Pré-sal em Tupi: respostas a Folha de S.Paulo

31 de agosto de 2009 / 11:13 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Leia abaixo a resposta da Petrobras ao questionamento feito pelo jornal Jornal Folha de S. Paulo para matéria publicada nesta segunda-feira (31/08). (Clique na imagem ao lado para ler).

Pergunta: Estou levantando informações sobre a produção em Tupi durante o teste de longa duração. Pelas informações que obtive no site da ANP, verificamos o seguinte, na área onde são informadas as produções para cobrança de royalties: Produção no BMS-11 (óleo e gás, em barris); Abril-> 53.962 barris;Maio -> 29.593 barris; Junho -> 552.680 barris

Com exceção do registrado em junho (de 18,4 mil barris diários), em abril (1,8 mil barris) e em maio (986 barris por dia) a produção não chegou a 15 mil barris diários, como dizia a empresa quando oficialmente iniciou o TLD, em 1 de maio. Entre maio e junho, a média é de menos de 10 mil barris por dia. Considerando que os números da ANP refletem a verdade, o que ocorreu em maio para a produção ter ficado tão aquém do que foi anunciado? E por que a empresa afirmava, na ocasião, que a produção diária era de 15 mil barris, se esse patamar ainda não havia sido atingido?

Resposta:A Petrobras, como operadora do bloco BM-S-11, reitera que a capacidade de produção em Tupi é superior a 15 mil barris por dia, conforme já apontava o teste de formação realizado em setembro de 2007. É importante ressaltar que o objetivo do teste de longa duração de Tupi, iniciado em 1º de maio, não é maximizar produção, mas analisar o comportamento dos reservatórios como ponto de partida para que se conheça melhor o pré-sal. Nesse processo a produção é paralisada e reiniciada quando necessário.

Em 25 de abril, foram iniciados testes prévios no poço RJS-646 visando a interligação à FPSO Cidade de São Vicente, o que efetivamente ocorreu em 1º de maio. Nesse período, os testes realizados confirmaram a expectativa de produção, de modo que não se justifica calcular a vazão média de produção com base no volume de abril dividido pelo número de dias do mês.

Em maio, o Consórcio BM-S-11, liderado pela Petrobras, decidiu aproveitar que a sonda estava no local para fazer um teste de produção em um reservatório secundário do mesmo poço. Com isso, no início do mês de maio, o reservatório principal do poço RJS-646 foi fechado após alguns dias de produção. Além disso, foram feitas várias operações para abertura e teste do reservatório secundário a ser avaliado, durante grande parte do mês. Consequentemente, nesse período, o FPSO Cidade de São Vicente não produziu. O poço foi recolocado em produção no reservatório principal, no final de maio, quando reiniciou a produção plena prevista no projeto.

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