Injeção de CO2 em campo terrestre: teste para o pré-sal

2 de outubro de 2009 / 00:16 Tecnologia e Inovação Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A Petrobras dará início em novembro à injeção de gás CO2 em alta pressão no campo terrestre de Miranga, município de Pojuca, na Bahia, que testará tecnologias que poderão contribuir para os futuros projetos de desenvolvimento do pólo Pré-Sal da Bacia de Santos. O gás carbônico produzido nos futuros campos do pré-sal será reinjetado nos próprios reservatórios para aumentar o fator de recuperação.

O projeto do campo de Miranga prevê o sequestro geológico e a retirada de 370 toneladas de CO2 da atmosfera por dia. Além dos excelentes ganhos ambientais, a tecnologia a ser empregada aumentará consideravelmente o percentual de recuperação do petróleo contido no reservatório daquele campo.

Veja tabém a repercussão em  O Globo e no Monitor Mercantil.

Esse projeto funcionará como laboratório de testes de novas tecnologias que poderão ser aplicadas em outros campos a serem desenvolvidos no País, em especial nas novas descobertas no pré-sal, uma vez que alguns dos reservatórios ali encontrados revelaram a presença de CO2 natural associado ao petróleo.

Estudam-se, também, alternativas como o armazenamento em cavernas ou reservatórios salinos. O campo de Miranga foi escolhido para os testes devido às suas características geológicas e pela logística já disponível no local.

A técnica que será testada em Miranga baseia-se na injeção de CO2 a altas pressões. Nesse caso, o CO2 atua como uma espécie de solvente que altera as propriedades do petróleo e facilita o escoamento no sistema poroso da rocha-reservatório.

A recuperação suplementar de petróleo por injeção de CO2, no Brasil, não é uma novidade para a Companhia. Ela foi iniciada há 28 anos, na Bahia. No início das experiências, a Petrobras buscou aplicar uma técnica de injeção de CO2 a altas pressões no campo de Araçás, na Bacia do Recôncavo. Em 1991, implantou no campo de Buracica, na mesma bacia, um projeto de injeção de CO2 a baixas pressões. Esse projeto foi muito bem sucedido, resultando na manutenção parcial da produção de petróleo do campo por cerca de 20 anos. Adicionalmente, com essa técnica foram retiradas da atmosfera cerca de 600 mil toneladas de CO2, pelo método de sequestro geológico.

O projeto do campo de Miranga é resultado do conhecimento adquirido nas experiências anteriores. Ele prevê investimentos da ordem de R$ 250 milhões. As obras de implantação foram iniciadas em meados de 2006 e a produção de petróleo está prevista para começar em dezembro deste ano, um mês após o início da injeção de CO2. O projeto prevê o lançamento de cerca de 70 km de linhas de injeção de água salgada oriunda do próprio reservatório e cerca de 30 km de linhas de injeção de CO2, além de 18 km de um duto de 6 polegadas que transportará o CO2.

O pico de produção do projeto está previsto para meados de 2012, quando deverá atingir 1.500 barris de petróleo por dia. A recuperação adicional de petróleo esperada é de 5 milhões de barris de petróleo. Para viabilizá-lo, a Petrobras investiu na criação de laboratórios especializados em CO2

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