A Petrobras no PAC

26 de julho de 2009 / 13:20 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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pacO Plano de Aceleração do Crescimento do Brasil (PAC), do Governo Federal, inclui 183 projetos do Plano Estratégico da Petrobras, que representam, até 2010, investimentos de R$ 171,7 bilhões da companhia e seus parceiros em programas de petróleo e gás e combustíveis renováveis. Os investimentos exclusivos da Petrobras no programa totalizam R$ 148 bilhões.

Ancorado nos princípios de responsabilidade socioambiental e rentabilidade, o Plano Estratégico alinha-se ao PAC na coincidência de suas metas. Estas são as premissas do PAC para o setor, em consonância com as metas da companhia:

1) Garantir, no longo prazo, a autossuficiência sustentada do Brasil em petróleo, com produção mínima 20% acima do consumo nacional, relação reserva/produção mínima de 15 anos.

2) Aumento da produção de óleos leves. Ampliar e modernizar o parque de refino, aumentando a participação do óleo nacional na carga processada e melhorando a qualidade dos derivados.

3) Acelerar a produção e a oferta de gás nacional.

4) Assegurar a liderança do Brasil na área de biocombustíveis.

5) A ampla carteira de projetos do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2007 – 2010 tem ainda como objetivos aumentar as reservas de petróleo e gás, expandir a infraestrutura de transportes e distribuição e intensificar as pesquisas e o desenvolvimento de combustíveis e fontes alternativas e renováveis de energia.

Para informações sobre o PAC clique aqui
Para ler o Plano de Negócios 2009-2013 da Petrobras, clique aqui.
Para as respostas ao Estadão sobre alguns projetos do PAC clique

Resposta enviada à matéria para domingo sobre obras do PAC que tiveram aumento no custo. Algumas são da Petrobras: Plataforma P-52; Plataforma P-53; Plataforma P-54; Comperj; Gasoduto Cacimbas-Catu; Gasoduto Gasduc III; Gasoduto Urucu-Coari-Manaus. Jornalista quer saber o motivo do aumento no valor dos projetos, se houve mudança no projeto ou acréscimo de alguma obra.
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Gasoduto Urucu-Coari-Manaus

O acréscimo nos custos de implantação do gasoduto Urucu-Manaus decorreu da adoção de metodologia inédita no Brasil de transporte de tubos que incluiu o uso de aeronaves especiais vindas do exterior, por causa das condições adversas de trabalho na Amazônia, tipo de solo, clima, acesso, entre outros problemas. Além disso, tendo em vista que o terreno, mesmo na época menos chuvosa, não apresenta resistência adequada, foi preciso utilizar balsas para o transporte dos dutos.

Com essa nova metodologia foi possível trabalhar tanto na época de cheia quanto de vazante na construção de alguns trechos do gasoduto. Contribuíram também para a elevação do investimento o aumento de custos no fornecimento de bens e serviços utilizados na construção do gasoduto decorrentes do aquecimento do mercado durante o período.

Plataformas P-52 e P-54

Foi necessária uma revisão nos contratos da P-52 e P-54 para garantir o equilíbrio entre os encargos e as vantagens assumidas pelas partes durante a execução da obra, devido à valorização do real em relação ao dólar em 2007. Como os contratos foram celebrados em dólar e muitos equipamentos foram comprados no Brasil, em real, houve um desequilíbrio econômico-financeiro (as empresas contratadas tiveram gastos maiores que os inicialmente previstos). Por isso, a necessidade de haver revisão nos preços, o que é autorizado segundo interpretação amplamente aceita pelos tribunais nacionais, inclusive pelo TCU, que já se manifestou favoravelmente a ela em outras ocasiões.

Comperj

Não se pode afirmar que houve aumento no valor do projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ainda não é possível fazer uma previsão do total de investimento da obra, pois a Petrobras está iniciando os processos licitatórios para construção das unidades. Os dois primeiros pacotes de licitação foram lançados este mês e estão em andamento. Novos processos licitatórios ainda serão realizados.

