Esclarecimentos adicionais sobre interdição da P-33

12 de agosto de 2010 / 20:40 Esclarecimentos Enviar por e-mail Enviar por e-mail Imprimir

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Na quinta-feira (12/8) à noite, a Petrobras recebeu o oficio nº 044/2010 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)  sobre a interdição da plataforma P-33 na Bacia de Campos. Segundo a Agência, nesta sexta-feira (13/8), será enviado o documento referente à fiscalização.

No item 3 do ofício, a ANP descreve que:

“Durante a fiscalização a bordo, o fiscal da ANP identificou significativos desvios de segurança. Preliminarmente posso citar, por exemplo, a modificação de sistemas críticos em relação à Documentação de Segurança Operacional aprovada pela ANP, a existência de análises de risco obsoletas em relação a realidade operacional da unidade, equipamentos críticos com planos de manutenção expirados, acidentes não comunicados, dentre outros problemas de integridade mecânica e elétrica.”

A Petrobras esclarece cada ponto levantado:

1 – Sobre a modificação de sistemas críticos em relação à Documentação de Segurança Operacional aprovada pela ANP:

Presume-se que esse item refere-se a geradores provisórios, instalados para substituir temporariamente o sistema de geração a vapor da plataforma, durante a manutenção da caldeira. Eles não foram inseridos no DSO porque tratavam-se de modificações transitórias.

2 – Sobre a existência de análises de risco obsoletas em relação a realidade operacional da unidade:

A Análise de Riscos da P-33 foi atualizada em 2007. Seguindo as melhores práticas internacionais, essa análise sofre revisão a cada 5 anos, portanto está válida até 2012.

3 – Sobre equipamentos críticos com planos de manutenção expirados:

Em atendimento à Superintendência Regional do Trabalho – RJ, houve uma redução de 50 vagas na P-33 em abril/2010, sendo necessário replanejar toda a carteira de serviços de manutenção. Em razão disso, ocorreram repriorizações nas manutenções nos meses de junho e julho, e a recuperação desses atrasos ocorrerá na próxima parada programada.

4 – Sobre acidentes não comunicados:

Considerando os termos do Artigo 1 da Resolução 44, de 22/12/2009, a Petrobras entende que a ocorrência verificada no dia 14/07/2010, não caracterizou dano ao meio ambiente ou à saúde humana, nem ferimento de qualquer natureza para pessoal próprio e para terceiros. O dano material foi considerado insignificante perante o patrimônio envolvido.

5 – Sobre outros problemas de integridade mecânica e elétrica:

Os serviços priorizados de recuperação de tubulações, guarda-corpos e grades de piso, bem como a remoção de cabos elétricos que estão fora de uso, serão realizados antes ou durante a próxima parada programada. Os riscos dessas instalações estão monitorados e controlados e não comprometem a segurança da P-33 e seus trabalhadores.

A Petrobras reitera seu compromisso de colaborar com os técnicos da ANP e  informa que antecipará a parada programada para a manutenção prevista originalmente para outubro.

Leia a nota enviada ontem à noite (12/8) para a imprensa.

Sobre as notícias em relação à interdição da plataforma P-33, na Bacia de Campos, a Petrobras esclarece que não foi notificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP e que não tem conhecimento dos dados obtidos pela agência durante a fiscalização na plataforma ocorrida nos dias 11 e 12 de agosto. A Companhia foi surpreendida pelas informações veiculadas pela imprensa, uma vez que a própria agência reconheceu, em nota distribuída que “uma série de não conformidades, identificadas pela ANP, já foram sanadas”.

Assim que tomar conhecimento do teor da decisão, a Petrobras se dispõe a imediatamente adotar todas as recomendações técnicas da agência no prazo mais curto possível.

A Petrobras reafirma que exerce todas as suas atividades com austera política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Impõe, também, rigor técnico nos aspectos relacionados aos equipamentos e à capacitação de pessoal.

Todos os procedimentos adotados pela empresa atendem às exigências feitas pelos órgãos reguladores como a Marinha do Brasil, ANP, IBAMA, entidades classificadoras, entre outros. Isso faz parte da cultura da empresa, construída ao longo de 56 anos. Essa política se aplica a todos os segmentos e áreas onde a Petrobras atua, seja em plataformas marítimas, refinarias, terminais terrestres e marítimos ou na operação de dutos.

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