Petrobras assina acordo de cooperação com a Marinha do Brasil

20 de janeiro de 2010 / 08:57 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A Petrobras assinou, nesta terça-feira (19/1), no Edifício Sede da Companhia (Edise), acordo de cooperação com a Marinha do Brasil, através da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), e a Fundação de Apoio à Universidade do Rio Grande (FAURG), para melhorias na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).

O acordo, com duração de quatro anos, prevê a implantação, na EACF, de um novo sistema de recebimento de combustíveis contínuo, rápido e seguro contra vazamentos e o desenvolvimento de pesquisas na área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS). Ele contempla, também, melhorias nas instalações de terra, visando ao constante aperfeiçoamento da segurança ambiental e à preservação do delicado ecossistema Antártico.

O novo sistema de abastecimento prevê a instalação de um carretel, de cerca de mil metros, de tubo flexível retrátil, cuja extremidade será conectada ao navio nas operações de descarga do combustível. Ao todo, serão investidos pela Petrobras R$ 3 milhões.

O secretário da SECIRM, Marcos José de Carvalho Ferreira, afirmou que a Petrobras tem sido fundamental pelo empenho com o programa há mais de duas décadas. “Sem o adequado apoio logístico à estação, nenhum projeto científico poderia prosperar. Esse novo sistema que pretendemos instalar possibilitará o abastecimento de combustível a partir dos navios da Marinha em tempo muito reduzido relação ao que hoje praticamos, e principalmente com maior segurança do ponto de vista ambiental”, pontuou.

Como contrapartida, a Marinha dará apoio logístico e operacional à Petrobras, que realizará pesquisas para o uso de energias renováveis, a geração de energia em sistemas isolados e ambientes severos de baixas temperaturas e a avaliação de eficiência energética. Também serão realizadas pesquisas na área de SMS, úteis na atuação em regiões isoladas.

A manutenção operativa e a conservação da EACF cabem à Fundação de Apoio à Universidade do Rio Grande (FAURG), que também é signatária desse acordo.

Reitor da Universidade Federal do Rio Grande, João Carlos Brahm Cousin disse que o projeto vai dar tranqüilidade para toda a equipe. “É mais um grande passo que damos na qualificação das nossas estruturas e na manutenção desse estratégico e importantíssimo programa para o País”, elogiou.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ressaltou que é vital conhecer a fundo as trocas de temperatura que ocorrem na Antártica para a prevenção contra as mudanças climáticas.

“O acordo possibilitará importantes melhorias nas instalações e operações da estação, que atendem plenamente os requisitos de segurança ambiental necessários à preservação do delicado ecossistema da Antártica, que, como sabemos, exerce profunda influência no clima global”, destacou.

Histórico do apoio ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar)

Em consonância com sua missão de atuar com responsabilidade social e ambiental e contribuir para o desenvolvimento dos locais onde atua, a Petrobras vem participando ativamente das operações desenvolvidas pelo Brasil na Antártica, por meio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

Desde a criação do Proantar, em 1982, a Companhia vem oferecendo diversos combustíveis (diesel naval, gasóleo ártico, gasolina, QAV-5 e QAV-1) para atender às atividades relacionadas ao Programa.

Em junho de 2006 a Petrobras firmou contrato com a Marinha do Brasil, através da Fundação de Estudos do Mar (Femar), disponibilizando um montante de R$ 10,5 milhões para a revitalização da Estação, a fabricação e montagem de dez tanques combustíveis e a viabilização da Operação Antártica XXV, cujas obras foram realizadas com sucesso.

A implantação dos novos sistemas foi objeto de análise e negociação conjunta entre a Petrobras e a Marinha do Brasil.  

Proantar

O Programa Antártico Brasileiro (Proantar) foi instituído pelo governo brasileiro, em janeiro de 1982, com propósitos científicos e políticos referentes à Antártida, como o desenvolvimento de pesquisas no continente Antártico para ampliar o conhecimento dos fenômenos naturais que ali ocorrem e sua repercussão sobre o território brasileiro. O objetivo político foi preservar o direito de o Brasil participar das reuniões consultivas periódicas sobre o continente Antártico, previstas no Tratado da Antártida, o que exige a manifestação de interesse pela Antártida, por meio da promoção de substancial atividade de pesquisa científica, como o estabelecimento de estação científica ou o envio de expedição científica.

A Estação Antártica Comandante Ferraz foi instalada em 1984, na Baía do Almirantado, na Ilha do Rei George, a 130 km da ponta da península Antártica. Por meio do CNPq, são realizadas pesquisas científicas brasileiras na Antártida e desenvolvidos projetos para estudar as mudanças ambientais globais, identificar os recursos econômicos vivos e não-vivos da região e as formas de seu aproveitamento, e levantar as condições fisiográficas e ambientais do continente Antártico.

Operação Antártica (Operantar)

Trata-se de uma operação naval coordenada pela Marinha do Brasil, iniciada em 1982, cujo objetivo é dar suporte às atividades do Proantar, o que inclui apoiar as atividades de pesquisa científica e a logística da Estação Antártica Comandante Ferraz. Ela acontece anualmente.

Na atual fase da Operantar, vem sendo empregado o navio de apoio oceanográfico (NApOc) “Ary Rongel”, responsável pelo reabastecimento da EACF, pelo apoio a projetos de ciência e de tecnologia e pela realização de sondagens e levantamentos oceanográficos. As atividades científicas reúnem pesquisadores de respeitadas instituições do País. A operação envolve diversos setores e organizações militares. 

O tema foi destaque nos seguintes sites: 

O Estado de S. Paulo – “Pesquisa vai avaliar biodiesel na Antártida” 

Energia Hoje – “Petrobras investe na Antártica”  

Portal  Exame:“Marinha e Petrobras investem R$ 3 mi” 

O Globo – “Petrobras vai pesquisar o uso de biocombustíveis na Antártica” 

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