Diretor financeiro da Petrobras fala sobre pré-sal em seminário do IBEF

9 de novembro de 2009 / 16:43 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, explicou detalhes da proposta do novo marco regulatório de exploração e produção de petróleo e gás hoje (9/11) no V Fórum IBEF de Óleo e Gás, organizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, no Rio de Janeiro (RJ). Barbassa apresentou números dos investimentos da Companhia frente ao crescimento da produção, especialmente com o cenário do pré-sal.

O executivo destacou os esforços da Companhia para atingir a meta de produzir 5,7 milhões de barris por dia em 10 anos, 3 milhões a mais que em 2009. O diretor afirmou também que os investimentos em refino acompanharão o crescimento do mercado doméstico.

A projeção anunciada é de que em 2020 a demanda chegue a cerca de 3 milhões de barris por dia. “Estamos criando novas refinarias, ampliando as que temos e investindo na qualidade do produto que vamos produzir para oferecer ao mercado”, disse.

Pré-sal 

Barbassa mencionou o baixo risco da exploração na camada pré-sal. Dos 31 poços perfurados na região, a Petrobras obteve sucesso em 87% deles. Na Bacia de Santos, onde estão os campos de Tupi e Iara, a taxa de sucesso foi de 100%. A possibilidade, lembra, é de que as reservas brasileiras, que hoje estão na faixa dos 14 bilhões de barris, possam ter entre 25 e 30 bilhões de barris com as descobertas já provadas. “Com o investimento que estamos planejando, os poços so pré-sal que temos hoje em mãos poderão produzir em 2020 1,8 milhão de barris. Essa é a projeção com um investimento hoje projetado de cerca de US$ 111 bilhões pela Petrobras”, apontou.

O executivo falou sobre o modelo de partilha de produção e a cessão onerosa propostos pelo Governo. Se for aprovado pelo Congresso, a Petrobras deverá ser operadora em 100% das áreas do pré-sal e as consideradas estratégicas, e terá um mínimo de 30% de participação em todos os campos dessas áreas. “A Petrobras poderá competir para ampliar a participação”, lembrou. A empresa que oferecer a maior parcela do chamado “óleo-lucro” à União vencerá as futuras licitações, de acordo com a proposta.

Já na cessão onerosa, a União transfere à Petrobras o direito de explorar até 5 bilhões de barris, em áreas a serem determinadas após avaliação. O valor dos barris será aferido a partir de laudos técnicos contratados pelas duas partes.

Sobre a capitalização da empresa, Barbassa explicou que a operação abrirá a possibilidade de novos financiamentos e a captação de recursos para novos investimentos, além de permitir o pagamento da cessão onerosa.

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