Projeto Lingua Mãe une três continentes no aniversário de Brasília

20 de abril de 2010 / 12:33 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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nanáNesta terça-feira (20/4), às 20h, o projeto Língua Mãe, conduzido pelo percussionista Naná Vasconcelos e patrocinado pela Petrobras, realizará um espetáculo com 120 crianças de três continentes, acompanhadas pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília.

O espetáculo, em comemoração aos 50 anos da cidade, será composto por 30 crianças das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, em Portugal, 30 crianças de Luanda (Angola) e cerca de 60 crianças brasileiras, todas com idade entre 07 e 10 anos. Elas serão regidas em coro por Naná Vasconcelos e acompanhadas pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, sob regência do maestro Gil Jardim. No repertório, canções folclóricas e cantigas dos três países unidas pela mesma língua. Todo o processo de oficinas com as crianças, em seus respectivos países, foi filmado. Veja aqui o vídeo do projeto . Entre os dias 23 de fevereiro e 30 de março, Naná Vasconcelos e a equipe de produtores viajaram para Portugal, Angola e Brasília para selecionar e ministrar as oficinas com as crianças de cada cidade e registrar todas as atividades desenvolvidas.

A ideia central consiste em resgatar a memória musical em comum nos três continentes, além da troca evidente de culturas. “A música é uma linguagem universal por si só, mas nesse projeto vamos ter a oportunidade de integrar e socializar crianças que participam de uma mesma língua através de um profundo diálogo cultural”, diz Naná Vasconcelos.

Naná Vasconcelos

Juvenal de Holanda Vasconcelos nasceu no Recife, em 1944. Mesmo depois de duas décadas tocando pelo mundo, morou em Paris e Nova York, as influências de sua terra estão presentes em tudo o que faz. Foi por oito vezes consecutivas aclamado como melhor percussionista do mundo pela revista norte-americana Down Beat.

Dotado de uma curiosidade intensa, indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 60 tenha se especializado no berimbau. Nos anos 80 gravou o disco “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra. Depois, vieram os álbuns “Bush Dance” e “Rain Dance”, suas experiências com instrumentos eletrônicos.

Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer a direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), em Salvador, e do projeto ABC Musical, além de participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros. No fim de 2005, lançou “Chegada”, pela gravadora Azul Music, e em 2006, o CD mais recente, intitulado “Trilhas”.

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