Rio Grande do Sul terá investimentos superiores a US$ 2,5 bi

4 de dezembro de 2009 / 21:13 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Em seminário sobre o pré-sal nesta sexta-feira (4/12), em Porto Alegre (RS), o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, informou que dos US$ 174,4 bilhões de investimentos previstos no Plano de Negócios da Companhia até 2013, mais de US$ 2,5 bilhões serão destinados ao Rio Grande do Sul, em projetos no Pólo Naval de Rio Grande, em novas unidades da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e novas instalações do Terminal de Rio Grande (TERIG), entre outras iniciativas. Gabrielli lembrou a importância da indústria naval gaúcha para o setor de petróleo e gás e reforçou a política da Petrobras de manter um mínimo de 65% de conteúdo nacional nas contratações para o setor.

O presidente falou sobre a importância da qualificação da mão-de-obra diante dos grandes desafios do pré-sal e reforçou que o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás) treinou, até o momento, cerca de dois mil profissionais no Rio Grande do Sul. Outras três mil pessoas devem passar pelo Programa até 2013. Gabrielli afirmou que 87% dos profissionais já capacitados pelo Prominp estão hoje empregados na cadeia de fornecedores da Petrobras e indústria de petróleo e gás.

Na ocasião, Gabrielli apresentou os desafios da exploração do petróleo na camada do pré-sal e ressaltou que a produção brasileira de petróleo e gás deverá ser elevada em 7,5% ano, em média, até 2020, apenas com as áreas do pré-sal já concedidas. Segundo ele, o teste de formação realizado em Guará, na Bacia de Santos, “obteve resultados extraordinários, já que a capacidade de produção de um único poço alcançou 50 mil barris/dia. Ainda não podemos dizer exatamente qual o tamanho exato das reservas do pré-sal, mas é certo que trata-se de algo grandioso”, afirmou.

Gabrielli defendeu a escolha da Petrobras como operadora única do pré-sal. “A Petrobras é atualmente a maior operadora do mundo em águas profundas, com 22% de participação, é quem mais conhece o pré-sal. Ao controlar a operação, a Companhia poderá decidir qual a tecnologia a ser empregada, a forma de produzir e haverá a garantia de que o conhecimento adquirido com os campos do pré-sal ficará retido no país”, disse.

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