Desafios da refinaria de Pernambuco

25 de agosto de 2009 / 00:05 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A refinaria de Pernambuco irá processar 230 mil barris de petróleo por dia a partir de 2011. Os estudos para a escolha do local levaram em consideração a proximidade do Complexo de Suape e infra-estrutura portuária existente. Um dos grandes desafios para sua construção, na fase de terraplanagem, é o tipo de solo da região. Parte dele é expansivo, ou seja, com grande variação de volume e mobilidade, por isso mais difícil de se trabalhar. Somente após o início da obra verificou-se que a quantidade era maior que a prevista. 

A Petrobras, então, reviu as técnicas utilizadas, buscando otimizar custos. Ainda assim, houve impacto no valor inicial. Soma-se a isso fatores como estação de chuvas e especificidades para implantação de uma refinaria. No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) utilizou em sua auditoria os mesmos parâmetros usados para construção de estradas.  São critérios que a Petrobras entende que não se aplicam à terraplanagem de uma refinaria, obra muito mais complexa e com especificidades muito diferentes das de uma rodovia. Esses parâmetros requerem adaptações.

A Petrobras reafirma que não houve sobrepreço ou super faturamento nas obras e já encaminhou documentos ao TCU que contestam a acusação.

A Petrobras também esclarece que nunca houve obstrução à fiscalização ou sonegação de documentos, como noticiado. Todas as informações eventualmente não fornecidas se referiam a licitações ainda em andamento. Como não havia definição da melhor proposta, não foi possível atender as solicitações dos auditores no momento em que elas foram feitas.

Obras seguem critérios internacionais

Os custos da obras estão de acordo com critérios internacionais. Segundo a The Association for the Advancement of Cost Engeneering (AACEI), que é referência mundial em estimativas de custos de projetos de engenharia, os custos para obras de terraplanagem podem variar de -15% a +20% em relação ao inicialmente projetado. Ou seja, a variação dos custos da obra de terraplanagem está dentro da faixa aceita internacionalmente.

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