Entrevista: diretor Paulo Roberto Costa

10 de julho de 2009 / 06:00 Entrevistas Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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mônica bergamoEntrevista com o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre o Diesel S-50

Entrevistadora: Mônica Bergamo  – Folha de S.Paulo

08/07/2009 – 25 minutos

Paulo Roberto Costa – Vou fazer um pequeno histórico aqui para a gente nivelar o conhecimento sobre o diesel, ok? Quem regula a parte de emissões [de enxofre e material particulado] no Brasil é um órgão do meio ambiente chamado Comissão nacional do Meio Ambiente (Conama), que, em 2002, expediu a resolução Conama 315, que previa uma série de atividades, tanto para veículo leve, quanto para veículo pesado, ou seja, veículos movidos a gasolina ou a diesel e que foram cumpridas em várias etapas diferentes. Então se cumpriu no ano de 2004, 2005, 2006 e 2007 uma série de providências que reza a resolução Conama 315. E havia a última resolução que teria de ser cumprida até 1/01/2009, que é em relação às emissões nos motores diesel. Essa resolução do Conama não fala da qualidade do combustível, mas do teor de emissões.

Entrevistadora – De enxofre, não é isso?

Paulo Roberto Costa – É, de enxofre e de material particulado. São duas coisas distintas. Material particulado são matérias muito pequenas que ficam em suspensão no ar devido a uma má combustão do combustível no motor.

Para a redução de emissões precisa-se de algumas coisas. Primeiro, ter um combustível adequado para essa redução de emissões. Segundo, ter um motor tecnologicamente adequado para essa redução de emissões. Terceiro, ter acompanhamento muito forte dos órgãos ambientais, dos municípios ou do Estado em termos da regulagem da frota. Como também uma engenharia de tráfego para acompanhar grandes engarrafamentos que vão aumentar as emissões, obviamente. O que aconteceu? O único órgão que tem autoridade hoje no Brasil para definir especificação de combustível é a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Então, a Petrobras, independente da definição da ANP, começou a fazer investimentos nas refinarias para adequar esse diesel 50, que em nosso entendimento, o suprimento seria a partir de…

Entrevistadora – É S-50, né?

Paulo Roberto Costa – É S-50. A partir de janeiro de 2009.

Entrevistadora – Atualmente é S-500, não é isso?

Paulo Roberto Costa – Atualmente, nas regiões metropolitanas, é o S-500, e no interior do Brasil nós temos hoje o S-1800. Então começamos a fazer investimentos em várias refinarias, que continuam em andamento, de modo que a gente tenha condição de produzir o diesel S-50 em todas as refinarias da Petrobras. Em relação a isso, o que aconteceu? A Agência Nacional de Petróleo, no final de 2007 e início de 2008, definiu a especificação desse diesel. Nós já tínhamos começado a fazer investimentos lá em 2002. Algumas refinarias já estão bem avançadas, outras em fase de conclusão.

Entrevistadora – E a ANP definiu em 2007?

Paulo Roberto Costa – É. Em outubro de 2007 ela definiu a especificação.

Entrevistadora – A definição sobre o diesel S-50?

Paulo Roberto Costa – Isso. Obviamente que se fosse esperar esse prazo para começar as obras, não haveria obra. Porque uma obra de uma unidade dessas, de grande porte, demora em média três anos para fazer. É preciso realizar uma obra muito grande na refinaria para as unidades de hidrotratamento para a redução de emissão do enxofre. Só em outubro de 2007 a ANP define a especificação. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), em cima dessa especificação, teria então que fazer o projeto de um motor novo para ser compatível no nível de emissões recomendado peça resolução Conama 315.

