Operação Águas Profundas é tema da CPI

6 de outubro de 2009 / 13:35 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

A+ A-

A sessão da CPI desta terça-feira (6/10) ouviu  o delegado de Polícia Federal, Cláudio Nogueira, o procurador da República, Carlos Alberto Gomes de Aguiar, o gerente executivo de Serviços de Exploração e Produção da Petrobras, Erardo Gomes Filho e o gerente de Estratégia de Contratação de Itens Críticos da Petrobras, Ilton José Rossetto Filho.

O senador João Pedro (PT-AM), presidente da CPI da Petrobras, abriu a décima sessão da comissão, que tem como tema a Operação Águas Profundas. Os senadores ouviram o gerente-executivo de Serviços de Exploração e Produção da Petrobras, Erardo Gomes Barbosa Filho, o gerente de Estratégia de Contratação de Itens Críticos da empresa, Ilton José Rossetto Filho, o delegado de Polícia Federal, Cláudio Nogueira, e o procurador da República, Carlos Alberto Gomes de Aguiar.

O delegado de Polícia Federal, Cláudio Nogueira, iniciou apresentação sobre a Operação Águas Profundas, que investigou indícios de fraudes em licitações, em 2007. Ele apresentou a cronologia da operação e informou que participavam do esquema a Angraporto, funcionários da Petrobras, da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), outras empresas e um agente da Polícia Federal, num total de 24 pessoas acusadas.

Nogueira ressaltou que a investigação contou com importante apoio da Petrobras. “As áreas de segurança patrimonial e de inteligência da empresa deram apoio incondicional ao trabalho realizado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”, destacou.

Em seguida, o procurador da República, Carlos Alberto Gomes de Aguiar, deu mais informações sobre a Operação Águas Profundas. Aguiar também destacou a importância do apoio da Petrobras nas investigações. “Precisávamos de informações sobre os contratos e as licitações e, para isso, pedimos o auxílio da Petrobras. A empresa nos atendeu prontamente“, afirmou.

O procurador ressaltou que o trabalho realizado pela auditoria interna da Petrobras foi um dos pontos fortes na operação. “Eles realizaram um trabalho impecável, comprometido com o interesse da Petrobras“, destacou. “A ajuda foi decisiva para que as fraudes viessem à tona e para mostrar que o que aconteceu foi um fato pontual e não sistemático“, completou.

O gerente-executivo de Serviços de Exploração e Produção da Petrobras, Erardo Gomes Barbosa Filho, ressaltou que, sempre que necessário, a Petrobras trabalha em cooperação com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. “No caso da Operação Águas Profundas, fornecemos informações sobre os funcionários envolvidos, realizamos auditoria especial para acompanhar os processos de licitação e evitamos medidas que pudessem influenciar nos rumos da investigação”, informou.

Segundo Gomes, a Petrobras já havia entregue relatório de auditoria interna quando o Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra 26 pessoas, cinco delas funcionárias da Petrobras. O gerente-executivo ressaltou que, após a denúncia, a Petrobras demitiu três funcionários por justa causa e dois foram suspensos porque apresentaram falhas gerenciais na condução dos processos licitatórios.

A respeito dos processos licitatórios da Companhia, Erardo Gomes informou que a Petrobras tem investido em qualificação e treinamento dos profissionais envolvidos na contratação de bens e serviços. “Buscamos sempre uma melhoria contínua, com profissionais cada vez mais qualificados, e para isso a capacitação é muito importante”, destacou.

O senador Gim Argello (PTB-DF) elogiou a disposição da Petrobras em auxiliar as investigações de irregularidades. “A Petrobras é orgulho nacional. Faz 240 mil contratos anualmente e é a primeira a ajudar quando vê irregularidades. Isso é uma prova de lisura, transparência e competência”, destacou.

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) também destacou a postura “transparente e solícita” adotada pela Petrobras durante as investigações. “Desde que foi comunicada do processo pelo Ministério Público, a empresa adotou medidas para facilitar as investigações, colaborando na totalidade das informações solicitadas e criando auditoria especial sigilosa sobre as irregularidades em relação às plataformas“, afirmou.

Destacou também a responsabilidade da Petrobras no relacionamento com as empresas fornecedoras. “Não se pode confundir a irregularidade cometida por um funcionário com a atuação de toda uma empresa“, disse. Ele lembrou que a investigação continua e, em caso de confirmação de responsabilidades corporativas, serão tomadas as medidas necessárias.

8 respostas para “Operação Águas Profundas é tema da CPI”

  1. Quero parabenizar todo o pessoal que contribuiu para o sucesso desta empresa.
    No que diz respeito as notícias busco sempre verificar se procede. É o caso das últimas sobre a Petrobras.

  2. Plácido Figueira disse:

    Acabei de ler no Conversa Afiada algo absurdo do que fazem esta politicagem chamda CPI:

    Conversa Afiada estava certo: tucanos usam empresa americana na CPI da Petrobrás

    O Conversa Afiada tinha feito a denúncia: os tucanos contrataram empresa americana para arranjar munição com que venderiam o pré-sal e Petrobrax.

    Clique aqui para ler :
    Empresa americana vai assessorar tucanos na CPI da Petrobrás. Como é que é?

    Tucanos desmentem mas não desmentem notícia sobre consultoria americana

    O tucano Alvaro Dias se estrebuchou, ele que é o pai da CPI.

