Refinaria de Pernambuco: carta à Época

30 de agosto de 2009 / 18:30 Esclarecimentos Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Sobre a nota “Uma refinaria pelo preço de três” (edição 589), a Petrobras informa que o orçamento do empreendimento foi reavaliado devido a vários fatores: aumento da capacidade de refino, de 200 mil para 230 mil barris de petróleo por dia; variações na taxa de câmbio; adoção de um novo sistema de tratamento de enxofre e de diminuição de emissões de gases tóxicos e aquecimento da indústria de petróleo até meados de 2008.

Importante salientar que, na época do projeto conceitual (quando o orçamento da obra estava em US$4,05 bilhões), o investimento na construção de uma refinaria era, segundo parâmetros internacionalmente aceitos na indústria de petróleo, de US$ 20 mil por barril de capacidade. Fazendo as contas, para uma refinaria de 200 mil barris, o investimento estaria na faixa de US$4 bilhões. Atualmente este investimento está em cerca de US$ 50 mil por barril. Multiplicando este valor por 230 mil barris, chega-se a US$11,5 bilhões. Portanto, o orçamento para a construção da refinaria sempre esteve dentro dos parâmetros internacionais.

Mesmo assim, a Companhia continua trabalhando para reduzir os custos. A Petrobras esclarece que não houve falhas no projeto inicial e que não há superfaturamento ou sobrepreço na construção da refinaria. A CPI não emitiu nenhum parecer sobre o assunto. A Petrobras ressalta ainda que não há superfaturamento na obra de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Relatório inicial do TCU considerou a proposta contratada vantajosa para a Petrobras, pois detinha um desconto significativo em seu valor global.

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