Diretor de Exploração e Produção fala sobre pré-sal na FGV

17 de novembro de 2009 / 22:25 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, apresentou a palestra “Pré-sal: aspectos técnicos e repercussões sobre as atividades econômicas de bens e serviços” nesta terça-feira (17/11), na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Apresentando as previsões do aumento da produção da Companhia com o pré-sal, o diretor ilustrou as oportunidades para a indústria nacional, a geração de empregos e o caráter estratégico que as descobertas representam para o País.

Estrella garantiu que a Petrobras está apta a ser a operadora única  no pré-sal e nas áreas estratégicas. Na sua opinião, ao designar a Companhia como operadora em todos os campos, o governo assegura o compromisso com o desenvolvimento nacional, por meio das encomendas à indústria brasileira e do incentivo à engenharia e às universidades nacionais. “O operador tem uma vantagem competitiva gigantesca e, ao mesmo tempo, cria escala. Isso diminui custos”, argumentou. 

O diretor usou como exemplo a demanda por equipamentos, barcos de apoio e navios de grande porte, além de listar os benefícios para a sociedade brasileira, como a formação de mão de obra especializada, a forte integração da Petrobras com universidades e centros de pesquisa e a valorização da engenharia nacional.

De acordo com Estrella, a tecnologia para produzir petróleo e gás no pré-sal já existe. Os desafios de logística para produzir em campos de até 300 quilômetros de distância estão sendo estudados pela Companhia. “Estamos apenas fazendo ajustes às nossas necessidades. A tecnologia está dominada”, disse, acrescentando que o projeto-piloto de Tupi, na Bacia de Santos, deve entrar em operação em dezembro de 2010.

Outros desafios mencionados pelo diretor são a automação das plataformas, que deverão ser cada vez menos habitadas, e a adoção de novos materiais para os equipamentos offshore. Sobre o escoamento do gás produzido no pré-sal, o executivo afirmou que o campo de Tupi será ligado à plataforma de Mexilhão. Posteriormente, o gás irá para a planta de Caraguatatuba.

Estrella destacou ainda que dos US$ 104,6 bilhões destinados à área de Exploração e Produção, no Brasil e no exterior, conforme o Plano de Negócios 2009-2013, 17% (US$ 18,8 bilhões) serão voltados ao pré-sal da Bacia de Santos. A previsão é de que a Petrobras produza, apenas no pré-sal, 219 mil barris de óleo equivalente em 2013, e 1,8 milhão de barris em 2020.

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