Curitiba debate pré-sal e marco regulatório

8 de dezembro de 2009 / 17:15 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Ao participar de seminário sobre o pré-sal, nesta terça-feira (8/12), em Curitiba (PR), o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, afirmou que o novo modelo regulatório deve estimular a formação de joint ventures com a Petrobras (veja aqui a apresentação). Segundo o diretor, a tendência de mercado é que as empresas internacionais se associem às nacionais. “Há 40 anos 80% das reservas de petróleo no mundo estavam nas mãos de empresas internacionais. Hoje, estas empresas detém de 25% a 30% das reservas, enquanto 70% estão com empresas nacionais”, destacou. “Hoje ou as empresas internacionais se associam às empresas nacionais ou elas desaparecerão“, sentenciou.

O diretor incentivou as empresas do Paraná a se prepararem para as encomendas decorrentes da exploração do pré-sal. A Petrobras planeja adquirir 296 equipamentos até 2020 na cadeia de exploração do pré-sal, sendo 153 até 2013. As encomendam incluem navios de grande porte, barcos de apoio, plataformas de produção entre outras. O diretor da Petrobras defendeu que a indústria do Paraná realize investimentos e qualifique mão-de-obra para aproveitar as oportunidades decorrentes dessa nova fronteira exploratória.

Sobre os impactos ambientais da exploração do pré-sal, Paulo Roberto Costa destacou a experiência da empresa com reinjeção de CO2 para revitalização de campos maduros, processo que pode ser utilizado para compensar as emissões do gás na exploração. No entanto, adiantou que “não há possibilidade hoje de se substituir o petróleo por outra fonte alternativa, em termos de volume comercializado”.

Costa defendeu o marco regulatório proposto pelo governo ao Congresso, explicando que o cenário hoje é diferente do anterior.  “Em 1997, o cenário era de blocos exploratórios de baixa rentabilidade e risco elevado. Hoje, com o pré-sal, o risco é muito pequeno”, disse, acrescentando que nos poços do pré-sal perfurados na Bacia de Santos o índice de sucesso foi de 100%, acima da média mundial, que é de aproximadamente 20%.

De acordo com o diretor, o risco é “zero” para o governo, que será remunerado com volumes de petróleo, o chamado Óleo Lucro. “A união não tem risco neste processo, o risco é do empreendedor”, afirmou. Segundo o diretor da Petrobras, o modelo de partilha de produção é adotado em países de grandes reservas, como Arábia Saudita e Venezuela. “No mundo, onde tem grandes reservas, funciona dessa maneira. Não é novidade“, disse.

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