Gabrielli fala sobre plano de investimentos da Petrobras

22 de outubro de 2009 / 14:20 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, apresentou palestra sobre o pré-sal nesta quarta-feira (21/10) no Salão Nobre do Clube Militar, no Centro do Rio de Janeiro. O executivo destacou os planos de crescimento da Petrobras e o papel estratégico da Companhia no desenvolvimento da indústria brasileira.

“Nossa demanda está levando a capacidade mundial (da indústria) ao limite. Nosso plano de investimentos – que é o maior do mundo – é um programa estratégico fundamental que viabiliza o crescimento da Petrobras, da cadeia de fornecedores e do País. Isso no futuro será maior ainda”, dimensionou o presidente.

Veja aqui a apresentação do presidente Gabrielli no Clube Militar

Capacidade de refino deve dobrar até 2020

“A Petrobras é a única que processa, extrai e transforma os derivados próximo da área produtora e entrega ao mercado brasileiro. A fortaleza da Petrobras é a capacidade de integração e vinculação entre o seu destino e o destino do Brasil”, afirmou o presidente no início da apresentação. “Vamos construir cinco novas refinarias até 2020. Vamos praticamente dobrar a capacidade de refino no Brasil”, adiantou.

Ainda em relação à indústria, Gabrielli anunciou que prevê a contratação de 156 embarcações de 2009 a 2013. “Como temos enorme programa exploratório, precisamos de sondas. Estamos contratando agora 28 sondas novas. Lançamos na sexta-feira passada um edital para sete sondas a serem compradas pela Petrobras e mais 19 sondas que nós vamos afretar, desde que sejam construídas no Brasil. Essas sondas nunca foram feitas no Brasil, e nós queremos que sejam feitas no País”, destacou o presidente.

Investimentos em treinamento e tecnologia

O presidente destacou ainda a necessidade de recursos humanos que a indústria de óleo e gás demandará, ressaltando o papel do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) nesse sentido. “Primeiro fazemos um diagnóstico do que precisamos e depois vemos a capacidade da indústria de nos atender. Trabalhamos para diminuir as lacunas, para que a indústria nacional se desenvolva, e de forma a atingir competitividade internacional. Um dos elementos-chave que nós temos é treinamento de mão de obra. Já identificamos a necessidade de 247 mil pessoas que precisam ser treinadas até 2013 para atender ao nosso programa, em toda a nossa cadeia”, avaliou o presidente.

Gabrielli também mostrou a importância do investimento em tecnologia: “É fundamental que nossa área trabalhe na fronteira tecnológica. Nesta fronteira mundial, trabalhamos com o nosso Centro de Pesquisas, mas criamos 38 redes temáticas envolvendo mais 70 instituições de pesquisa no Brasil inteiro, com cerca de 422 convênios para pesquisas. Mais do que dar condições para os pesquisadores, estamos montando laboratórios de primeiro mundo nas universidades”.

Rede de gasodutos será integrada do Ceará ao Rio Grande do Sul

O presidente mostrou aos militares dados sobre a produção de gás. “Tínhamos uma produção de gás pequena, mas hoje atendemos cerca de metade do consumo brasileiro (40 a 45 milhões de metros cúbicos por dia). Vamos aumentar a oferta brasileira para 70 milhões de metros cúbicos e ter a capacidade de adaptar a oferta de gás ao sistema hidrelétrico. Teremos uma rede de gasodutos inteiramente integrada, do Ceará ao Rio Grande do Sul”, afirmou Gabrielli, lembrando que os investimentos da Companhia alcançaram US$ 100 milhões por dia ou mais de R$ 2 mil por segundo nos últimos seis meses, mesmo em meio à crise mundial.

Risco exploratório do pré-sal é mínimo

O presidente destacou as características das descobertas no pré-sal. “O risco exploratório é mínimo, muito menor que em qualquer outra área do mundo conhecida. Só pra dar uma dimensão, nós acumulamos aproximadamente 14 bilhões de barris de reservas. Com Tupi, Iara, Guará, e Parque das Baleias, devemos dobrar nossas reservas”, comemorou Gabrielli.

Por fim, o presidente comentou a mudança do marco regulatório proposta pelo governo e que tramita no Congresso Nacional. “O governo foi alertado pela Petrobras de que estávamos frente a um novo horizonte exploratório que mudaria completamente o risco de exploração. Hoje o risco é baixo, temos capacidade financeira e temos tecnologia. O governo fez uma proposta de mudar o marco regulatório respeitando os contratos já firmados”

Veja também “Grandes empresas defendem conteúdo nacional, diz Gabrielli ” e “IOF não deve afetar cotações de papéis da Petrobras, diz Gabrielli“, do jornal O Globo; “Fornecedores da Petrobrás terão US$ 11,5 bi “, do Estadão; “Gabrielli diz que IOF não vai atrapalhar papéis da Petrobras na Bolsa ” e “Grandes empresas devem privilegiar investimentos no Brasil, diz Gabrielli “, daFolha; “Petrobras vai desenvolver país e fortalecer fornecedores “, do Monitor Mercantil; “Grandes empresas defendem conteúdo nacional, diz Gabrielli ” e “IOF não deve afetar cotações de papéis da Petrobras, diz Gabrielli “, do Valor Online.

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