Arquivado em 02.10.2009

Refinaria do Rio Grande do Norte recebe licenças

2 de outubro de 2009 / 23:16

Dig28995A Petrobras recebeu na manhã desta sexta-feira, 2/10, todas as licenças do Governo do Estado do Rio Grande do Norte que permitirão o início das obras de ampliação da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC). A refinaria funcionará com a adequação das instalações existentes do Pólo Industrial de Guamaré, que já produz gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, diesel e querosene de aviação (QAV), e vai produzir, a partir de 2010, gasolina e diesel com qualidade internacional, além de nafta petroquímica.

Os representantes da Petrobras receberam da governadora do estado do Rio Grandedo Norte, Wilma Faria, as licenças para inicio das obras e afirmou que todas as providencias necessárias já estão sendo tomadas. “Já contratamos a empresa e agora precisamos trabalhar para cumprir os prazos”, afirmou. Para a governadora, a RPCC representará um importante investimento da Petrobras no Rio Grande do Norte. “Este é o marco de uma nova fase da Petrobras em nosso estado”, afirmou.

Como todas as refinarias da Petrobras, a Clara Camarão poderá refinar tanto petróleo pesado da Bacia de Campos como petróleo leve do pré-sal. Entretanto, nesta primeira fase, o petróleo que será processado pela refinaria será o produzido no Rio Grande do Norte e a capacidade de processamento será de 30 mil barris de petróleo por dia. Além disso, a RPCC produzirá 4,5 mil barris diários de gasolina, o que tornará o estado auto-suficiente em relação a este produto.

Desde a sua implantação, o Pólo Industrial de Guamaré recebeu um montante de investimentos de US$ 1,65 bilhão. O investimento na ampliação das instalações será de US$ 215 milhões, totalizando US$ 1,86 bilhão. Após as obras, a Clara Camarão contará com um novo quadro de bóias com capacidade para atracar navios de 50 mil toneladas, além de uma unidade de produção de gasolina automotiva. Assim, o Rio Grande do Norte terá uma refinaria moderna, que produzirá após a sua conclusão, 18 mil m3 de gasolina, 42 mil m3 de diesel, 7.500 m3 de QAV, 11.700 m3 de GLP e 3 mil m3 de nafta petroquímica.

Homenagem a Clara Camarão, índia brasileira que liderou um grupo de nativas na luta contra os holandeses durante a colonização, esta será a primeira refinaria da Petrobras que recebe nome de mulher. Clara Camarão comandou um batalhão feminino que teve atuação decisiva na batalha ocorrida na cidade de Porto Calvo em 1637.

A Clara Camarão é uma das cinco unidades de refino projetadas pela Petrobras para elevar sua produção em 1,2 milhões de barris/dia até 2015. A capacidade de refino da Petrobras no Brasil é de 1,9 milhões de barris/dia, volume que é superior à demanda nacional de derivados, atualmente em torno de 1,8 milhão de barris/dia. Com isso a Petrobras terá capacidade excedente de derivados, principalmente óleo diesel de alta qualidade, para exportação.

Participaram da solenidade o Secretário de Energia do Estado, Jean Paul Prattes, representantes do IDEMA, o gerente geral da RPCC, Ney Argolo, o gerente geral da Unidade de Negócio de Exploração e Produção do Rio Grande do Norte e Ceará, Joelson Falcão Mendes, o gerente de engenharia para o Rio Grande do Norte e Ceará, Rogério Ligori, e o gerente de engenharia da Refinaria, Emanuel Eduardo.

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Parabéns Brasil, Rio de Janeiro e Petrobras

/ 15:54

A Petrobras comemora os dias de hoje e amanhã. Hoje, pela escolha do Brasil para a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, onde está a sede da Companhia. E neste sábado, 3 de outubro, pelo seu 56º aniversário. A Petrobras tem a sua visão 2020 como uma meta muito importante para o futuro que constrói todos os dias. Quando juntamos metas pessoais, corporativas e nacionais ganhamos energia para seguir em frente, fortalecidos para alcançar os resultados que desejamos. A Petrobras tem o compromisso de construir o desenvolvimento sustentável do Brasil, e a escolha do País para sediar as Olimpíadas nos motiva ainda mais. Parabéns a todos os brasileiros por mais essa conquista.

