Inaugurada Usina Termelétrica em Cubatão

10 de março de 2010 / 12:26 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras inaugurou, nesta quarta-feira (10/3), a Usina Termelétrica (UTE) Euzébio Rocha, obra integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a mais recente usina a gás natural do parque gerador brasileiro a fornecer energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Com capacidade instalada de 216 MW, suficiente para abastecer uma cidade de 800 mil habitantes, a usina já está em operação comercial. O empreendimento foi um dos 49 projetos vencedores do leilão A-5/2005, o primeiro leilão de energia nova, realizado sob as bases do Novo Modelo do Setor Elétrico. O contrato, de 15 anos, prevê disponibilidade de 141 MW de energia elétrica ao SIN, iniciado em janeiro de 2010.

Instalada em Cubatão (SP), a usina contribui para o aumento da segurança energética do país e, principalmente, para a confiabilidade do suprimento elétrico para a região metropolitana de São Paulo e Baixada Santista, um dos principais centros de carga do país, com demanda diária média de 10,2 mil MW.

O presidente Lula afirmou que com investimentos deste tipo, o País evitará riscos de desabastecimento. “Vamos ter energia suficiente. Nunca mais teremos apagão”, previu, destacando que o Brasil caminha para a autossuficiência em gás.

Movida a gás natural, a UTE Euzébio Rocha é uma usina de ciclo combinado, operando no sistema de cogeração: além dos 216 MW de energia elétrica, produz até 860 ton/hora de vapor. Essa quantidade de vapor produzido faz desta usina a principal geradora de vapor entre as usinas do parque gerador da Petrobras, hoje o oitavo maior do país, com capacidade instalada total de 7.360 MW. São 15 usinas termelétricas movidas a gás natural      (6.139 MW), 12 a óleo (928 MW) e 15 pequenas centrais hidrelétricas – PCHs – (291 MW) e um parque eólico (2 MW).

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, que representou o presidente da Companhia, José Sergio Gabrielli, disse que, por causa da importância na geração de energia elétrica, cobrou bastante que as obras fossem concluídas no prazo, como aconteceu. “A Petrobras se sente orgulhosa de hoje ter 7.500 MW de energia para dar segurança ao sistema elétrico nacional”, afirmou. Para a diretora, a térmica traduz o crescimento da segurança elétrica da Baixada Santista.

Além do reforço da segurança energética, a UTE Euzébio Rocha cumpre um papel ambiental importante. Instalada na área da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), destina energia elétrica e vapor para a refinaria. Os 47 MW de energia elétrica mais os 415 ton/h de vapor enviados à RPBC permitem a desativação da casa de força da refinaria, movida a óleo combustível. Essa substituição reduz em 75% (de 24,8 ton/dia para 6,25 ton/dia), as emissões atmosféricas de gases poluentes como óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de carbono (COx) e óxidos de enxofre (SOx).

Outro aspecto ambiental relevante da usina é a eficiência energética de 81,4%, bem superior às usinas de ciclo combinado que usam equipamento similar, pois todo o vapor produzido é aproveitado pela usina ou pela refinaria. Uma usina termelétrica que opera em ciclo combinado e com equipamento similar ao da UTE Euzébio Rocha, têm uma eficiência energética de 54,5%. Comparando com usinas de ciclo aberto, a diferença é ainda maior, pois a eficiência é de 36,3%.

Para efeitos comparativos, no momento em que a UTE Euzébio Rocha estiver operando em sua capacidade máxima de geração (216 MW de energia elétrica e exportando 415 toneladas de vapor), consumirá 1,1 milhão de m³/dia de gás natural. Numa usina de ciclo aberto, essa mesma quantidade de gás geraria 161 MW de energia.

As obras, iniciadas em janeiro de 2007 e concluídas em novembro de 2009, somaram investimentos de R$ 1,032 bilhão. Foram gerados 3 mil empregos diretos, dos quais 70% recrutados na região da Baixada Santista. Os empregos indiretos são estimados em 9 mil postos.

A usina tem uma turbina a gás modelo MS 7001 FA, produzida pela General Electric (GE), com capacidade de 161 MW, e uma turbina a vapor, fornecida pela Siemens, com capacidade de 55 MW. O aproveitamento dos gases de exaustão da turbina a gás é feito por uma caldeira recuperadora, com capacidade de 290 t/h que, somado às duas caldeiras auxiliares, com capacidade de 285 t/h cada, garantem a produção contínua de vapor à refinaria.

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