10 de setembro de 2009 / 18:31
Senhor editor,
Foi com espanto que lemos matéria de autoria dos repórteres Valdo Cruz e Humberto Medina, publicada na Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (10/9). São ilações e deduções criando um falso cenário de intrigas. É lamentável que a Petrobras não tenha sido procurada antes da publicação.
Não há porque discutir ponto por ponto porque são apenas ilações e não há uma única verdade na matéria em relação ao que pensa e defende a Petrobras, posições definidas em instâncias claras da companhia: diretores e presidente e seu conselho de administração.
Mais uma vez, lamentamos que a Petrobras não tenha sido procurada antes para poder dar sua opinião sobre o assunto.
Mirian Guaraciaba
Assessora do Presidente da Petrobras
Resposta à Agência Bloomberg
A Folha de S. Paulo diz hoje que Petrobras quer mudar algumas regras do pre-sal, inclusive que gostaria de ter o direito de ceder a operação de alguns campos a outras empresas (caderno dinheiro, pagina B3). A empresa confirma esta informação? Obrigado.
Não. A Petrobras nega a veracidade das informações publicadas em matéria da Folha de S.Paulo hoje. A empresa não tem qualquer intenção de mudar regras no modelo regulatório proposto pelo Governo Federal. e não pretende apoiar nenhuma iniciativa de apresentação de emendas à proposta. A Companhia ressalta que não é verdadeira a afirmação de que há pontos que “incomodam” a Petrobras, como está citado na matéria.
Serão cumpridas todas as normas do modelo aprovado pelo Congresso Nacional. A Petrobras vai operar todos os blocos localizados abaixo da camada de sal a serem licitados. Para isso conta com conhecimento acumulado ao longo de mais de cinco décadas e com grande investimento em pesquisa e desenvolvimento para exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.
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/ 16:34
Em audiência pública conjunta, os senadores das comissões de Serviços de Infraestrutura (CSI) e de Assuntos Econômicos (CAE) ouviram nesta quinta-feira (10/9), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre a política energética, em especial, sobre o marco-regulatório do pré-sal.
O ministro apresentou uma síntese dos quatro projetos do Executivo que definem o marco-regulatório para exploração do petróleo na camada pré-sal. Entre outras coisas, os estudos do governo que fundamentaram os projetos mostram que 77% do acesso às reservas de petróleo do mundo estão nas mãos de empresas estatais, em virtude de sua importância estratégia. E em sua maioria, as operadoras dos poços têm participação mínima de 30%.
Edison Lobão, assegurou que o pré-sal é realmente uma potência em termos de reservas petrolíferas, capaz de alçar o Brasil, em alguns anos, à posição de oitavo produtor mundial de petróleo. Ele informou que as reservas até agora identificadas dobrarão a capacidade de produção de barris de petróleo do país, antes calculada em 14 bilhões de barris e suficientes para os próximos 20 anos, que passariam para 28 bilhões de barris e uma auto-suficiência do combustível para 40 anos.
“O pré-sal é de longe a maior reserva de todas as províncias petrolíferas do país”, contou Lobão, acrescentando que a descoberta é fundamental, pois se agrava no planeta a questão da carência de petróleo, pois a demanda é crescente e não existe perspectiva de que o petróleo deixe de ser o principal combustível utilizado.
Em resposta aos senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Jefferson Praia (PDT-AM), o ministro disse que o contexto atual do país e das relações com outros países exigem que a exploração do pré-sal seja feita em novos moldes. Lobão confirmou que 70% do total da área do pré-sal ainda estão em poder da União e que a recomendação do governo federal é para que o modelo de exploração e produção sigam o formato da partilha e não de concessão, como é corrente hoje na exploração petrolífera.
“Nós, no governo, chegamos à conclusão de que o sistema de partilha para exploração proposto e a criação de uma empresa estatal única para gerir o pré-sal será a melhor solução para esse tema”, explicou.
Em resposta ao senador Gerson Camata (PMDB-ES), o ministro afirmou que o aumento da produção de petróleo no país, com a exploração da camada pré-sal, não deverá resultar na redução do preço dos combustíveis. De acordo com Lobão, o petróleo sai da refinaria com preço adequado e, ao longo da cadeia, sofre elevação de preço resultante dos processos de transformação do produto e da incidência de impostos.
“Não poderíamos baixar o preço sem reduzir impostos”, ponderou ele, afirmando que o governo precisa de arrecadação para realizar os investimentos no país.
Em sua apresentação aos senadores, o ministro destacou a proposta de criação do Fundo social, mecanismo como o qual o governo pretende promover a distribuição da riqueza que será gerada pela exploração do petróleo no pré-sal.
A capitalização da Petrobras, outro tema contido em projeto encaminhado ao Congresso, é necessária, segundo o ministro, para assegurar investimentos a serem feitos ao longo dos 30 anos de exploração do petróleo do pré-sal
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/ 11:46
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, entrevistado pelo jornal Valor Econômico, em matéria publicada na edição desta quinta-feira (10/9), comenta sobre a Petro-sal e cadeia de fornecedores. Também em entrevista para o Wall Street Journal tratou da cessão onerosa de 5 bilhões de barris e capitalização da Companhia. Clique aqui para ler também as transcrições das perguntas e respostas dos jornais.
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