O que aconteceu? O ano de 2008 passou e então houve uma ação dos órgãos ambientais e depois uma ação muito forte do Ministério Público, que coordenou um trabalho que envolveu a Petrobras, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), de São Paulo, o Ministério do Meio Ambiente, a ANFAVEA e a ANP, ou seja, todos os envolvidos nesse processo. Depois de muitas reuniões, foi firmado um acordo entre todos esses membros. Por que é um acordo e não um termo de ajuste de conduta? Quando a gente assina um termo de ajuste de conduta, quer dizer que nós estamos devendo alguma coisa. Na nossa visão, a Petrobras não tem dívida em relação a esse assunto. Por quê? Porque essa resolução reza que tem de haver uma redução substancial de emissões. Mas, com o diesel S-50 nos motores de tecnologia que nós temos hoje aqui no Brasil, em que o mais avançado é o chamado Euro 3, não é possível atender à redução das emissões exigidas na resolução Conama 315. No entanto, o motor atual Euro 3, o mais moderno aqui, é ultrapassado em nível mundial…

Entrevistadora – Euro 3 você diz que é o motor que os fabricantes hoje…

Paulo Roberto Costa – Fornecem.

Entrevistadora – Fornecem. Obrigada.

Paulo Roberto Costa – A Europa já tem o Euro 4 e está começando a fornecer o Euro 5 para 2010. Nós estamos aqui ainda no Euro 3. Então nós pegamos o diesel S-50, fomos no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em São Paulo, e fizemos uma série de testes junto com o Comitê do Ministério da Energia, junto com a ANFAVEA, e detectamos a seguinte posição: para o motor que nós temos hoje, o Euro 3, nós conseguimos, no máximo, uma redução de 10% nas emissões com o diesel S-50. Se tivéssemos no Brasil o motor Euro 4, com o diesel S-50, nós conseguiríamos 70% de redução nas emissões. Ou seja, o combustível tem uma participação, mas o motor é muito mais substancial que o combustível.

Independente de não ter o motor Euro 4, o que foi acertado no acordo entre os envolvidos? Foi feito um cronograma de atendimento de diesel S-50 para usar nos motores atuais, o que não é o adequado. E o que foi feito nesse ano que contempla o acordo com o Ministério Público? A Petrobras começou a fornecer diesel S-50, a partir de 1/01/2009, para todos os ônibus da região metropolitana do Rio de Janeiro e de São Paulo. A partir de 1/05/2009…

Entrevistadora – Mas qual é o motor utilizado?

Paulo Roberto Costa – É o Euro 3, o mais moderno que tem no país, mas que é defasado e só chega a 10% de redução de emissão, não consegue reduzir em 70%. A Petrobras passou a fornecer o diesel 50 ppm para a região metropolitana de Belém, Fortaleza e Recife, a partir de 1/05/2009, não só para os ônibus, mas para todos os veículos a diesel. A partir de agosto nós vamos fornecer também para os ônibus da região metropolitana de Curitiba, Paraná. Em janeiro de 2010, forneceremos o diesel S-50 para a região metropolitana de Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre.

Entrevistadora – Esse é o cronograma?

Paulo Roberto Costa – É. Esse é o cronograma curto prazo, obviamente, mas o cronograma vai até 2013. Bom, como não se teve condição de ter os motores adequados para ter o nível de emissões que reza a resolução Conama 315, houve uma ação bastante inteligente por parte do Ministério do Meio Ambiente, do ministro Carlos Minc, em que ele colocou o seguinte: “Bom, já começou o desenvolvimento para o motor que seria a classe seguinte, o Euro 4?” A ANFAVEA colocou que não tinha iniciado, então o ministro Carlos Minc colocou o seguinte: “Então, vamos pular a fase do Euro 4 e vamos já estabelecer o Euro 5, que vai entrar na Europa só no ano que vem.” Então ficou acertado nesse acordo do Ministério Público, que a ANFAVEA, a partir de 1/01/2012 vai começar a fabricar o motor Euro 5 aqui no Brasil.

Entrevistadora – Vai pular o Euro 4?

Paulo Roberto Costa – Vai pular o Euro 4. Foi uma decisão bastante inteligente, porque o motor Euro 5 estava previsto só para 2016. E o ministro Carlos Minc acertou nesse acordo e a ANFAVEA concordou em pular o Euro 4 e nós vamos passar do Euro 3 para o Euro 5.

