Tocha da produção e segurança

24 de outubro de 2009 / 19:04 Esclarecimentos Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Plataforma de Enchova - Bacia de CamposAlgumas notícias vêm sendo publicadas pela imprensa sobre a queima de gás natural pela Petrobras. Mas é importante esclarecer que esse é um procedimento inerente à produção de petróleo. Essa queima ocorre por razões de segurança ou de necessidade operacional. Não existe produção de petróleo sem queima de gás. Por esse motivo, as plataformas de petróleo mantêm permanentemente acesa uma chama-piloto no “flare”.

Leia também o post “Gás associado: carta ao Brasil Econômico” de 21/10.

Uma queima maior pode ocorrer na fase inicial de produção, quando os sistemas de compressão e escoamento do gás associado ao petróleo ainda não foram totalmente instalados, ou quando esses sistemas estão sendo testados e, portanto, não aproveitam totalmente o gás produzido. Foi o que ocorreu no primeiro semestre deste ano, com o início de operação de três novas plataformas: P-51, P-53 e FPSO Cidade de Niterói. Além disso, foram efetuadas paradas para manutenção, renovação de certificação de segurança e realização de testes em plataformas, previamente informadas aos órgãos competentes.

Quanto maior a produção de petróleo de uma empresa, maior será a sua produção de gás associado. Mesmo assim, a Petrobras tem conseguido diminuir a proporção da queima de gás em relação à sua produção. Entre 1999 e 2008, a produção total de petróleo da empresa cresceu 64% em barris de óleo equivalente por dia (boepd). Enquanto isso, o volume de gás queimado reduziu-se de 2,9% da produção, em 1999, para 1,7% em 2008. Considerando que nesse mesmo período a produção de petróleo passou de aproximadamente 1,3 milhão para 2,15 milhões de barris por dia, a redução da queima é altamente significativa.

Essa redução é resultado de investimentos que a empresa vem promovendo desde 2001 em programas de aproveitamento do gás produzido, que totalizaram cerca de US$ 400 milhões. Esses investimentos demonstram a preocupação da Petrobras com o meio ambiente e revelam o quanto a Companhia considera o gás natural um produto estratégico para os seus negócios, cada vez mais valorizado no mercado doméstico e internacional.

A Petrobras continua estudando várias linhas tecnológicas para elevar o aproveitamento de gás, por meio de seu Centro de Pesquisas (Cenpes). Também a área de Exploração e Produção da Companhia está investindo em novas soluções para reduzir ainda mais a queima do gás associado produzido por suas plataformas. Esse é um objetivo permanente da empresa, que tem o maior interesse em aproveitar ao máximo o gás associado. A meta do Plano de Negócios é aproveitar 92% do gás produzido até o final de 2010.

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