Petrobras é a maior operadora do mundo em águas profundas, diz Gabrielli em seminário na USP

1 de dezembro de 2009 / 22:27 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Em seminário sobre o pré-sal, na Universidade de São Paulo (USP), nesta quarta-feira (1/12), o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli debateu o contexto energético mundial e as perspectivas para o Brasil. Gabrielli destacou que a Companhia possui uma condição única e diferenciada em relação às demais empresas de petróleo no mundo. Segundo ele, “não há grande empresa no mundo que possua produção, parque de refino e mercado consumidor tão próximos, como ocorre no Brasil, e isso é uma grande vantagem para o País”, disse.

O presidente da Petrobras ressaltou que a exploração de petróleo na camada do pré-sal não tem apresentado grandes dificuldades em termos tecnológicos. As implicações devem-se mais à observação do comportamento dos reservatórios, por exemplo, com relação aos gases e fluidos ou ao ritmo de produção a uma profundidade de sete mil metros.

O baixo risco exploratório da fronteira pré-sal foi um dos itens citados para a mudança no marco regulatório, em discussão no Congresso Nacional. Se aprovado, o novo regime contará com três modelos distintos de exploração no país: concessão (para os campos fora do pré-sal e segundo o regime atual), partilha de produção e cessão onerosa. Para as áreas já licitadas, não haverá qualquer alteração com a aprovação do novo modelo. Gabrielli finalizou sua apresentação defendendo o projeto que prevê a Companhia como operadora única das áreas do pré-sal. “A Petrobras é atualmente a maior operadora do mundo em águas profundas, com 22% de participação. Ao controlar a operação, a Companhia mantém o conhecimento adquirido com os campos do pré-sal no país, o que é fundamental do ponto de vista estratégico”.

Também participaram do evento o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o gerente executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Carlos Tadeu Fraga, o diretor da Escola Politécnica (POLI/USP), Ivan Falleiros, o coordenador do TPN e professor Kazuo Nishimoto e o professor do programa de pós-graduação em energia da USP, Ildo Luis Sauer.

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