Carbono do pré-sal: respostas à Folha

9 de agosto de 2009 / 00:01 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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pré-salHaveria alguém na Petrobras que pudesse falar sobre impacto ambiental da exploração das reservas do pré-sal? Pergunto isso porque há informações de que o petróleo extraído nessa região tem uma concentração maior de carbono, vilão do aquecimento global. Há um debate sobre tecnologias que poderiam mitigar o efeito dessa exploração, como a injeção de gás carbônico nos própríos poços, para aumentar a pressão e ajudar na extração, por exemplo. O debate é muito incipiente, mas gostaria de levá-lo adiante nas páginas. A matéria faz parte dos preparativos da reunião de Copenhagem.

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1- seria viável combinar a tecnologia de sequestro de carbono já na exploração dos primeiros poços?

A estratégia de desenvolvimento para o Pólo Pre-sal da Bacia de Santos adotada pela Petrobras e seus parceiros prevê numa fase inicial a execução de testes de longa duração onde um poço de uma determinada concessão é colocado em produção por certo período (alguns meses) com o objetivo de adquirir informações sobre o comportamento do reservatório quando submetido a um período prolongado de produção. A partir das fases seguintes de desenvolvimento onde projetos pilotos e os projetos definitivos serão desenvolvidos esta prevista a utilização de tecnologias de separação do CO2 associado com os hidrocarbonetos.

2- Qual o custo estimado dessa tecnologia?

O custo da aplicação da tecnologia conhecida como CCGS-Captura e Armazenamento Geológico de CO2 no desenvolvimento do Pólo Pre-sal da Bacia de Santos está relacionado com os custos adicionais que terão que ser feitos para introduzir nas unidades de produção facilidades para separar o CO2 dos gases produzidos, transportar este CO2, comprimir e reinjetá-lo no próprio reservatório de onde ele foi produzido ou em aquiferos ou cavernas salinos encontrados a grandes profundidades e implantar um sistema de monitoramento que garanta que este CO2 ficará armazenado nestes locais. No momento atual de desenvolvimento, quando os estudos estão em fase ainda muito preliminar é difícil fazer estimativas de custos para aplicação uma determinada tecnologia no desenvolvimento do Pólo Pre-sal da Bacia de Santos.

3- Isso iria encarecer muito a exploração do pré-sal?

Respondida no quesito anterior.

4- Há estimativas na Petrobras sobre concentração (maior) de carbono no petróleo do pré-sal?

O teor de CO2 nos hidrocarbonetos encontrados no pré-sal tem variado muito e as causas deste fato ainda estão a ser estudadas e definidas. Como estamos ainda no período de obtenção dos primeiros dados sobre isto, tanto os teores médios quanto as quantidades volumétricas e a distribuição geográfica destas concentrações não foram estabelecidos.

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