    Pois, agora, amigo navegante, veja o que o Azenha publicou:

    Marco Aurelio
    Enviado em 08/10/2009 às 11:50

    Intratec, de Houston, seria fonte de dossiê contra Petrobras
    Atualizado em 08 de outubro de 2009 às 10:50 | Publicado em 08 de outubro de 2009 às 10:48
    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/intratec-de-houston-seria-fonte-de-dossie-contra-petrobras/
    Vamos encaminhar aos senadores tucanos abaixo citados essa denúncia de um leitor:
    DOSSIÊ TUCANO FOI ELABORADO POR EMPRESA DE HOUSTON, TEXAS
    Após a sessão de terça-feira passada da CPI da Petrobras, os senadores do PSDB, Álvaro Dias e Sérgio Guerra, passaram para quatro jornalistas um dossiê sobre a Petrobras. Uma das redações visadas foi a do Valor.

    Segundo eles, o “relatório” teria sido elaborado pela assessoria técnica do PSDB. Mas isso não é verdade. O dossiê foi feito pela empresa INTRATEC, com sede em Houston e filiais na Argentina, México e Brasil.

    Além dos tucanos, a INTRATEC presta serviços de consultoria para grandes multinacionais petroleiras, interessadíssimas em desmoralizar a Petrobras, de olho no filão de exploração do pré-sal. Consta que estariam recebendo 700 mil reais por esse serviço.

    Há pouco tempo a imprensa que resiste ao PIG divulgou que os tucanos estavam contratando assessoria de uma empresa de Houston, fato negado por eles. Pois aí está a tal empresa que a turma da Petrobrax tenta esconder.

    No site http://www.intratec.us pode-se encontrar mais informações sobre ela. Considerando tudo isso, esse dossiê é, no mínimo, suspeitíssimo.

  3. Sergio Monteiro disse:

    Havia algum senador da oposição prsente ? Se positivo, o que eles disseram ?
    Houve algum comentário sobre a IESA ?

    Por que as sessões da CPI não são
    transmitidas pela TV Senado? E por que são marcadas para horarios em
    que há a transmissào da plenária ?

    • Fatos e Dados Petrobras disse:

      Caro Sergio
      A Sessão foi transmitida ao vivo pela TV Senado WEB, canal 2, reproduzida aqui neste blog.

  4. Assis Pereira disse:

    Poderemos tirar os seguintes ensinamentos do que foi tratado na sessão da CPI da Petrobras do dia 6 de Outubro, que tratou basicamente da ação Polícia Federal na operação denominada “Águas Profundas”:

    Que as pequenas e grandes corporações, seja da atividade pública ou privada estarão sempre expostas a ação de pessoas ou grupos oportunistas e inescrupulosos, por mais que invistam nas áreas de segurança patrimonial e de inteligência, como as existentes hoje na Petrobras.
    Em relação a Petrobras, o grau de exposição estará diretamente relacionada a implementação urgentes de melhorias nos processos de auditorias internas, voltados aos aspectos quantitativos e seletivo de atuação, se observado uma visão mais acurada aos procedimentos que envolvam maior exposição a ação dos oportunistas de plantão a exemplo dos processos de contratação de bens e serviços em condições criticas e estratégicas de fornecimento que ocorrem nas maiorias dos empreendimentos no seguimento de Engenharia e Produção na área Offshore.
    A necessidade urgente de seleção, formação, treinamento e capacitação de mais recursos para esses seguimentos, visando a renovação e ampliação de sua mão de obra especializa própria do seu quadro funcional para colocação em pratica das melhorias nos processos de auditoria interna nos processos que envolvam maior exposição a ação criminosa.
    A estatal deveria furtar-se da utilização de mão de obra terceirizada na execução dessas tarefas de cunho estratégicos em seus diversos empreendimentos, observando ainda que esse tipo de demanda será amplificada no pré-sal, requerendo a adequação urgente de seu contingente de trabalho, através de novos processos seletivos públicos, bem como aproveitamento dos já aprovados e classificados nos concursos anteriores, para assim treiná-los adequadamente, tanto para as atividades de contratação de bens e serviços como para aquelas inseridas no rol de suas atividades fins, conforme bem colocou seu gerente executivo.

  5. Elton disse:

    A tentativa de requentar o caso dessa operação da polícia federal, alimentada por auditoria interna da própria Petrobras não deu em mais nada, como era de se esperar. Nem mesmo a tentativa de condenar a permanência do estaleiro Mauá e outra empresa envolvida entre os convidados para licitações teve muito apelo. O senador Delcídio foi claro: não dá para imputar ás empresas culpa que ainda pode ser só do(s) envolvido(s), pois o inquérito do MP não foi concluído.

    • Marwel disse:

      Descordo de você.
      As empresas envolvidas tem culpa sim. Pois o dinheiro foi pago a elas. Isso é fato.

      • Elton disse:

        O caso está resolvido. Como é que os promotores não pensaram nisso? O Ministério Público e o Poder Judiciário serão substituídos, no Brasil, pela corte Marweliana.

Deixe seu comentário

Prezado leitor,

Lembramos que não serão aceitos comentários que tenham conteúdo ou termos ofensivos, nem que sejam desassociados do tema do post. Dúvidas sobre temas diversos devem ser encaminhadas ao Fale Conosco do site.

 caracteres restantes