Arquivado em 06.10.2009

BusinessWeek: Petrobras entre as melhores de 2009

6 de outubro de 2009 / 23:00

A Petrobras foi relacionada entre as 40 melhores empresas que conseguiram prosperar no mundo, em pesquisa da consultoria AT Kearney, para a revista BusinessWeek. A Petrobras ficou em 22º lugar e as primeiras posições foram ocupadas por Nintendo, Google e Apple.

O estudo considerou, entre os critérios de avaliação, o crescimento de vendas e o valor de mercado das empresas no período de 2004 a 2008. Até o ano passado, o ranking classificava somente as 25 melhores empresas. Na edição deste ano a relação foi ampliada para 40. De acordo com a revista, a Petrobras, “maior empresa do hemisfério Sul”, tem se beneficiado da demanda doméstica em expansão, de exportação de tecnologia e de atividades de fusão e aquisição. A Petrobras é a única empresa brasileira listada no ranking.

Veja aqui a lista das 40 “The World’s Best Companies 2009″, da BusinessWeek
Leia “Petrobras está entre as melhores companhias de 2009″, diz Businees Week no portal G1.
Leia “Petrobras fica entre as 40 melhores empresas de 2009; Nintendo lidera ranking”, da Folha Online

Para criar a lista, a consultoria analisou as 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo. A equipe da AT Kearney apontou aquelas com um mínimo de R$ 10 bilhões em vendas em 2008 e, em seguida, classificou as empresas no seu crescimento de vendas e criação de valor.

O ranking abrange empresas de 18 países e setores da indústria que vão desde produtos químicos e contratação de software à construção naval. As empresas citadas na pesquisa registram vendas de cerca de US$ 700 bilhões e têm, em conjunto, valor de mercado de US$ 1 trilhão.

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Gabrielli em audiência pública sobre pré-sal

/ 13:49

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, afirmou hoje (6/10), em audiência pública na Câmara dos Deputados, que não há obstáculo jurídico para a aprovação do projeto de lei em tramitação no Congresso que estabelece o modelo de partilha de produção e a Petrobras como operadora única no pré-sal. Não há risco de inconstitucionalidade”, garantiu, citando o artigo 177, que permite à União contratar empresas estatais ou privadas. O debate foi organizado pela comissão especial que analisa o estabelecimento do regime de partilha de produção de petróleo e gás no pré-sal.

Segundo Gabrielli, mudanças no cenário nacional e internacional justificam alterações no modelo regulatório. “A situação é completamente reversa do que era em 1997”, disse, referindo-se ao risco exploratório, que era maior que no pré-sal, e à necessidade de atrair capitais daquela época.

Como exemplo do baixo risco no pré-sal, o executivo frisou que a Petrobras encontrou indícios de hidrocarbonetos em todos os 13 poços perfurados na Bacia de Santos e, nas bacias do Espírito Santo e de Campos, perfurou 47 poços, com sucesso em 41, sendo que 13 destes chegam ao pré-sal. “Isto é três a quatro vezes mais que a média exploratória do mundo”, destacou.

Em resposta ao deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o presidente da Petrobras ressaltou as vantagens da Companhia ser operadora única do pré-sal, fato que aumentaria a eficiência e diminuiria os custos exploratórios.

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Operação Águas Profundas é tema da CPI

/ 13:35

A sessão da CPI desta terça-feira (6/10) ouviu  o delegado de Polícia Federal, Cláudio Nogueira, o procurador da República, Carlos Alberto Gomes de Aguiar, o gerente executivo de Serviços de Exploração e Produção da Petrobras, Erardo Gomes Filho e o gerente de Estratégia de Contratação de Itens Críticos da Petrobras, Ilton José Rossetto Filho.

O senador João Pedro (PT-AM), presidente da CPI da Petrobras, abriu a décima sessão da comissão, que tem como tema a Operação Águas Profundas. Os senadores ouviram o gerente-executivo de Serviços de Exploração e Produção da Petrobras, Erardo Gomes Barbosa Filho, o gerente de Estratégia de Contratação de Itens Críticos da empresa, Ilton José Rossetto Filho, o delegado de Polícia Federal, Cláudio Nogueira, e o procurador da República, Carlos Alberto Gomes de Aguiar.

O delegado de Polícia Federal, Cláudio Nogueira, iniciou apresentação sobre a Operação Águas Profundas, que investigou indícios de fraudes em licitações, em 2007. Ele apresentou a cronologia da operação e informou que participavam do esquema a Angraporto, funcionários da Petrobras, da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), outras empresas e um agente da Polícia Federal, num total de 24 pessoas acusadas.

Nogueira ressaltou que a investigação contou com importante apoio da Petrobras. “As áreas de segurança patrimonial e de inteligência da empresa deram apoio incondicional ao trabalho realizado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”, destacou.