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Gabrielli fala para emissoras de rádio

/ 11:02

Ouça a entrevista que o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, concedeu ao programa Brasil em Pauta, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na sede da Rádio Nacional, na manhã desta sexta-feira (2/10). Gabrielli abordou o novo marco regulatório do pré-sal.

Participaram do programa, com perguntas ao vivo, as rádios Tupi (Rio de Janeiro/RJ), Excelsior (Salvador/BA), Rádio Folha (Recife/PE), Difusora (Maceió/AL), Guaíba (Porto Alegre/RS), Jovem Pan (São Paulo/SP), CBN (Manaus/AM), Paiquerê (Londrina/PR), Aperipê (Aracaju/SE), Difusora (Mossoró/RN), Itatiaia (Belo Horizonte/MG), Clube Bandeirantes (Itajaí/SC), O Povo/CBN (Fortaleza/CE), Mirante (São Luís/MA) e CBN Vitória (Vitória/ES).

Leia cobertura da Agência Brasil sobre a entrevista.

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Injeção de CO2 em campo terrestre: teste para o pré-sal

/ 00:16

A Petrobras dará início em novembro à injeção de gás CO2 em alta pressão no campo terrestre de Miranga, município de Pojuca, na Bahia, que testará tecnologias que poderão contribuir para os futuros projetos de desenvolvimento do pólo Pré-Sal da Bacia de Santos. O gás carbônico produzido nos futuros campos do pré-sal será reinjetado nos próprios reservatórios para aumentar o fator de recuperação.

O projeto do campo de Miranga prevê o sequestro geológico e a retirada de 370 toneladas de CO2 da atmosfera por dia. Além dos excelentes ganhos ambientais, a tecnologia a ser empregada aumentará consideravelmente o percentual de recuperação do petróleo contido no reservatório daquele campo.

Veja tabém a repercussão em  O Globo e no Monitor Mercantil.

Esse projeto funcionará como laboratório de testes de novas tecnologias que poderão ser aplicadas em outros campos a serem desenvolvidos no País, em especial nas novas descobertas no pré-sal, uma vez que alguns dos reservatórios ali encontrados revelaram a presença de CO2 natural associado ao petróleo.

Estudam-se, também, alternativas como o armazenamento em cavernas ou reservatórios salinos. O campo de Miranga foi escolhido para os testes devido às suas características geológicas e pela logística já disponível no local.

A técnica que será testada em Miranga baseia-se na injeção de CO2 a altas pressões. Nesse caso, o CO2 atua como uma espécie de solvente que altera as propriedades do petróleo e facilita o escoamento no sistema poroso da rocha-reservatório.

A recuperação suplementar de petróleo por injeção de CO2, no Brasil, não é uma novidade para a Companhia. Ela foi iniciada há 28 anos, na Bahia. No início das experiências, a Petrobras buscou aplicar uma técnica de injeção de CO2 a altas pressões no campo de Araçás, na Bacia do Recôncavo. Em 1991, implantou no campo de Buracica, na mesma bacia, um projeto de injeção de CO2 a baixas pressões. Esse projeto foi muito bem sucedido, resultando na manutenção parcial da produção de petróleo do campo por cerca de 20 anos. Adicionalmente, com essa técnica foram retiradas da atmosfera cerca de 600 mil toneladas de CO2, pelo método de sequestro geológico.

O projeto do campo de Miranga é resultado do conhecimento adquirido nas experiências anteriores. Ele prevê investimentos da ordem de R$ 250 milhões. As obras de implantação foram iniciadas em meados de 2006 e a produção de petróleo está prevista para começar em dezembro deste ano, um mês após o início da injeção de CO2. O projeto prevê o lançamento de cerca de 70 km de linhas de injeção de água salgada oriunda do próprio reservatório e cerca de 30 km de linhas de injeção de CO2, além de 18 km de um duto de 6 polegadas que transportará o CO2.

O pico de produção do projeto está previsto para meados de 2012, quando deverá atingir 1.500 barris de petróleo por dia. A recuperação adicional de petróleo esperada é de 5 milhões de barris de petróleo. Para viabilizá-lo, a Petrobras investiu na criação de laboratórios especializados em CO2

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