Presidente da Petrobras participa de Sabatina da Folha

14 de outubro de 2009 / 11:39 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, participou da Sabatina da Folha na manhã desta terça-feira (13/10), em São Paulo. Durante duas horas, Gabrielli respondeu aos questionamentos dos quatro entrevistadores do jornal Folha de S. Paulo – Sérgio Malbergier, editor do caderno Dinheiro, Vinicius Torres Freire e Maria Cristina Frias, colunistas da Folha, e Valdo Cruz, repórter especial. A plateia também participou enviando questões por escrito ao longo do debate.

Veja a repercussão na imprensa:

Gabrielli fala em oposição ‘atordoada’ e defende Petrobras como operador único Folha de S. Paulo
Oposição está atordoada, diz presidente da Petrobras Estado de São Paulo
Petróleo a US$ 65 garante investimentos, diz Gabrielli O Globo on line
Petróleo a US$ 65 garante investimentos, diz Gabrielli (só para assinantes) Valor on line

Veja íntegra da sabatina.

Confira os principais pontos debatidos na Sabatina.

- Petrobras como operadora única do pré-sal: o projeto do novo modelo regulatório prevê que a Petrobras será a operadora única dos blocos do pré-sal a serem licitados e terá assegurada participação mínima de 30% nestas áreas. Gabrielli ressaltou que, entre as funções do operador estão contratar fornecedores, desenhar a estrutura dos poços, contratar navios e sondas, e que todas as decisões sobre as áreas exploradas deverão envolver obrigatoriamente os demais parceiros do consórcio que o operador representa. Para ele, “o grande ganho para a Petrobras será o conhecimento tecnológico adquirido e que ficará retido no país”, disse.

Além disso, Gabrielli ressaltou que, em termos de infraestrutura – como a que será necessária para a Bacia de Santos – o fato de haver um único operador contribui para o barateamento dos custos envolvidos.

Questionado sobre a capacidade da Companhia em atuar em diversos campos ao mesmo tempo por ser operadora única, o presidente da Petrobras lembrou que é uma política da empresa “diversificar nosso portfólio para minimizar os riscos de exploração”. Ele ponderou ainda que a adoção da política de conteúdo nacional para a exploração e produção deve seguir um ritmo adequado, “pois se a produção for muito acelerada, a cadeia de suprimentos pode não alcançar o ritmo da demanda”, disse Gabrielli.

- Financiamento da exploração do pré-sal: O presidente da Petrobras acredita que, “se o barril de petróleo ficar em torno de US$ 65, a Companhia estará plenamente financiada até 2013. Caso o barril fique em US$ 45, estaremos financiados por, pelo menos, mais 2 anos”.

- Capitalização da Petrobras: Após a aprovação do novo marco regulatório pelo Congresso Nacional, a Companhia deverá realizar uma assembléia geral de acionistas para aprovar a capitalização e exercício de direito de preferência dos acionistas. Segundo Gabrielli, o aumento de capital manterá a proporção atual de ações e os recursos oriundos da capitalização serão usados no pagamento da cessão onerosa e no financiamento dos investimentos do plano de negócios da Petrobras.

- Aprovação do modelo regulatório: Ao ser questionado sobre uma possível pressa do governo para aprovar o novo modelo, Gabrielli comparou a exploração de petróleo a uma gestação. “É um processo longo, uma gravidez de 7, 8 anos e que precisa de um planejamento de longo prazo. Se o novo modelo for aprovado no primeiro semestre de 2010, isso não significa que no segundo semestre já haverá poços produzindo”, disse. Gabrielli ressaltou ainda que há, pelo menos, sete diferentes comissões no Congresso brasileiro discutindo as propostas do governo para o pré-sal, o que reforça a mobilização em torno de um tema dessa relevância.

- Petro-sal: sobre a criação de uma nova estatal, o presidente da Petrobras explicou que o modelo proposto pelo governo prevê que a empresa terá a função de controlar os custos da operação, fiscalizar a operadora e demais empresas dos consórcios. E para isso deverá se valer de um corpo técnico altamente qualificado, que conheça profundamente o setor de petróleo e gás.

- Repercussão do novo modelo regulatório no exterior: Gabrielli afirmou que tem realizado uma série de road shows em países como Estados Unidos, Japão e Inglaterra, e que fornecedores, acionistas e empresas do setor estão muito entusiasmados com as descobertas e perspectivas do pré-sal. “Muitas empresas internacionais têm demonstrado o interesse de se instalar no país e atuar como parceiros da Companhia e de nossos fornecedores. A credibilidade da Companhia e confiança na estabilidade do país são atestadas pelo desempenho das ações nas bolsas de valores e seu descolamento do preço do barril de petróleo”, acredita ele.

- Fornecimento de diesel S-50: Gabrielli ressaltou que desde 1º de janeiro de 2009 a Petrobras tem disponibilizado o diesel S-50 e contestou a informação de que a poluição do ar, em São Paulo, é causada pelo enxofre presente no diesel emitido na atmosfera. Segundo ele, “as medições realizadas pela Cetesb apontam que os índices de particulado – que têm relação com o teor de enxofre do diesel – estão dentro dos padrões aceitáveis. A poluição do ar também deve ser combatida com o controle da idade e tamanho da frota de veículos, programas de inspeção veicular, entre outras medidas”, ponderou ele.

- Emissão de CO2: Gabrielli lembrou que gás carbônico produzido nos futuros campos do pré-sal será reinjetado nos próprios reservatórios para aumentar o fator de recuperação. Gabrielli afirmou ainda que o processo de refino tem sofrido avanços que minimizam a questão das emissões.

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