A Petrobras está preparada para o pré-sal?

19 de outubro de 2009 / 15:04 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A edição da Folha de S.Paulo desta segunda-feira (19/10) traz três matérias  sobre os desafios tecnológicos para a exploração do pré-sal: “Tecnologia corre para reduzir custo de produzir no pré-sal ”; “Corrosão, pressão e temperatura são obstáculos“ e ”Empresas buscam se unir à Petrobras“. Segundo o jornal, “adaptar a tecnologia existente para produzir mais petróleo no pré-sal, a um custo menor e com segurança, é uma das maiores empreitadas que a Petrobras enfrentará nos próximos cinco anos”. Para especialistas, a tecnologia atual já permite produzir do pré-sal. “O que estamos fazendo é evoluir, testar novos materiais e formatos, para adaptá-la às novas condições”, diz Segen Estefen, coordenador do laboratório de tecnologia submarina da Coppe/UFRJ.

Na Bacia de Campos, a Petrobras já produz óleo do pré-sal no campo de Jubarte, há um ano. Mas as reservas mais promissoras - e mais difíceis de extrair óleo - estão na bacia de Santos. Só em 3 das 10 áreas pesquisadas nessa bacia - Tupi, Iara e Guará -, estimativas apontam para até 13 bilhões de barris. Nas palavras do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, isso significa “óleo possível de extrair com as técnicas de hoje”, de forma a dar lucro. Na prática, o número dobra as reservas que a Petrobras havia levado 56 anos para acumular.

No hotsite criado pela Petrobras, há mais informações sobre os desafios do pré-sal . No site,  a Companhia afirma que está direcionando grande parte de seus esforços para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico que garantirão, nos próximos anos, a produção dessa nova fronteira exploratória. Um exemplo é o Programa Tecnológico para o Desenvolvimento da Produção dos Reservatórios Pré-sal (Prosal), a exemplo dos bem-sucedidos programas desenvolvidos pelo seu Centro de Pesquisas (Cenpes), como o Procap, que viabilizou a produção em águas profundas. Além de desenvolver tecnologia própria, a empresa trabalha em sintonia com uma rede de universidades que contribuem para a formação de um sólido portfólio tecnológico nacional. Em dezembro o Cenpes já havia concluído a modelagem integrada em 3D das Bacias de Santos, Espírito Santo e Campos, que será fundamental na exploração das novas descobertas.

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