Debate sobre pré-sal em Curitiba: o Brasil no caminho certo

22 de outubro de 2009 / 20:53 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Para o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, a escolha da Petrobras como operadora única de todos os campos do pré-sal deve-se ao fato de a empresa “ser a maior operadora de águas profundas no mundo, a maior conhecedora do subsolo brasileiro e da área do pré-sal e detentora de tecnologia de ponta.” Além disso, ressaltou que a Companhia vai garantir que o conhecimento acumulado com a área permaneça no país.

A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira (22/10), em Curitiba (PR), durante o seminário “Pré-sal – o Brasil no caminho certo”. Gabrielli apresentou os três regimes propostos pelo novo marco regulatório para a exploração de petróleo no Brasil: concessão, partilha e cessão onerosa.

Ao falar sobre o período de criação da Petrobras, em 1953, lembrou que no início a Companhia tinha produção muito reduzida, de pouco mais de 2 mil barris de petróleo por dia. “A empresa foi criada justamente para encontrar petróleo e nesses 56 anos evoluiu, mantendo o forte comprometimento da força de trabalho com o país”, destacou. Gabrielli também ressaltou que, diferentemente de outras petrolíferas mundiais, a Petrobras possui produção, refino e mercado consumidor muito próximos. “O que faz com que 85% de nossa receita venha do próprio país e nos vincule muito à economia brasileira”, disse.

Ouça trecho da fala do presidente Gabrielli no debate em Curitiba:

 

Segundo o presidente da empresa, entre os anos de 1998 e 2002, com o fim do monopólio do petróleo, as áreas adquiridas pela Petrobras nos leilões da ANP declinaram sensivelmente. Já em 2003, a Companhia passou a fortalecer sua área de Exploração & Produção, adotou o conceito de empresa integrada e adquiriu na época 96% das áreas leiloadas, nas quais o risco exploratório era muito grande. “Dos 47 poços perfurados recentemente pela Companhia, encontramos petróleo em 41. Na área específica do pré-sal na Bacia de Santos, dos 13 poços perfurados, obtivemos 100% de sucesso. Isso demonstra que o risco exploratório no pré-sal é quase nulo, o que justifica a mudança na legislação em vigor”, ponderou.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que com as descobertas dos campos de Tupi, Iara, Guará e Parque das Baleias, o país, que possuía 14 bilhões de barris de reservas provadas, passará a ter outros 16 bilhões de barris. “O que significa uma segurança de abastecimento por pelo menos 50 anos somente com estas áreas já descobertas”, disse. Para Lobão, “é fundamental que o governo possa gerir os recursos do pré-sal por meio da criação do Fundo Social e que esta riqueza seja transformada em benefícios para o povo brasileiro”. Pela proposta enviada ao Congresso Nacional, o Fundo deverá ser utilizado para investimentos em infraestrutura, nas áreas social, cultural e de educação e no combate à pobreza.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo lembrou que, com o pré-sal, o país tem a oportunidade de discutir um projeto de desenvolvimento nacional. “O governo passará a ter a capacidade de administrar o ritmo da produção dessas novas áreas”, disse, destacando que o crescimento será mais igualitário. O governador do Paraná, Roberto Requião, defendeu que o petróleo proveniente do pré-sal deve ser investido no país todo. “O petróleo é hoje uma questão de soberania nacional”, afirmou.

Também estiveram presentes ao seminário o vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti, o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, o presidente da FUP, João Antonio de Moraes, além de deputados, secretários, vereadores e demais autoridades.

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