Em seguida, o procurador da República, Carlos Alberto Gomes de Aguiar, deu mais informações sobre a Operação Águas Profundas. Aguiar também destacou a importância do apoio da Petrobras nas investigações. “Precisávamos de informações sobre os contratos e as licitações e, para isso, pedimos o auxílio da Petrobras. A empresa nos atendeu prontamente“, afirmou.

O procurador ressaltou que o trabalho realizado pela auditoria interna da Petrobras foi um dos pontos fortes na operação. “Eles realizaram um trabalho impecável, comprometido com o interesse da Petrobras“, destacou. “A ajuda foi decisiva para que as fraudes viessem à tona e para mostrar que o que aconteceu foi um fato pontual e não sistemático“, completou.

O gerente-executivo de Serviços de Exploração e Produção da Petrobras, Erardo Gomes Barbosa Filho, ressaltou que, sempre que necessário, a Petrobras trabalha em cooperação com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. “No caso da Operação Águas Profundas, fornecemos informações sobre os funcionários envolvidos, realizamos auditoria especial para acompanhar os processos de licitação e evitamos medidas que pudessem influenciar nos rumos da investigação”, informou.

Segundo Gomes, a Petrobras já havia entregue relatório de auditoria interna quando o Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra 26 pessoas, cinco delas funcionárias da Petrobras. O gerente-executivo ressaltou que, após a denúncia, a Petrobras demitiu três funcionários por justa causa e dois foram suspensos porque apresentaram falhas gerenciais na condução dos processos licitatórios.

A respeito dos processos licitatórios da Companhia, Erardo Gomes informou que a Petrobras tem investido em qualificação e treinamento dos profissionais envolvidos na contratação de bens e serviços. “Buscamos sempre uma melhoria contínua, com profissionais cada vez mais qualificados, e para isso a capacitação é muito importante”, destacou.

O senador Gim Argello (PTB-DF) elogiou a disposição da Petrobras em auxiliar as investigações de irregularidades. “A Petrobras é orgulho nacional. Faz 240 mil contratos anualmente e é a primeira a ajudar quando vê irregularidades. Isso é uma prova de lisura, transparência e competência”, destacou.

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) também destacou a postura “transparente e solícita” adotada pela Petrobras durante as investigações. “Desde que foi comunicada do processo pelo Ministério Público, a empresa adotou medidas para facilitar as investigações, colaborando na totalidade das informações solicitadas e criando auditoria especial sigilosa sobre as irregularidades em relação às plataformas“, afirmou.

Destacou também a responsabilidade da Petrobras no relacionamento com as empresas fornecedoras. “Não se pode confundir a irregularidade cometida por um funcionário com a atuação de toda uma empresa“, disse. Ele lembrou que a investigação continua e, em caso de confirmação de responsabilidades corporativas, serão tomadas as medidas necessárias.

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Senado debate marco regulatório com diretor Estrella

/ 09:58

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O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, detalhou, nesta segunda-feira (5/10), a proposta de novo modelo regulatório para o pré-sal. A explanação do diretor ocorreu em audiência sobre o regime de partilha de produção na Comissão de Serviços de Infraestutura do Senado Federal. Continuando o debate sobre o tema, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, participa nesta terça-feira (6/10) de audiência pública da Comissão especial sobre a exploração e a produção do pré-sal da Câmara de Deputados.

Estrella defendeu no Senado a operação única do pré-sal pela Petrobras, como está proposto em projeto de lei apresentado ao Congresso, e ressaltou que a produção na região seguirá o ritmo da indústria nacional. “É uma grande oportunidade para a indústria nacional crescer”, disse, ressaltando que a quantidade de máquinas e equipamentos encomendados para a indústria petrolífera com o pré-sal é enorme, inédita na história do país. Entre as encomendas previstas pelo diretor estão 500 árvores de natal molhadas (equipamentos usados para produção no mar), 8 mil equipamentos submarinos para bombeio e 700 cabeças de poço.

Leia a reportagem publicada na Agência Brasil

O diretor falou também da importância que o petróleo terá nas próximas décadas, até 2030. Ao mostrar dados da Agência Internacional de Energia, lembrou que o consumo mundial de energia deve aumentar 45% nas próximas décadas, sendo que o petróleo continuará sendo fundamental nos próximos 25 anos, mesmo com o crescimento de fontes alternativas de energia. A previsão de consumo, lembrou o diretor, poderá chegar a 110 milhões de barris por dia. “Será preciso, até 2030, descobrir campos que possam produzir de 60 a 70 milhões de barris/ dia, para atender a demanda global”, enumerou ele, relacionando os dados à importância da descoberta do pré-sal.

Em resposta ao senador Francisco Dornelles, que perguntou sobre a capacidade de a Petrobras ser operadora única, Estrella lembrou que as empresas de petróleo costumam trabalhar juntas seguindo as melhores práticas da indústria.

Por fim, Estrella lembrou que o regime de partilha é mais eficaz sob o ponto-de-vista estratégico: “O petróleo certamente nos próximos 20, 30, 40 anos será muito importante para o mundo. O regime de partilha vai trazer uma posição confortável para gerenciar melhor a questão de energia”.

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