Época

6 de julho de 2009 / 21:54 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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bandeirasA Petrobras lamenta que, em carta publicada nesta revista, um representante da Coalização pelo Ar Limpo e mais nove subscritores desinformem a opinião pública sobre a questão do enxofre no diesel. Ao contrário do que está dito ali, o presidente José Sergio Gabrielli não disse à Epoca que a avaliação da Transparency Internacional referia-se a outras áreas de governança corporativa que não as avaliadas pela entidade. Ele limitou-se a dizer que a transparência da Companhia foi atestada pela entidade, o que é plenamente correto, já que a empresa foi classificada na categoria de “High Revenue Transparency”.

Além disso, a instituição não avaliou “exclusivamente” a performance relacionada à receita – a transparência foi avaliada com base no nível de disponibilização pública  (“public disclosure”) de informações relacionadas às operações da empresa, às medidas de prevenção e combate à corrupção adotadas por ela, a pagamentos efetuados pela Companhia ao governo e a seus processos de compra/aquisição (“procurement issues”).  A avaliação não levou em conta somente a performance, mas também as políticas voltadas à transparência e os sistemas de gestão instituídos para alcançá-la. Sobre a afirmação de que a Petrobras caiu para terceiro no atual ranking da Covalence, lembramos que em nenhum momento a classificação é vinculada à questão do diesel.

A premiação do Balanço Social e Ambiental da Petrobras como melhor relatório de sustentabilidade ocorreu no Readers’ Choice Awards, premiação promovida pelo GRI (Global Reporting Initiative) junto a leitores (jornalistas, investidores, organizações não-governamentais etc), num total de 1.725 votantes. Quanto à decisão do Conar, a Petrobras recorreu e uma das peças publicitárias já teve sua suspensão revogada por aquele órgão.

A defesa apresentada pela empresa não está protegida por “segredo de Estado”, mas por um pedido, acatado pelo Conar, de que peças de defesa encaminhadas pela empresa tivessem classificação e tratamento de confidencial, com base no decreto  4.553/2002. Finalmente, o Conselho do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) nunca informou que a exclusão da Petrobras do índice ocorreu devido à especificação do diesel. Essa informação inverídica foi divulgada pelo então presidente do conselho deliberativo de uma das instituições do conselho do ISE, descumprindo regra de confidencialidade. Pela atitude antiética, a instituição foi afastada por 12 meses do conselho. Faz parte dessa mesma instituição, como conselheiro, o secretário executivo da Coalizão pelo Ar Limpo, movimento que assina a carta à revista. São sempre as mesmas pessoas falando por meio de diferentes instituições e manipulando a bandeira ambiental em uma campanha obscura e solerte cujos objetivos escapam a nossa compreensão.

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