12 de outubro de 2009 / 17:09
Carta enviada a O Globo – 12/10/09
A matéria “Governo cede áreas protegidas”, publicada em O Globo (12/10), afirma incorretamente que “a Reserva Extrativista (Resex) Marinha da Baía de Iguape vai perder 621 hectares para que a Petrobras mantenha um estaleiro que tinha metade do empreendimento irregularmente dentro da área”. A Companhia esclarece que está presente na área desde 1977, anteriormente à criação da reserva, em agosto de 2000.
Carta ao Jornal do Brasil – 12/10/09
Em relação à matéria “Vilãs brasileiras do aquecimento global”, publicada no Jornal do Brasil (12/10), a Petrobras esclarece que realiza o inventário de suas emissões desde 2002, à frente de grande parte das empresas que agora participam do Programa Brasileiro GHG Protocol, coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Trata-se de uma medida voluntária, assim como é voluntária a meta traçada pela Companhia de evitar para os anos de 2009 e 2103, a emissão de 2,3 e 4,5 milhões de toneladas de CO2 (e gases equivalente), respectivamente.
É importante destacar que as emissões da Petrobras devem ser comparadas com as de companhias do segmento de petróleo e não apenas com empresas de outros setores, como financeiro, comercial e de cosméticos. Mesmo entendendo que a natureza de sua atividade colocaria a Petrobras em uma posição acima das demais empresas no ranking de emissões, a Companhia decidiu participar do GHG Protocol, assim como também participa de importantes fóruns de discussão sobre o assunto, nas esferas nacional e internacional. A Petrobras tem uma visão clara sobre as implicações de sua atividade e mantém seu compromisso com a transparência, com a definição de metas e a realização de ações que evitarão emissões.
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/ 12:15
Sob o título “Brazil’s political football”, o jornal londrino The Sunday Times trouxe na edição deste domingo (11/10) matéria com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e seus desafios à frente da Companhia.
De acordo com a matéria do The Sunday Times, “em poucos anos, a Petrobras passou de companhia nacional, respeitada na comunidade do petróleo, mas pouco conhecida no resto do mundo, a um colosso“. “A Petrobras é diferente das companhias nacionais de petróleo do Oriente Médio, tais como a Saudi Aramco. O Estado mantém o controle com uma pequena maioria do capital votante, mas a Petrobras está cotada em Nova York e os investidores estrangeiros têm um grande interesse. O programa de ADR representa 30 por cento da empresa, de acordo com Gabrielli.“
Segundo o jornal inglês, mais importante, e diferentemente dos países árabes produtores de petróleo, o Brasil fez a sua descoberta gigante apenas em 2007, em perfuração na Bacia de Santos, ao largo do Estado do Rio. Em profundidades de água de dois quilômetros e mais cinco quilômetros abaixo do leito marinho, o jornal destaca que a Petrobras e a BG Group, o seu parceiro britânico, descobriu Tupi, um campo petrolífero que pode produzir entre cinco e oito bilhões de barris. O reservatório encontra-se sob uma espessa camada de sal, uma barreira geológica que deixa perplexos os exploradores de petróleo devido à dificuldade em decifrar imagens sísmicas através do sal. Mas, ao largo da costa do Brasil, os geólogos estão certos de que a crosta salgada está escondendo um recurso verdadeiramente grande em hidrocarbonetos que podem ser de escala similar ao Golfo do México.
Ainda segundo o The Sunday Times, isso não significa apenas “virar o jogo” para a Petrobras, mas para o Brasil, que agora está firmemente estabelecido no mapa como um sério exportador de petróleo do futuro. A Wood Mackenzie, consultoria de Edimburgo, acredita que o Brasil vai se tornar um grande exportador de petróleo até 2015 e Gabrielli já está mapeando a logística financeira e física de um ataque brasileiro ao mercado de energia do mundo.
Leia a matéria do Sunday Times traduzida.
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