Petrobras participa de debate sobre mudanças climáticas

11 de novembro de 2009 / 10:01 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A gerente geral de Desenvolvimento Energético da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Beatriz Espinosa, representou a Companhia em audiência pública da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, hoje (10/11), em Brasília. Espinosa disse que a Petrobras já definiu como diretriz não ventilar o CO2 associado ao gás natural que venha a ser produzido na camada pré-sal. A solução passa pelo sequestro e armazenamento do gás carbônico. “Devemos armazená-lo em aquíferos salinos profundos, campos exauridos ou cavernas de sal”, informou.

A gerente da Petrobras explicou que o tema mudanças climáticas está contemplado no plano estratégico da empresa. As ações e programas desenvolvidos pela empresa deverão evitar a emissão de 2,3 milhões de toneladas de CO2 em 2009 e de 4,5 milhões em 2013. 

Também participaram da audiência representantes dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), Minas e Energia (MME) e Ciência e Tecnologia (MCT). José Botelho Neto, representante do MME, disse que os testes de longa duração nos campos de Tupi e Jubarte apontaram um teor de CO2 que varia entre 8 e 12%, no primeiro, e 0 e 3,5% no segundo, o que mostra que há camadas heterogêneas no pré-sal.

Beatriz Espinosa informou ainda que especialistas da empresa estudam alternativas para armazenamento de CO2 na exploração do pré-sal, entre elas a reinjeção de CO2. A gerente da Petrobras falou de dois programas na área: o Pró-Clima, iniciado em 2007, para sequestro e armazenamento de CO2, e o Pró-CO2, iniciado em 2009, para o desenvolvimento de pesquisas do pré-sal. Beatriz reafirmou o compromisso da empresa com a responsabilidade social e ambiental e com o desenvolvimento sustentável: “A Petrobras acredita que produção e conservação podem avançar de forma equilibrada”.

Espinosa explicou que a Petrobras já realiza, voluntariamente, o inventário de suas emissões. “Temos um inventário de emissões, através do qual monitoramos mais de 27 mil fontes da Companhia, de acordo com critérios internacionais”.

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