Entrevistadora – Eu entrei nesse assunto até por uma coincidência, porque em julho de 2008 eu estava em uma audiência com o ministro do Meio Ambiente. E eu vi quando o presidente da Petrobras ligou para ele. Foi aí que eu me inteirei do assunto e comecei a abordá-lo. Eu me recordo que existia a questão da ANFAVEA, que não tinha feito os motores, mas que também a Petrobras não tinha conseguido providenciar o diesel no volume necessário. Era a Petrobras também que estava pedindo um prazo maior, não eram só os fabricantes.

Paulo Roberto Costa – Não. O que nós nos comprometemos desde o início, e eu falei isso em vários fóruns, em vários momentos, é o seguinte: tendo o motor novo, nós íamos fornecer esse diesel 50 independente de ser fabricado no Brasil ou não.

Entrevistadora – Ia importar?

Paulo Roberto Costa – Exatamente, eu tenho como importar. Como hoje o Brasil ainda é importador de diesel, em vez de importar o diesel S-500, eu importo o diesel S-50.

Entrevistadora – Mas ele é mais caro?

Paulo Roberto Costa – Ele é mais caro, mas o nosso compromisso era fornecer o diesel S-50 e nós estamos fornecendo. Então para cumprir o cronograma, decidimos ir nessa linha de importação.

Entrevistadora – O S-500 vocês também fabricam aqui ou vocês importam?

Paulo Roberto Costa – O Brasil hoje ainda é importador de diesel, vamos deixar de ser importadores quando estiverem prontos o Comperj aqui no Rio de Janeiro e a Refinaria de Pernambuco.

Entrevistadora – Então uma parte dele é importada?

Paulo Roberto Costa – Uma parte dele é importada.

Entrevistadora – O S-50 é totalmente importado?

Paulo Roberto Costa – Não. Nós começamos com a importação e hoje nós já estamos fazendo esse diesel S-50 aqui na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. Hoje, o mercado do Rio de Janeiro já está sendo atendido com diesel S-50 fabricado na Reduc. Agora, em São Paulo e as nas capitais do Nordeste a Petrobras ainda está trazendo importado. Então o compromisso da Petrobras foi o seguinte: tendo o motor, vamos fornecer. Vamos trazer de qualquer lugar, da Ásia, da África, da Europa, da Lua ou de Marte. Esse era o nosso compromisso e nós não deixamos de cumpri-lo. Além disso, qualquer distribuidora, – Shell, Esso, Cosan -, qualquer uma pode importar se quiser, porque é só a ANP autorizar. Então isso tudo, com essa linha, é que se assinou esse acordo com o Ministério Público, com aqueles vários órgãos, e a Petrobras tem um cronograma,

Entrevistadora – O senhor está me dizendo que quem pediu o prazo maior foi a ANFAVEA, não a Petrobras.

Paulo Roberto Costa – A Petrobras não está ainda com todas as instalações prontas, mas está importando, está atendendo. Desde o início a Petrobras se posicionou dessa maneira, só que não é possível, apenas com o combustível, reduzir o nível de emissões da resolução. Só dá para reduzir 10%.

Entrevistadora – Com o motor, o senhor diz.

Paulo Roberto Costa – A gente precisa do motor, porque com ele é possível reduzir 70% das emissões. Obviamente que continua válida a minha afirmação: é preciso fazer um acompanhamento da regulagem de motores, acompanhamento da frota, acompanhamento de engenharia de tráfego para tentar evitar congestionamentos, isso tudo precisa continuar existindo. Porque mesmo com os motores novos, se não tiver um acompanhamento de regulagem, as coisas não vão ficar como se imagina.

Entrevistadora – Vocês pediram um prazo maior? Você também consideraram que era melhor fazer o acordo para ter o prazo maior? Porque todas as pessoas que assinam essa representação pró OEA falam que tanto os fabricantes quanto a Petrobras tiveram sete anos para se adaptar, fizeram corpo mole, não atenderam e que a Petrobras também queria esse acordo. Ela quis o acordo? Ela achava que era melhor? Porque o que eu me recordo é que a Petrobras também pressionou para adiar.

