Proteção ambiental na Baía de Guanabara: resposta à Folha de S. Paulo

21 de fevereiro de 2010 / 18:18 Respostas à Imprensa Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A matéria “Símbolo do Rio, boto sumirá até 2050 ”, publicada neste domingo (21/2) no jornal Folha de S. Paulo, fala sobre desaparecimento de botos da Baía de Guanabara e traz texto complementar, “Petrobras não vincula mortes à indústria”, em que a Companhia explica não ser “possível associar a redução da população de botos cinzas aos terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) instalados na Baía de Guanabara”. O texto diz ainda que a empresa aponta “a captura acidental durante atividades pesqueiras e a poluição difusa, que inclui lixo, esgoto lançado sem tratamento e poluentes, como pesticidas e metais pesados” como “as principais causas da diminuição da população de botos”.

Veja  a resposta completa encaminhada anteriormente ao jornal.

Não é possível associar a redução da população de botos cinzas aos terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) da Petrobras instalados na Baía de Guanabara. As principais causas da diminuição da população de botos na região são a captura acidental durante atividades pesqueiras e a poluição difusa, que inclui lixo, esgoto lançado sem tratamento e poluentes, como pesticidas e metais pesados.

Isso é o que aponta o programa “Monitoramento de médio prazo da população do boto cinza, Sotalia guianensis, na baía de Guanabara”, realizado pela Petrobras, por meio de cooperação técnica entre o Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).

Iniciado em 2008, o estudo mostra que a Baía, como qualquer outra região costeira mundial, está sujeita a diversos impactos oriundos de atividades humanas. Apesar de existir uma grande quantidade de indústrias no entorno da Baía, o maior poluente ambiental desta região é o esgoto doméstico sem tratamento.

Para a implantação dos terminais de GNL e GLP, foram feitos estudos de impacto ambiental, com exaustivos trabalhos de campo, que tiveram a participação de biólogos e oceanógrafos de empresas de consultoria. Todas as medidas aprovadas pela antiga Feema, atual Instituto Estadual do Ambiente (Inea), estão sendo executadas, entre elas o Programa de Monitoramento da Mastofauna  (mamíferos).

A Petrobras tem investido em pesquisas e programas cujos objetivos são a avaliação ambiental e a prevenção e controle de acidentes na Baía, além da redução de emissões, resíduos e efluentes, por conta de seus empreendimentos no local (Reduc, terminais da Ilha D´água, de GNL, de GLP e Comperj, entre outros).

Ações de proteção ambiental na Baía

O Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional (Pegaso) destinou R$ 4,2 bilhões para garantir a excelência nas operações da Companhia no Rio de Janeiro. No total, foram quatro mil projetos executados em todas as unidades da Petrobras na área, compreendendo a revisão de sistemas de gestão, a construção e remodelação de instalações e a automação da malha de dutos da Companhia, além da modernização dos sistemas de tratamento de efluentes de resíduos e de controle de emissões para a atmosfera. Como resultado, todas as unidades da empresa na região receberam a certificação pelas normas ISO 14001 (meio ambiente) e BS 8800 (segurança e saúde).

Além disso, o primeiro dos dez Centros de Defesa Ambiental (CDAs) mantidos pela empresa no país foi instalado na Baía de Guanabara, com o objetivo de assegurar máxima proteção às suas operações. Localizado na Reduc, esse CDA cobre toda a área de Baía e permanece a postos 24 horas por dia. Da mesma forma, a embarcação Astro Ubarana reforça a capacidade de resposta da empresa a qualquer eventual acidente ambiental na área.

O projeto denominado “Avaliação Ambiental da Baía de Guanabara”, realizado pelo Cenpes em parceria com universidades brasileiras, empresas e consultores externos, teve por objetivo caracterizar e avaliar a qualidade ambiental da Baía de Guanabara, através da medição de parâmetros físico-químicos, biológicos e geológicos de diversos ecossistemas associados (manguezais, rios, praias, costões rochosos) e da baía propriamente dita, através de amostragens de julho de 2005 a junho de 2007. Com a disponibilidade destes dados de caracterização dos ecossistemas da baía e conhecimento de sua biodiversidade, é possível destacar que a Baía de Guanabara constitui-se ainda importante área de berçário da costa brasileira.

A Petrobras também promove diversas iniciativas de recuperação dos manguezais da Baía de Guanabara. Com duração entre 2008 e 2013, o Programa de Recuperação de Manguezal do Terminal de GNL é o maior programa do gênero no Brasil e tem como finalidade recuperar cerca de 150 ha (1,5 milhão de m²) de manguezal na praia de Mauá e nas margens do Rio Estrela (na divisa entre Duque de Caxias e Magé). Ao todo, foram produzidas e plantadas cerca de 340 mil mudas de quatro espécies.

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