Senado debate marco regulatório com diretor Estrella

6 de outubro de 2009 / 09:58 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, detalhou, nesta segunda-feira (5/10), a proposta de novo modelo regulatório para o pré-sal. A explanação do diretor ocorreu em audiência sobre o regime de partilha de produção na Comissão de Serviços de Infraestutura do Senado Federal. Continuando o debate sobre o tema, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, participa nesta terça-feira (6/10) de audiência pública da Comissão especial sobre a exploração e a produção do pré-sal da Câmara de Deputados.

Estrella defendeu no Senado a operação única do pré-sal pela Petrobras, como está proposto em projeto de lei apresentado ao Congresso, e ressaltou que a produção na região seguirá o ritmo da indústria nacional. “É uma grande oportunidade para a indústria nacional crescer”, disse, ressaltando que a quantidade de máquinas e equipamentos encomendados para a indústria petrolífera com o pré-sal é enorme, inédita na história do país. Entre as encomendas previstas pelo diretor estão 500 árvores de natal molhadas (equipamentos usados para produção no mar), 8 mil equipamentos submarinos para bombeio e 700 cabeças de poço.

Leia a reportagem publicada na Agência Brasil

O diretor falou também da importância que o petróleo terá nas próximas décadas, até 2030. Ao mostrar dados da Agência Internacional de Energia, lembrou que o consumo mundial de energia deve aumentar 45% nas próximas décadas, sendo que o petróleo continuará sendo fundamental nos próximos 25 anos, mesmo com o crescimento de fontes alternativas de energia. A previsão de consumo, lembrou o diretor, poderá chegar a 110 milhões de barris por dia. “Será preciso, até 2030, descobrir campos que possam produzir de 60 a 70 milhões de barris/ dia, para atender a demanda global”, enumerou ele, relacionando os dados à importância da descoberta do pré-sal.

Em resposta ao senador Francisco Dornelles, que perguntou sobre a capacidade de a Petrobras ser operadora única, Estrella lembrou que as empresas de petróleo costumam trabalhar juntas seguindo as melhores práticas da indústria.

Por fim, Estrella lembrou que o regime de partilha é mais eficaz sob o ponto-de-vista estratégico: “O petróleo certamente nos próximos 20, 30, 40 anos será muito importante para o mundo. O regime de partilha vai trazer uma posição confortável para gerenciar melhor a questão de energia”.

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