Paulo Roberto Costa – Olha, eu vou ser bastante sincero contigo. A posição da Petrobras sempre foi atender o que rege a legislação. E não deixamos de atender em nenhum momento. Se uma unidade dessa demora três anos para fazer, nós começamos a contratar projetos, tecnologia, fizemos licitações, estamos construindo…

Entrevistadora – São quantas?

Paulo Roberto Costa – Olha, são 22 unidades de Hidrotratamento do diesel, que representam um valor total em torno de US$ 5,5 bilhões. Em várias refinarias, para melhoria da qualidade do diesel.

Entrevistadora – Em praticamente dez anos?

Paulo Roberto Costa – Não, nós começamos a construir essas unidades em 2004 e vamos acabar todas em 2010, 2011.

Entrevistadora – Vocês fariam mesmo se o Governo falasse para usar o motor antigo mesmo?

Paulo Roberto Costa – Mas é o que está acontecendo. Nós estamos colocando diesel 50 ppm só em motor de tecnologia mais antiga. E esse acordo para nós é lei, vamos atender de qualquer maneira, custe o que custar.

Entrevistadora – Vocês têm condições de atender em 2009?

Paulo Roberto Costa – Trazendo importado, como nós estamos fazendo.

Entrevistadora – Mas trazendo importado num volume menor, né?

Paulo Roberto Costa – Não é um volume menor, é o volume conforme está no acordo. A Petrobras está cumprindo o acordo totalmente. Não vai deixar de cumprir.

Entrevistadora – Qual é o volume?

Paulo Roberto Costa – É aquele que eu te falei, região metropolitana de Rio de Janeiro e São Paulo em 1º de Janeiro, as capitais do Nordeste em 1º de maio, Curitiba em 1º de agosto, e janeiro próximo aquelas outras capitais. Esse cronograma não para em 2010, segue até 2013.

Entrevistadora – Essas capitais; é para a frota de ônibus, certo?

Paulo Roberto Costa – Não, nas regiões do Nordeste, como já falei, é para toda a frota de motor diesel de Belém, Recife e Fortaleza. Seja van, picape, ônibus, caminhão.

Entrevistadora – Já estão sendo atendidas?

Paulo Roberto Costa – Já estão sendo atendidas.

Entrevistadora – E essa de primeiro de janeiro também é para toda a frota?

Paulo Roberto Costa – Não, em 1/01/2009 é para os ônibus, conforme Rio de Janeiro e São Paulo, para todos os ônibus da região metropolitana de Curitiba em agosto e depois em janeiro de 2010 para os ônibus de Porto Alegre, Belo Horizonte, de Salvador.

Entrevistadora – Essa de 1/01/2009 é que começou em São Paulo e Rio de Janeiro, não é isso?

Paulo Roberto Costa – Para toda a frota de ônibus. Para você ter uma ideia, somando todos os ônibus de Rio de Janeiro e São Paulo, dá mais de 18.000 ônibus.

Entrevistadora – E eles estão com que motor?

Paulo Roberto Costa – Euro 3, que é a tecnologia mais avançada.

Entrevistadora – E vocês estão importando S-50?

Paulo Roberto Costa – Estamos importando o S-50. E aqui no Rio de Janeiro estamos fabricando na Reduc. Atendemos todo o Rio de Janeiro com produção própria.

Entrevistadora – Mas essa é a frota já existente, né?

Paulo Roberto Costa – A frota de ônibus existente, que está rodando. Para você ter uma idéia, eu vou te dar o volume mensal. Em janeiro a gente forneceu 66.000 m³ de diesel S-50. Em maio, como entraram aquelas outras capitais, já passamos para 138.000 m³ por mês. Em junho, esse número já aumentou, porque aumenta o consumo, para 144.000 m³.

Entrevistadora – E quanto é importado?

Paulo Roberto Costa – No Rio de Janeiro…

Entrevistadora – Não, desse total.

