Presidente Lula inaugura gasoduto Urucu-Coari-Manaus

26 de novembro de 2009 / 17:52 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

A+ A-

Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi inaugurado nesta quinta-feira (26/11) o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, em cerimônia na Refinaria Isaac Sabbá (Reman), a primeira unidade a receber o gás natural oriundo de Urucu.

Segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, o gasoduto está totalmente pronto para funcionar, e sua utilização crescerá dentro do que foi programado. “Todo gasoduto começa inicialmente com menos capacidade do que tem. Ela cresce ao longo do tempo na medida em que são adicionadas novas demandas. No caso particular da demanda térmica de Manaus, o processo de substituição dos motores tem uma certa sequência até setembro. Portanto, a utilização está absolutamente dentro das estimativas e o que seria normal num gasoduto deste tipo”, afirmou.

O presidente Lula destacou os benefícios ambientais do empreendimento. “Teremos uma pequena revolução na matriz energética na região Norte, sobretudo em Manaus”, frisou. Com a substituição do óleo combustível na geração de energia pelas sete usinas termelétricas que abastecem a região, será evitada a emissão de 1,2 milhão de toneladas de CO2 por ano.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mencionou a preocupação da Petrobras com os impactos da construção. Para ela, a obra é prova de que o desenvolvimento sustentável é possível. “Soubemos fazer o gasoduto com respeito integral ao meio ambiente”, disse.

Conheça o que a Petrobras tem feito para diminuir o impacto ambiental do gasoduto.

Veja aqui trechos dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra Dilma Rousseff e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo .

Leia também a repercussão da inauguração do gosaduto na edição de O Globo desta sexta-feira (27/11), na matéria “Lula e Dilma ‘inauguram’ obra inacabada.

Capacidade total em setembro de 2010

Obra integrante do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o gasoduto tem 661 km de extensão na linha tronco, que liga Urucu a Manaus, e sete ramais para atendimento às cidades de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba, com 140 km de extensão.

O gasoduto é um meio para uma mudança significativa na matriz energética do Estado ao permitir a substituição do óleo diesel e do óleo combustível pelo gás natural para geração de energia elétrica, principalmente. O gasoduto tem capacidade inicial para transportar 4,1 milhões de m³/dia. Com a instalação de duas estações de compressão intermediárias entre Urucu e Coari alcançará 5,5 milhões de m³/dia, a capacidade total contratada, em setembro de 2010.

A operação do gasoduto será feita pela Transpetro. Diante das condições singulares da Amazônia, uma equipe de operadores foi treinada durante dois anos para assumir o trabalho. Assim como os demais gasodutos sob a responsabilidade operacional da Transpetro, o Urucu-Coari-Manaus será operado de forma remota e automatizada por meio do Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO), com sede no Rio de Janeiro.

Inovações tecnológicas na Amazônia

Além da importância energética e ambiental, o Urucu-Coari-Manaus também se destaca pelas soluções inéditas de engenharia adotadas durante a construção e que permitiram a conclusão da obra no menor prazo possível, com respeito ao meio ambiente.

Para vencer estas dificuldades específicas da região amazônica e não antes enfrentadas em obras de dutos, a Petrobras adotou, a partir de abril de 2008, soluções construtivas inéditas. Pela primeira vez, uma obra de gasodutos terrestres foi executada em parte sob os rios, utilizando metodologia similar a adotada para dutos marítimos. A solução permitiu a continuidade dos trabalhos no período de cheia, entre novembro e junho, em áreas de difícil acesso.

A Petrobras também implantou medidas adicionais para preservação dos rios e igarapés da região. O gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi a obra de dutos no país com maior percentual de uso de mão-de-obra local: 70%. Cerca de 8,9 mil trabalhadores atuaram diretamente na construção e outros 26,7 mil empregos indiretos foram gerados a partir da obra. Dos trabalhadores envolvidos no empreendimento, 8,7% eram mulheres (774). De todo o material utilizado na obra, 95% foi produzido no Brasil. Já em relação às máquinas e aos equipamentos, o percentual foi de 85%.

Deixe seu comentário

Prezado leitor,

Lembramos que não serão aceitos comentários que tenham conteúdo ou termos ofensivos, nem que sejam desassociados do tema do post. Dúvidas sobre temas diversos devem ser encaminhadas ao Fale Conosco do site.

 caracteres restantes