Aproveitamento de gás: carta ao Lauro Jardim

26 de outubro de 2009 / 14:22 Esclarecimentos Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Prezado Lauro Jardim,

Sobre sua nota “Queimando dólares e desperdiçando gás ”, a Petrobras esclarece que entre 1999 e 2008, periodo no qual a produção de petróleo e gás da Companhia cresceu mais de 60% – de aproximadamente 1,3 milhão para 2,15 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boepd) – o volume de gás queimado, em boepd, reduziu-se de 2,9% para 1,7%. Ou seja, a empresa diminuiu a queima de gás enquanto aumentava a produção de petróleo, o que representa um importante aumento do aproveitamento do gás. O volume de gás queimado hoje é da ordem de 6 milhões de metros cúbicos por dia e está dentro dos padrões aceitos internacionalmente.

A queima observada no primeiro semestre de 2009 foi consequência do início de operação de três novas plataformas: P-51, P-53 e FPSO Cidade de Niterói. Durante o período de testes as plataformas queimam gás até que os sistemas de escoamento se estabilizem. Também foram efetuadas paradas para manutenção, renovação de certificação de segurança e realização de testes em plataformas, previamente informadas aos órgãos competentes. A empresa vem promovendo desde 2001 investimentos em programas de aproveitamento do gás produzido, que totalizaram até agora cerca de US$ 400 milhões.

Esses investimentos demonstram a preocupação da Petrobras com o meio ambiente e, também, o quanto a empresa considera o gás natural um produto estratégico para os seus negócios, cada vez mais valorizado no mercado doméstico e internacional. Especificamente sobre o gás associado produzido por suas plataformas, sua redução é um objetivo permanente da empresa, que tem o maior interesse em aproveitar ao máximo o gás associado. A meta do Plano de Negócios é aproveitar 92% do gás produzido até o final de 2010. Finalmente, é importante frisar que não existe produção de petróleo sem queima de gás, que ocorre, em primeiro lugar, por questão de segurança.

Leia também o post “Tocha da produção e segurança” de 24/10.

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