Gabrielli faz balanço da Petrobras em 2009

9 de dezembro de 2009 / 10:47 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, diretores da Companhia e executivos de subsidiárias apresentaram  nesta terça-feira (8/12) balanço das atividades em 2009.  Gabrielli destacou que, mesmo em plena crise econômica internacional, a empresa se colocou como a segunda maior no mundo em volume de ações negociadas em bolsas.

Foi um ano com investimentos acelerados e a execução desses investimentos ocorreu de forma extraordinária. O valor do capital da empresa se elevou mais do que a maioria das empresas de petróleo do mundo, o que mostra que a nossa estratégia é aprovada pelo mercado. Temos resultados a comemorar em 2009”, disse. Gabrielli lembrou que na ocasião do anúncio houve grande dúvida sobre a viabilidade do Plano de Negócios 2009-2013, com investimentos previstos de US$ 174,4 bilhões em cenário de retração de investimentos por conta da crise financeira mundial.

O presidente citou ainda pontos positivos como aumento de produção, consolidação de projetos na área de gás e energia, avanço em projetos na petroquímica, na qualidade de combustíveis, melhorias significativas na capacidade de entrega de gás com a conclusão de importantes gasodutos e consolidação da atividade internacional.

Veja  a repercussão no Jornal do Brasil: “Petrobras lança térmica em Juiz de Fora no dia 21 de dezembro” e Petrobras quer antecipar projeto piloto em Tupi

O Estado de S. Paulo: Petrobras quer antecipar Tupi e rádio Jovem Pan.

Biocombustíveis

Gabrielli ressaltou que a Petrobras ampliou a capacidade de produção autorizada nas plantas de biodiesel e intensificou contatos para expandir a presença na área de etanol. “Consolidamos um avanço tecnológico importante na utilização da mamona como fonte para a produção de biodiesel nas especificações da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)”, declarou.

O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto, afirmou que a expectativa para o próximo ano é boa. Segundo ele, a estratégia em todas as usinas da Companhia é a diversificação de matérias-primas e os arranjos produtivos locais, com mercados agrícolas regionalizados e próximos às unidades de produção. “Testamos a utilização da mamona para a produção de biodiesel especificado. Estamos com duas misturas: misturamos 70% de óleo de girassol à mamona e aprovamos, e misturamos soja com mamona e melhoramos características físico-químicas desse biodiesel produzido. Não há dúvida em relação à capacidade de produzir biodiesel com mamona e nós estamos fazendo isso com qualidade”, frisou.

A diretora de Gás e Energia, Graça Foster, anunciou que no próximo dia 21 a Companhia inicia os testes da primeira geração de energia elétrica no mundo com etanol, na térmica de Juiz de Fora (MG), em parceria com a General Electric. “Vamos rodar três meses com etanol medindo as emissões. Estamos com uma expectativa bastante grande em relação ao desempenho e às emissões dentro dos níveis padrão. Do ponto de vista ambiental é algo extremamente relevante”, disse. A diretora previu que, se os resultados forem positivos, surgirá a oportunidade de negócios para utilização em outros países como o Japão, que tem turbinas semelhantes.

O gerente executivo de Logística do Abastecimento, Carlos Bellot, falou sobre o alcoolduto que vai transportar o produto de Senador Canedo (GO) até Paulínia (SP), possibilitando o escoamento até o terminal de Ilha d’Água (RJ) e o porto de São Sebastião (SP). “Estamos integrando esse projeto dutoviário com a utilização da hidrovia Tietê-Paraná para drenar a produção do interior do país visando o mercado consumidor doméstico e a importação. Essas iniciativas se casam bem com as iniciativas de produção e com as ambições da Companhia de ser um traderde etanol no mercado internacional”, explicou.

Pré-sal

O diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, previu que o Teste de Longa Duração (TLD) na área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos, comece no primeiro semestre do ano que vem, com produção inicial de até 30 mil barris por dia. O início do projeto piloto de Tupi está previsto para dezembro de 2010, mas pode ser antecipado. “Serão 120 mil barris por dia. Estamos fazendo força para antecipar um ou dois meses, mas a data é dezembro de 2010”, declarou. Segundo Estrella, continuará a avaliação da acumulação de Tupi para que a comercialidade seja declarada até o fim do próximo ano. “Precisamos de cerca de seis poços para completar a avaliação e entregar o plano de desenvolvimento da produção até a declaração de comercialidade”.

De acordo com Estrella, a perfuração do poço estratigráfico na área contígua a Iara, no norte da Bacia de Santos, deve começar nos próximos dias. O objetivo é identificar a área potencial de onde seriam extraídos os 5 bilhões de barris referentes à cessão onerosa pela União, após a aprovação do Projeto de Lei 5.941/09 pelo Congresso Nacional.

Prominp

O gerente-executivo de Engenharia da área de Serviços, Pedro José Barusco, previu que na próxima semana sejam anunciados os próximos editais do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural). “O que podemos adiantar é que pretendemos qualificar 78 mil pessoas em 15 estados do país”, afirmou. Barusco disse que hoje 81% das pessoas treinadas pelo programa trabalham na cadeia de petróleo e gás.

Programa de Modernização da frota

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, informou que no próximo ano entrarão em operação seis navios, sendo quatro Suezmax e dois de produtos. Segundo ele, está em andamento o processo de licitação dos navios gaseiros da segunda etapa do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef II).

Argentina

O diretor da área Internacional, Jorge Luiz Zelada, disse que, apesar da venda da unidade de fertilizantes na Argentina, a Companhia seguirá investindo naquele país. “Não pretendemos sair da Argentina. Nossa operação na Argentina é das mais verticalizadas da Petrobras. A venda da unidade de fertilizantes está incluída em uma gestão de portifólio. Vamos tentar focar em negócios mais dentro da cadeia de exploração, produção, refino e distribuição”, afirmou.

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