Petrobras: uma das cinco maiores até 2020

4 de agosto de 2009 / 10:58 Entrevistas Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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bloombergEm entrevista  à agência Bloomberg, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, fala sobre o volume de investimentos da Companhia para os próximos anos e a perspectiva de ser uma das cinco maiores empresas de energia do mundo até 2020.

Comenta também a expectativa da taxa de sucesso em poços perfurados – de 25% a 30% – muito maior que a média da indústria de petróleo. Na entrevista, o presidente ressalta a necessidade de intensificar a produção nos campos maduros até a entrada dos novos campos em operação.

Clique aqui para ler a transcrição da entrevista (traduzida).

Para ler a íntegra da matéria traduzidaA Petróleo Brasileiro S/A, a companhia estatal petrolífera brasileira, irá lutar para atingir sua meta de produção de petróleo doméstica em 2009 e passar os próximos três anos apertando a produção de poços maduros antes de novos campos entrem em ação, afirmou o presidente José Sergio Gabrielli.

Produzir uma média 2,05 milhões de barris de petróleo bruto por dia no Brasil este ano “vai ser uma tarefa difícil”, disse Gabrielli em uma entrevista na sede da empresa no Rio de Janeiro. “Vamos ter uma grande luta todos os dias.”

A empresa, conhecida como Petrobras, registrou uma média de produção nos primeiros seis meses de 1.958 barris por dia após paradas programadas de manutenção, e a Credit Suisse disse, em 20 de julho, que a meta do ano inteiro é “praticamente irrealizável.” A Petrobras está confiando em campos que têm estado em produção há 60 anos para manter a produção antes de iniciar novos projetos em 2013.

O petróleo do pré-sal vai permitir que a Petrobras se torne uma das cinco maiores empresas de produção energética até 2020, afirmou Gabrielli. Os planos da companhia brasileira para mais do que duplicar o seu volume total de produção de petróleo e de gás natural, equivalente a 5,7 milhões de barris por dia, para 2,51 milhões no final de junho, disse ele.

A área do pré-sal percorre 800 km (500 milhas) ao longo da costa do Brasil e tem jazidas de petróleo sob uma camada de sal com profundidade de 3.000 metros (9.843 pés) abaixo da superfície do oceano e outros 3.000 a 5.000 metros abaixo do leito marinho.

“Maior taxa de sucesso”

A Petrobras espera ter uma “taxa de sucesso muito maior” do que a média da indústria de petróleo, de 25% a 30% dos poços perfurados, Gabrielli afirmou. Até agora, a empresa tem uma taxa de sucesso de cerca de 87%, disse ele. “

É impossível ter uma taxa de sucesso de 100% no pré-sal”, disse ele.

A Petrobras, atualmente a 10ª maior empresa do mundo por valor de mercado, estará investindo US$174 bilhões nos próximos cinco anos para desenvolver estes campos. A companhia espera que os preços do petróleo estejam voláteis durante esse período, e fiquem em uma média de US$45 e US$65, disse Gabrielli. O bruto subiu hoje acima 71 dólares o barril pela primeira vez em um mês. Os preços estão acima de 60% este ano e caíram 51% a partir de um recorde de US$147.27 em 11 de julho de 2008.

Ele afastou as aquisições e disse que a empresa irá expandir-se através do crescimento orgânico.

Regras do pré-sal

A ministra brasileira da Casa Civil, Dilma Rousseff, irá apresentar uma proposta de novas regras para reger o desenvolvimento da região do pré-sal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 5 de agosto, disse aos repórteres hoje em Brasília, José Múcio, ministro das relações institucionais.

O novo regulamento irá definir a forma como o governo concederá contratos de exploração em 62% da área do pré-sal, Gabrielli afirmou, acrescentando que ele quer que a Petrobras seja responsável pela exploração das áreas ainda não concedidas.

Gabrielli, parte de uma comissão de trabalho sobre as propostas, recusou-se a comentar sobre suas expectativas sobre o papel da Petrobras no âmbito da nova legislação, citando um acordo de confidencialidade com o governo.

“Achamos que somos a melhor companhia porque temos os melhores conhecimentos, experiência, capacidade técnica e podemos satisfazer as necessidades financeiras”, disse ele. “Parto do princípio de que, como temos uma grande e novíssima fronteira exploratória, muitas empresas internacionais virão.”

Investigação no Senado

Uma investigação do Senado, marcada para começar em 6 de agosto, nas políticas fiscais da companhia e as despesa será uma “grande crise” para a Petrobras, Gabrielli afirmou. “O principal problema neste crise de reputação é que não se sabe de onde é que você vai receber o ataque”, disse ele.

Legisladores irão investigar alegações de que a Petrobras reduziu indevidamente seus impostos, paga por serviços e equipamentos superfaturados e que pode ter favorecido os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fazendo doações. Gabrielli negou as alegações em uma declaração em 14 de julho.

A decisão da Standard & Poor’s de rebaixar a Petrobras para o mais baixo grau de investimento em Junho baseou-se em um “erro de análise”, disse Gabrielli. “Temos um forte fluxo de caixa, uma muito boa gestão de custos.”

As ações, acima de 40% este ano, foram comercializadas em 12 vezes a média das estimativas de ganho dos analistas para 2009, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Ele compara com um preço estimado para ganhos de 18 para a Exxon Mobil Corp, que baixou 12% na Bolsa de Nova Iorque este ano. A BP Plc é avaliada em 13 vezes suas estimativas de lucro, depois que suas ações caíram 5,5% este ano em Londres.

A Petrobras subiu 2,9%, para R$32,38 às 3:08, em Nova Iorque.

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