Presidente Lula inaugura o Gasoduto Sudeste-Nordeste

26 de março de 2010 / 13:45 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou na manhã desta sexta-feira (26/3) da cerimônia de inauguração do Gasene (Gasoduto da Integração Sudeste Nordeste), ao lado do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, da diretora de Gás e Energia da Companhia, Graça Foster. 

Antes da inauguração, realizada no Parque de Exposições Antonio Setenta, em Itabuna (BA), o presidente visitou as instalações do último trecho do Gasene. “Essa obra é marcante porque leva ao Nordeste a mesma possibilidade de utilizar energia limpa que o Sudeste tem, além de desenvolver a indústria local”, disse o presidente Lula, ressaltando a importância do investimento em pesquisa para o desenvolvimento do país. 

Durante o evento, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, falou sobre o impacto extraordinário desse empreendimento no país, gerando emprego, renda e melhorando as condições de vida da população do traçado. “Essas 47 mil pessoas empregadas na construção do Gasene são da região, de 46 municípios do litoral nordestino”, afirmou. Gabrielli falou ainda sobre os ganhos ambientais com a nova malha. “Trata-se da possibilidade de substituição de combustíveis mais poluentes pelo gás”. 

O presidente da Petrobras também abordou o uso de novas tecnologias na construção do Gasene. “A experiência com essas novas técnicas, que nunca tinham sido utilizadas no País, vai aumentar a eficiência e a capacidade de entregarmos novos gasodutos daqui para frente”, afirmou Gabrielli.

Obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Gasene tem 1.387 km, 28 polegadas e capacidade para transportar 20 milhões de m³/dia de gás natural. Em um traçado que liga o Rio de Janeiro à Bahia, o gasoduto cumpre a função estratégica de integrar as malhas de transporte de gás natural das regiões Sudeste e Nordeste, dando uma nova configuração à rede de gasodutos brasileira. No começo de sua operação, o Gasene parte com capacidade de transporte de 10 milhões de m³/dia, que será ampliada, por meio de estações de compressão, à medida que o mercado cresça.

Com o gasoduto da integração, o país rompe uma fronteira gasífera: de um lado, o Sudeste, onde estão situados os principais campos produtores e o maior mercado consumidor; de outro, o Nordeste, que produz gás natural, mas em quantidade insuficiente para permitir o crescimento do mercado. Agora, o gás natural produzido na região Sudeste (bacias de Campos, Santos e Espírito Santo), importado da Bolívia ou regaseificado no terminal de gás natural liquefeito (GNL) da Baía de Guanabara pode chegar aos estados do Nordeste.

Essa integração permite aumentar significativamente a oferta de gás natural para o Nordeste, imprime maior confiabilidade ao suprimento e aumenta a flexibilidade operacional para atendimento aos mercados térmico e não térmico da região. Os 20 milhões de m³/dia correspondem ao dobro do consumo médio da região Nordeste no ano de 2009, que foi de 9,8 milhões de m³/dia (21,5% do consumo nacional de gás natural). Ou seja, com o Gasene, a região Nordeste passa a dispor de mais gás natural e, consequentemente, mais energia elétrica para sustentar seu desenvolvimento econômico.

Com investimentos da ordem de R$ 7,2 bilhões e geração de 47 mil empregos diretos e indiretos, as obras do gasoduto da integração foram divididas em três trechos: Cacimbas-Vitória (130 km), Cabiúnas-Vitória (303 km) e Cacimbas-Catu (954 km). Os dois primeiros já estão prontos e em operação comercial. Com 954 km, o terceiro e maior trecho, o gasoduto Cacimbas-Catu (Gascac), foi concluído neste mês de março.

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