Gasoduto GASCAC

A variação de custo Gasoduto Cacimbas-Catu (Gascac) foi devido ao aumento do volume de serviços, diante da ocorrência de rochas encontradas abaixo da cota do terreno, cujo volume só pode ser determinado com precisão durante a fase de escavação para o acondicionamento do duto. Outro fator foi o aumento na extensão de trechos do duto em áreas alagadas, que varia de acordo com o regime de chuva de cada região.

Ressalta-se que estas variações podem ocorrer em obras de dutos, principalmente quando se trata de um gasoduto com 950 km de extensão e que atravessa 54 municípios, nos estados do Espírito Santo e Bahia, com diferentes características de solo e condições climáticas.

Gasoduto GASDUC III

Em relação ao Gasduc III, a variação de custo na obra foi devido às condições geomecânicas encontradas durante a escavação do Túnel da Serra dos Gaviões, que tem 3,75 quilômetros de extensão. No local, foram encontradas classes de rocha piores (de mais difícil escavação) daquelas previstas no projeto básico. Estas variações, no entanto, podem ocorrer em obras de dutos, onde são construídos túneis.

P-53

O aumento é consequência do mercado aquecido de petróleo e gás no período. As causas foram a alta da cotação do barril, elevação de preço de insumos, como o aço, e limitação de equipamentos disponíveis no mercado.

Houve aumento no preço do aluguel de sondas de perfuração e de insumos e serviços necessários para construção de 13 poços produtores e 8 poços injetores, sua interligação com a plataforma e instalação de oleoduto e de gasoduto. O adiamento do projeto retardaria o início da produção da plataforma, o que implicaria em prejuízo maior para a Companhia.

O Plano de Aceleração do Crescimento do Brasil (PAC), lançado pelo Governo Federal, inclui 183 projetos do Plano Estratégico da Petrobras, que representam, até 2010, investimentos de R$ 171,7 bilhões da companhia e seus parceiros em programas de petróleo e gás e combustíveis renováveis. Os investimentos exclusivos da Petrobras no programa totalizam R$ 148 bilhões.

Ancorado nos princípios de responsabilidade socioambiental e rentabilidade, o Plano Estratégico alinha-se ao PAC na coincidência de suas metas. Estas são as premissas do PAC para o setor, em consonância com as metas da companhia:

1) Garantir, no longo prazo, a autossuficiência sustentada do Brasil em petróleo, com produção mínima 20% acima do consumo nacional, relação reserva/produção mínima de 15 anos.
2) Aumento da produção de óleos leves. Ampliar e modernizar o parque de refino, aumentando a participação do óleo nacional na carga processada e melhorando a qualidade dos derivados.
3) Acelerar a produção e a oferta de gás nacional.
4) Assegurar a liderança do Brasil na área de biocombustíveis.
5) A ampla carteira de projetos do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2007 – 2010 tem ainda como objetivos aumentar as reservas de petróleo e gás, expandir a infraestrutura de transportes e distribuição e intensificar as pesquisas e o desenvolvimento de combustíveis e fontes alternativas e renováveis de energia.

Diz o presidente da Companhia, José Sergio Gabrielli: “Para manter uma produção crescente também no longo prazo a Petrobras vem ampliando seu portfólio exploratório. Possui atualmente, para exploração futura, mais de uma centena de blocos arrematados à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, tem contratos de exploração em diversas áreas de outros países, permitindo estabelecer a meta de produção de 4.556.000 barris diários em 2015. Para o final da década, a previsão é de uma produção total de petróleo e gás de 3.493.000 barris por dia, dos quais 2.925.000 dos campos situados no Brasil. Além dos diversos projetos em andamento, em 2007 serão iniciados outros empreendimentos relevantes, com destaque para os grandes investimentos previstos na área do Abastecimento, como a Refinaria Abreu e Lima, do Nordeste, e o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro”.

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