Diretor Barbassa: aumento de capital da Petrobras será o maior na história

20 de outubro de 2009 / 16:34 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, detalhou, em audiência pública no Senado na manhã desta terça-feira (20/10), como será o processo de capitalização da Petrobras. O dirigente lembrou que o processo de aumento de capital da empresa deve ser o maior da história mundial. Quase 20 senadores acompanharam a audiência.

“Pra fazer uma emissão dessas, que provavelmente será a maior do mundo, estamos nos preparando”, afirmou o diretor, lembrando que a crise financeira aumentou a aversão a riscos. “Felizmente, o Brasil tem sido visto como um bom lugar para investir. O aumento de capital da companhia vai trazer mais dinheiro para o caixa e elevar a liquidez dos papéis da Petrobras, já que teremos mais ações no mercado. Essa emissão vai trazer o Brasil ainda mais para o centro do palco, atraindo capital para o País”, opinou Barbassa.

O diretor destacou ainda que a Petrobras é considerada a Companhia mais transparente do setor no mundo e vai seguir seus preceitos de governança na operação de aumento de capital.

Barbassa ressaltou ainda a importância da mudança para o regime de partilha, principalmente em virtude das projeções do mercado para as próximas décadas. O diretor lembrou que a produção de petróleo no mundo tende a declinar, simultaneamente ao crescimento da demanda, mesmo levando-se em consideração o aumento do uso de fontes alternativas de energia. Com isso, o preço do petróleo tende a subir. “Em 2030, há potencial de declínio de 75 milhões de barris por dia. O preço, portanto, tende a ser crescente e, com a partilha, o Estado se apropria desse aumento de preço. Com a concessão, esse aumento do lucro fica com as concessionárias”, comparou.

O diretor lembrou ainda que a atual produção do País e a autossuficiência em petróleo alcançada pela Petrobras são frutos de descobertas anteriores a 1997, quando vigorava no País o regime de monopólio. Ele lembrou que o maior campo produtor de petróleo atualmente é o de Marlim, descoberto em 1985, seguido por Marlim Sul, de 1987. Em seguida, citou outros campos descobertos na época, tais como Barracuda, Jubarte e Roncador, que hoje reforçam a produção brasileira. “O que está sendo produzido agora é fruto do período de monopólio da Petrobras. O Brasil é autossuficiente hoje pelas suas realizações nessa época. A concessão não contribuiu em nada para a produção atual. O fruto da concessão virá a partir de 2015, 2020”, avaliou o diretor, lembrando ainda que a Petrobras é a empresa que mais adquire áreas novas da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Barbassa destacou também as vantagens para o Brasil ter a Petrobras como operadora no pré-sal. “A Petrobras será a empresa que mais conhecerá o pré-sal. Vale lembrar que do outro lado do Atlântico também tem pré-sal e isso abre para o Brasil uma grande oportunidade, não só para exploração e produção, mas também para exportação de bens e serviços. É uma oportunidade inigualável”, ressaltou.

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