Entrevista da diretoria: 56 anos da Petrobras, licitação de sondas e biocombustíveis

7 de outubro de 2009 / 19:41 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente José Sergio Gabrielli de Azevedo e a diretoria da Petrobras e de suas subsidiárias falaram hoje (7/10) sobre o aniversário de 56 anos da Petrobras, em entrevista coletiva na sede da empresa, no Rio de Janeiro. O presidente abriu o evento enumerando os principais desafios vencidos pela Petrobras e os planos para o futuro.

“Somos a única grande empresa do mundo que tem a maior parte da produção voltada para o consumo das nossas próprias refinarias, que vendem principalmente para o mercado doméstico. Essa característica é única do mundo”, ressaltou o presidente, destacando o papel da empresa a partir de agora, principalmente na cadeia de fornecedores. “A Petrobras não somente será provedora de derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Será também responsável pela estruturação da cadeia de fornecedores para petróleo, refinarias, petroquímica e bicocombustíveis”, pontuou, fazendo referência às encomendas e planos da companhia para os próximos anos.

Ao comemorar 56 anos, a Petrobras faz um balanço da trajetória que permitiu descobrir e ser a primeira a produzir no pré-sal brasileiro

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Licitação para 28 sondas sai na próxima semana

O diretor de Serviços, Renato Duque, anunciou que a licitação para construção de 28 sondas ocorrerá na próxima semana. A concorrência será dividida em três pacotes e as unidades estão previstas para entrarem em operação entre 2013 e 2017.

“O primeiro (pacote) será de sete navios-sonda com capacidade para perfurar lâmina d’água de três mil metros. São equipamentos tradicionais e top em termos de posicionamento dinâmico”, detalhou. “Sete unidades é o número que permite a criação de um novo estaleiro no Brasil. Isso não quer dizer que vai ter um novo estaleiro, mas é bem possível, por causa da escala”, complementou.

O segundo pacote, explicou Duque, com duas unidades, poderá ser dois tipos de navios-sonda, semisubmersível ou monocoluna. “Cada uma dessas unidades será contratada com um estaleiro porque pretendemos que ambas sejam entregues em 40 meses”, afirmou. O terceiro pacote, de afretamento, seguirá os mesmos moldes do que já é praticado pela Petrobras, com uma exceção: as unidades deverão ser construídas no Brasil. “A única limitação é que cada operador poderá ofertar no máximo 4 unidades. Podemos contratar, no máximo, 19 unidades, de forma a totalizar 28. Nos dois últimos lotes, serão permitidos qualquer tipo de inovação tecnológica”, complementou o diretor.

Biocombustíveis

O planejamento da Petrobras para a área de biocombustíveis foi um dos pontos abordados pelos jornalistas. “Temos um plano de negócios de mais de US$ 2 bilhões de investimentos em biodiesel e etanol até 2013. Temos metas volumétricas de participação de 25% no mercado de biodiesel e 15% no de etanol. Nossa expectativa é nos tornarmos produtores de etanol ainda este ano. Sempre seguindo três critérios: realizar bons negócios, rigor ambiental e rigor social”, explicou o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto.

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