Paulo Roberto Costa – A produção local foi de 20.000 m³, e o resto, importado, dos 144.000 m³.

Entrevistadora – E até 2012 vai ser quanto? Vocês vão estar prontos para fabricar 100%?

Paulo Roberto Costa – Perfeitamente. E aí o que reza essa resolução?

Entrevistadora – O acordo?

Paulo Roberto Costa – O que reza esse acordo? Tem um cronograma de atendimento. Em janeiro de 2012 a ANFAVEA deve estar disponibilizando dentro do Brasil, para todos os veículos a diesel, o motor Euro 5. E a Petrobras, para esse motor, vai começar a disponibilizar primeiro o diesel S-50. Então, em janeiro de 2013, nós já estamos revendo os nossos projetos das refinarias para poder fabricar aqui no Brasil o diesel S-10, que nós vamos colocar no mercado para os motores de tecnologia Euro 5.

Entrevistadora – Pela resolução, em janeiro de 2009, o que deveria ter acontecido? Quer dizer, a ANFAVEA já deveria estar fabricando esses motores, não é isso? O Euro 4, não é isso?

Paulo Roberto Costa – Perfeitamente. E a Petrobras deveria fornecer o diesel S-50 para todos os motores Euro 4.

Entrevistadora – E daí seria um volume muito maior, né? Você tem ideia de quanto?

Paulo Roberto Costa – Não seria muito maior, porque os motores Euro 4 você não troca a frota de um dia para o outro. Então seria um crescimento paulatino dos motores novos. Você lembra que temos uma frota aí toda com motor Euro 3.

Entrevistadora – E a resolução não mandava dar para esses?

Paulo Roberto Costa – Não, a resolução é claríssima em relação a isso: para os motores de tecnologia nova, o diesel novo. Isso tá muito claro. E mesmo que não estivesse claro, tecnicamente você não tem como atender a resolução Conama de emissões com o motor Euro 3, porque eu só é possível diminuir 10%, não é possível 70%. Então não atenderia a resolução Conama de maneira alguma.

Entrevistadora – Entendi.

Entrevistadora – Agora, quem falhou, então? Foi a ANFAVEA?

Paulo Roberto Costa – Eu não vou falar quem falhou porque não me compete. Me compete só comentar a Petrobras. O que eu repito é que a Petrobras jamais deixou de atender o que lhe competia. E se não conseguisse fabricar, ia importar como está fazendo hoje.

Entrevistadora – Você sabe qual o custo mensal dessa importação?

Paulo Roberto Costa – Eu não tenho esse dado aqui agora, não.

Entrevistadora – Não, tá ótimo, entendi. E de qualquer forma eles estão entrando, estão fazendo barulho. Foram a Nova Iorque, foram a…

Paulo Roberto Costa – Fazer barulho qualquer um pode fazer. Nós aqui estamos extremamente tranquilos, porque estamos cumprindo aquilo que nos compete. Nós não fabricamos aqui a quantidade total, importamos, vamos trazer de qualquer lugar, mas jamais deixaremos de atender uma resolução dessas.

Entrevistadora – Mas não houve pressão para deixar de atender? Para adiar isso?

Paulo Roberto Costa – Da nossa parte, não.

Entrevistadora – E se for necessário se explicar, vocês vão levar todos esses dados?

Paulo Roberto Costa – Com certeza. E temos total segurança nas nossas informações, nos nossos dados.

Entrevistadora – Para essas entidades, para prefeituras, para secretarias, isso já não foi exposto?

Paulo Roberto Costa – Já foi exposto totalmente. Todo o mundo sabe disso, mas eu não sei por qual motivo as coisas que você explica, detalha, infelizmente algumas pessoas fazem questão de não entender. E o Ministério Público está acompanhando isso tudo, então eu não posso deixar de cumprir nada do acordo porque senão eu vou ter uma penalidade. Uma penalidade de pessoa jurídica em pessoa física. Eu aqui vou estar com um problema legal como pessoa física e como diretor de Abastecimento da Companhia.

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