Usina termelétrica Arembepe é inaugurada na Bahia

12 de maio de 2010 / 13:48 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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O governador da Bahia, Jaques Wagner, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Silva Foster, inauguraram nesta quarta-feira (12/5) a Usina Termelétrica (UTE) Arembepe, sociedade entre a Petrobras e a Nova Cibe Energia. O presidente da Cibe Participações, Reinaldo Bertin, também participou da cerimônia. 

Obra integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a usina tem capacidade instalada de 150 MW, suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes, e entrou em operação comercial em 30 de março de 2010. Movida a óleo combustível, é um empreendimento importante para aumentar a oferta de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e a segurança elétrica no Estado da Bahia. A usina está localizada no Pólo Petroquímico Camaçari. Com 240 mil habitantes, Camaçari faz parte da Região Metropolitana de Salvador, que tem demanda diária de cerca de 2.100 MW médios. A Usina está conectada à rede básica (230 kV), através da Sub-estação Pólo. 

O presidente Gabrielli destacou a integração do sistema elétrico nacional e a flexibilidade da usina, que pode ser utilizada em etapas, caso sua carga máxima não seja necessária. “Essa térmica tem o papel de ficar pronta para entrar em operação. Hoje o nosso sistema elétrico tem uma fortaleza. Essa usina será importante para dar estabilidade quando eventualmente tivermos problemas, principalmente na geração hidrelétrica”, disse. 

Veja o discurso do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo.

Resultado de sociedade entre a Petrobras e a Nova Cibe Energia (Bertin Ltda, Grupo Equipav e FI-FGTS da Caixa Econômica Federal), o projeto foi vencedor do leilão A-3 de 2006, no qual vendeu 101 MW médios, energia entregue ao Sistema Interligado Nacional. 

A diretora Graça ressaltou que a energia gerada pela UTE Arembepe pode ser utilizada em qualquer região onde seja necessária. “A energia elétrica se mistura na linha de transmissão e a partir deste momento não tem mais sotaque nem nacionalidade. É simplesmente energia”, frisou. 

Com investimento total de R$ 334 milhões, as obras foram iniciadas em fevereiro de 2008 e concluídas em março de 2010. Foram gerados 800 empregos diretos e 1500 indiretos, nos quais se destaca grande aproveitamento de mão de obra local. Mais de 90% desses trabalhadores foram recrutados na região. 

A UTE Arembepe tem 60 motogeradores de 2,5 MW, modelo 9H25/33 da Hyundai, consumo de óleo combustível de 816 m³/dia (a plena carga) e um heat rate de 8,6 MM Btu/MWh. 

A grande característica da Unidade é ser uma Usina Termelétrica 100% flexível do ponto de vista de modulação do despacho elétrico, por ser constituída de 60 unidades de geração (60 X 2,5 MW). Esta configuração permite gerar qualquer potência entre 2,5 a 150 MW, o que lhe confere uma alta flexibilidade operacional, tornando-a bastante atrativa para despachos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), principalmente por razões elétricas. 

Com a inauguração da UTE Arembepe, o parque gerador da Petrobras soma, em maio de 2010, 7.509 MW, dos quais 6.140 MW em usinas movidas a gás natural (15 usinas), 1.076 MW em usinas a óleo combustível (11 usinas), 291 MW em PCHs – Pequenas Centrais Hidrelétricas (13 usinas) e 2 MW em usina eólica (1 usina). Em dezembro de 2010, o parque gerador da Petrobras contará com uma potência instalada de 7.686 MW, com a entrada de três usinas a gás em Manaus e de duas PCHs em Tocantins. 

As condicionantes ambientais, definidas no processo de licenciamento, fazem parte das ações em prol da manutenção da qualidade do ar e melhoria das condições naturais e sociais da região, das quais se destacam as seguintes ações: monitoramento em tempo real de emissões atmosféricas de óxidos de Nitrogênio e de Enxofre (NOx e SOx); instalação de chaminés de 25 metros de altura para melhorar as dispersões atmosféricas; monitoramento mensal da qualidade da água no subsolo através de seis poços; coleta e destinação de efluentes domésticos e industriais; recuperação de cobertura vegetal; Plano de Gerenciamento de risco e ação emergencial e Plano de Formação Técnica para capacitação dos operadores e mantenedores da UTE, em convênio com o SENAI-BA.

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