Presidente Gabrielli fala sobre pré-sal no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro

9 de novembro de 2009 / 23:14 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, apresentou a palestra “O pré-sal e o desenvolvimento social“, na tarde desta segunda-feira (9/11), no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro. Gabrielli expôs um panorama do mercado mundial de petróleo para o futuro.

Segundo o presidente, um dos principais desafios das empresas petrolíferas será suprir o crescimento da demanda de petróleo nos próximos anos. Exemplo disso é a necessidade de adicionar até 2030, à produção atual, algo entre 66 e 85 bilhões de barris de óleo. Para isso a empresa está cumprindo o seu papel, descobrindo novas reservas e realizando a manutenção dos campos já existentes. “Estamos investindo em novas áreas e também aumentando o grau de recuperação dos campos maduros em terra”, lembrou.

Nesse cenário, a área do pré-sal tem um papel muito importante para o crescimento das reservas. Gabrielli reforçou o êxito alcançado pelo Petrobras nas novas descobertas, mostrando a taxa de sucesso da Companhia na região. Algo em torno de 87%. “Somos recordistas na produção offshore do Brasil, com 88% da operação nos campos dessa região e temos elevado grau de sucesso nos poços perfurados no pré-sal”, ressaltou.

Gabrielli falou também sobre a proposta de novo marco regulatório para exploração e produção de petróleo. Nesse sistema, se aprovado pelo Governo, a empresa será obrigatoriamente operadora em 100% das áreas do pré-sal. Além disso, a Petrobras terá o mínimo de 30% de participação em todos os campos da região. Segundo Gabrielli, “a maior parte das operadoras de campos em regiões como o Golfo do México e da Costa Oeste da África têm mais de 30% de participação nos blocos”.

O presidente explicou como funcionará o sistema de cessão onerosa, previsto na proposta, sobre o qual a União transfere à Petrobras o direito de explorar até 5 bilhões de barris, em áreas a serem determinadas. Gabrielli explicou ainda que as áreas já licitadas no modelo atual de concessão não estão incluídas na proposta do novo marco regulatório.

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