Encontro Internacional de Energia debate pré-sal

5 de outubro de 2009 / 13:27 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, explicou nesta segunda-feira (5/10), em São Paulo, no 10º Encontro Internacional de Energia, promovido pela  Fiesp, a proposta de novo modelo regulatório apresentada pelo governo ao Congresso Nacional. Na proposta convivem três regimes: o de concessão (para áreas já licitadas e áreas não estratégicas a serem licitadas), o regime de partilha de produção (valerá para o pré-sal e áreas estratégicas) e a cessão onerosa (cessão pela União de um volume de até 5 bilhões de barris, mediante pagamento pela Petrobras).

O presidente da Petrobras analisou o cenário brasileiro desde a aprovação da Lei do Petróleo (Lei 9478). Gabrielli mostrou que, de 1998 até 2003, mesmo com o fim do monopólio da Petrobras nas atividades de exploração e produção, a empresa foi responsável por adquirir o direito de exploração da grande maioria dos blocos leiloados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Em 2003, por exemplo, a Petrobras entrou praticamente sozinha, com 96% dos blocos ofertados”, explicou.

O presidente comentou que o sistema de concessão em vigor desde 1998, por si só, não representa atratividade para o investimento de empresas multinacionais no Brasil. “O histórico mostra que a Lei 9478, sozinha, não é suficiente para a atração do capital internacional. Com a perspectiva para o pré-sal, o interesse aumenta”, disse. Gabrielli explicou que o novo modelo regulatório vem atender a um novo cenário, no qual o risco exploratório é muito pequeno.

Veja aqui a apresentação do presidente Gabrielli. Para ver a programação completa do encontro clique aqui. Leia também nota sobre o encontro publicada no jornal Folha de S. Paulo.

Gabrielli também falou sobre a política de preços da Petrobras: “temos uma política de estabilidade no que se refere ao diesel, à gasolina e ao GLP (gás de cozinha). Para esses três produtos, que são de consumo geral, nós mantemos uma relação com os preços internacionais no longo prazo”. Em relação a outros produtos, inclusive o gás natural, a Petrobras acompanha os preços internacionais.

Gabrielli ressaltou, no entanto, que a lei brasileira garante aos Estados o monopólio da distribuição desse produto. “O preço do gás em cada estado é de responsabilidade da distribuidora estadual. A Petrobras não pode vender o gás diretamente aos consumidores individuais. Quando a Petrobras realiza leilões, são convidadas as distribuidoras de cada estado. A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) participou dos leilões realizados pela Petrobras este ano, nos quais foram praticados preços cerca de 35% abaixo daqueles praticados pelo mercado internacional”, informou.

Ainda durante o Encontro de Negócios o gerente executivo da área de Exploração & Produção para o Pré-Sal, José Miranda Formigli Filho, participou da plenária “Oportunidades de Negócios no setor de petróleo e gás”. Ele destacou o trabalho da Petrobras na camada pré-sal da Bacia de Santos e os investimentos e as expectativas de produção de petróleo e gás.

Formigli falou sobre os desafios logísticos, as estratégias de transporte de óleo e gás e a importância de se buscar uma infraestrutura que favoreça a sinergia entre os blocos do pré-sal da Bacia de Santos. O Gerente Executivo concluiu sua apresentação destacando a necessidade de qualificação da mão-de-obra em todos os níveis de formação.

Já a plenária ‘Tecnologias do futuro na produção e utilização de bicombustíveis’ contou com a participação de Eduardo Pavinatto, consultor de Energias renováveis do Cenpes. Ele destacou a importância dos investimentos da Companhia em energias renováveis de forma sustentável do ponto de vista ambiental, social e econômico.

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