Inaugurado gasoduto entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte

14 de junho de 2010 / 10:36 Informes Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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A Petrobras inaugurou nesta segunda-feira (14/6), com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte II (Gasbel II). O empreendimento teve investimento de R$ 1,28 bilhão e gerou 21,9 mil empregos diretos e indiretos.

O presidente Lula aproveitou a inauguração para comentar a presença de conteúdo nacional nos bens adquiridos pela Petrobras em 2009. “Setenta e cinco por cento dos componentes de uma plataforma hoje são produzidos no Brasil, gerando empregos para os brasileiros”, afirmou.

Durante o evento de inauguração, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, ressaltou a importância do novo gasoduto no volume de entrega de gás em Minas Gerais. “O Estado sai de um pouco mais de três milhões de m³/dia de capacidade de entrega para 12,9 milhões de m³/dia.”

Até dezembro do ano passado, Minas tinha apenas um gasoduto, o Gasbel I, que iniciou operação em 1994 com capacidade para transportar 3,15 milhões de m³/dia. A entrada em operação de dois novos gasodutos neste ano – o Paulínia-Jacutinga, em janeiro, e agora o Gasbel II, que liga Volta Redonda (RJ) a Queluzito (MG) – deixa o Estado em condições de receber quatro vezes mais o volume de gás natural dos últimos 16 anos.

Gabrielli lembrou os investimentos da Companhia na construção de uma rede nacional de gasodutos totalmente interligada. “A Petrobras se dedicou, nos últimos anos, a montar uma rede nacional de gasodutos que permitisse o transporte, no país inteiro, do gás que está no Ceará ou no Mato Grosso, ou o gás que está em Pelotas, no Rio de janeiro ou em Santos. Fizemos o Gasene, que interliga a malha do sudeste com a do Nordeste brasileiro. Hoje, a malha dentro de Minas Gerais é de 717 Km em operação. Além destes, temos que somar mais 760 Km da rede de distribuição estadual,” ressaltou o presidente da Petrobras.

Obra do PAC, o Gasbel II tem 267 km de extensão, 18 polegadas de diâmetro e capacidade para transportar 5 milhões de m³/dia. O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, falou dos benefícios gerados para a indústria em Minas Gerais com o aumento na capacidade de fornecimento de gás para o Estado. “O Gasbel II ajudará a desenvolver o terceiro maior pólo econômico do País, que é Belo Horizonte. Quando trazemos condições para o parque industrial crescer, com a facilidade de disponibilidade de gás, há uma atração de novas indústrias para o Estado.”

O Gasbel II garante, ainda, gás natural para o funcionamento simultâneo das usinas termelétricas Aureliano Chaves (226MW), localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Juiz de Fora (87 MW), que juntas demandam 1,5 milhão m³/dia de gás natural. O presidente da República afirmou que o gasoduto permite “a instalação de novas termelétricas na região e o abastecimento das termelétricas existentes”.

A expansão da rede de transporte em Minas Gerais é parte do projeto da Petrobras de promover o crescimento da indústria de gás natural do Brasil. Nos últimos sete anos, a rede de gasodutos do país foi ampliada e integrada, através do Gasene – gasoduto da integração Sudeste-Nordeste, inaugurado em março. Em dezembro de 2002, eram 5.607 km. Em dezembro deste ano, alcançará 9.626 km.

A ampliação na malha da região Sudeste permite que o gás natural a ser transportado pelo Gasbel II tenha várias fontes de suprimento. Da produção nacional, o gás natural para Minas Gerais pode ser advindo das bacias de Campos e do Espírito Santo, bem como da Bacia de Santos, quando da conclusão do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (Gastau).  O gás natural também poderá ser importado da Bolívia, transportado pelo Gasbol, ou de outros países, por meio do Terminal de Regaseificação de GNL da Baía de Guanabara (RJ), inaugurado em março de 2009.

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