Petrobras e PDVSA: acordo em setembro

4 de agosto de 2009 / 23:59 Entrevistas,Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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refinariaO diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse nesta terça-feira (4/8) em entrevista no Rio de Janeiro que “na semana passada em Caracas foram concluídas as negociações com a PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, relacionadas com para construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco”. Em setembro está previsto um novo encontro dos presidentes dos dois países e a intenção é que os documentos finais sejam assinados. Não está definido se o encontro será no Brasil ou na Venezuela.

Não temos hoje, mais nenhuma pendência em relação à negociação – informou o diretor – todos os pontos em relação ao plano de investimentos, à parte de compra de petróleo e distribuição foram acordados”.

A estatal da Venezuela terá 40% e a Petrobras 60% da refinaria que vai processar 230 mil barris de petróleo por dia, 50% de cada país. Sobre o valor da obra o diretor informou que a previsão de US$ 4 bilhões está sendo reavaliada e será divulgada quando forem concluídas as licitações.

Contratações

Paulo Roberto disse que ainda faltam fechar cinco dos maiores contratos. A Petrobras fez novas licitações, porque os preços não estavam adequados e houve redução em todos eles. “Agora uma comissão está avaliando as propostas mas ainda não temos a posição final da comissão, o que deverá ocorrer até o final do mês”,disse.

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro

Com relação ao valor previsto para a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o diretor Paulo Roberto informou que o investimento de US$ 8 bilhões também será atualizado após a conclusão das contratações. Quanto às questões do TCU relacionadas às obras do Comperj, o diretor explicou que “a Petrobras fez um aditivo de prazo com as construtoras de 60 dias e, nesse tempo, vai discutir com o Tribunal a cláusula de chuva. O Tribunal entende, no relatório preliminar, que todos os preços do Comperj estão adequados. Há apenas uma discordância em relação à cláusula de chuva. Esta cláusula é necessária porque, quando chove, não é possível trabalhar em terraplanagem, nem usar equipamentos e são necessários mais dois ou três dias de sol para se conseguir voltar a trabalhar”.

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